O que comer nos dias muito quentes? Nutricionista dá dicas de alimentação

Com as temperaturas nas alturas, o calorão não tem dado trégua em grande parte do Brasil e nos dias mais quentes é comum sentirmos um cansaço maior, cãibras musculares, tonturas e indisposição ao longo do dia. Isso ocorre porque o corpo precisa trabalhar mais para regular sua temperatura interna, aumentando a sudorese e, consequentemente, a perda de líquidos e sais minerais essenciais, como sódio, potássio e magnésio. Por isso, hidratar o corpo e comer de maneira saudável é essencial durante o calor. Mas afinal de contas, o que comer em dias quentes?

Fernanda Santiago, nutricionista e preceptora do curso de Nutrição do Centro Universitário do Distrito Federal, recomenda a inclusão de alimentos ricos em vitaminas do complexo B (ovos e cereais integrais) que auxiliam no metabolismo energético nos dias de extremo calor

Além do mais, ela recomenda a ingestão de frutas, como banana melão, por serem ricas em potássio e também porque ajudam a evitar a fraqueza muscular. Já a melancia, o melão, o pepino, a laranja e a tangerina podem ajudar na reposição de líquidos e fortalecer a imunidade.

Ainda de acordo com Fernanda Santiago, a digestão também pode ser afetada nos dias quentes do verão, tornando-se mais lenta e reduzindo o apetite para refeições pesadas. “Por isso há uma 7 tendência natural de preferirmos alimentos mais leves e ricos em água, como frutas saladas, enquanto no frio buscamos pratos mais calóricos e reconfortantes”, explica.

Para evitar problemas com a digestão, a especialista em alimentação sugere comer peixes e frutos do mar, como tilápia e salmão, que são opções de fácil digestão, leves e ricos em ômega 3.

Ovos também são uma fonte versátil de proteína completa, enquanto frango grelhado ou desfiado combina bem com refeições frescas, como saladas e wraps. Queijos leves, como cottage e ricota, e iogurte natural, são boas opções, pois fornecem proteínas e probióticos benéficos para a digestão”, acrescenta.

Nos dias mais quentes do ano, os praticantes de atividade física necessitam redobrar os cuidados com a alimentação por causa da reposição de eletrólitos (minerais que circulam no organismo) e para evitar a fadiga, fraqueza e o cansaço. “A água de coco é excelente para reposição rápida de eletrólitos, o pepino e a melancia têm alto teor de água e proporcionam refrescância, o chá verde gelado oferece uma leve dose de cafeína sem desidratar e as oleaginosas são fonte de magnésio e energia sustentável”, indica a profissional.

O que não comer nos dias muito quentes?

Nos dias de mais calor, alguns alimentos devem ser consumidos com moderação, principalmente aqueles que dificultam a digestão ou que favorecem a desidratação. Os ultraprocessados e as carnes vermelhas são apenas alguns exemplos que exigem mais do sistema digestivo e podem aumentar a sensação de sonolência e cansaço, conforme esclarece Fernanda Santiago.

Ela sugere evitar refeições pesadas e ricas em gorduras saturadas para não sobrecarregar o organismo.

Fonte: Globo

Framboesa: descubra os benefícios dessa superfruta para a sua saúde

Com a chegada do verão, é hora de aproveitar o que a estação tem de melhor, inclusive no cardápio. Entre as estrelas dessa temporada, as framboesas se destacam como uma opção deliciosa e cheia de benefícios para a saúde. Conversamos com a nutricionista e coordenadora da UNINASSAU Boa Viagem, Jussara Pessoa (@prof.jussarapessoa) para conhecermos os benefícios da framboesa. Veja!

Os principais nutrientes encontrados na framboesa

 

A framboesa é considerada uma superfruta e rica em antioxidantes, fibras, vitaminas e minerais que auxiliam nas funções do corpo. Seu consumo regular contribui para a saúde cardiovascular, melhora a digestão, ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e protege as células contra danos causados por radicais livres.

A fruta é rica em vitaminas, como a vitamina C, que fortalece o sistema imunológico, a vitamina K, que auxilia na saúde óssea e na coagulação, e algumas vitaminas do complexo B. Também contém minerais como manganês, magnésio, ferro e potássio. É rica em fibras, que contribuem para a saúde intestinal e o controle glicêmico, além de antioxidantes, que protegem contra o envelhecimento precoce e doenças crônicas.

Torta de chocolate branco e framboesa — Foto: Ana Maria Braga

Torta de chocolate branco e framboesa — Foto: Ana Maria Braga

Os benefícios da framboesa para o sistema imunológico

 

A alta concentração de vitamina C estimula a produção de células imunológicas, fortalecendo as defesas do corpo contra infecções. Os antioxidantes presentes na fruta, como os flavonoides, combatem o estresse oxidativo, reduzindo inflamações que podem enfraquecer o sistema imunológico.

A framboesa auxilia no controle do peso e beneficia a saúde da pele e do cabelo

 

A framboesa é uma aliada no controle de peso devido ao seu baixo teor calórico e alto teor de fibras, que promovem saciedade e ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue, prevenindo picos de insulina e o acúmulo de gordura. Seus compostos bioativos também podem estimular o metabolismo.

Além disso, a fruta protege a pele e o cabelo. Seus antioxidantes combatem danos causados pelos raios UV e o envelhecimento precoce, enquanto a vitamina C estimula a produção de colágeno, melhorando a elasticidade da pele e fortalecendo os cabelos. A presença de biotina e outros antioxidantes previne a quebra e o ressecamento dos fios.

Desvendando alguns mitos sobre a framboesa

 

❌ Framboesas têm alto teor de açúcar e devem ser evitadas por diabéticos

Apesar de doces, as framboesas possuem baixo índice glicêmico e são ricas em fibras, o que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue.

❌ Apenas framboesas frescas são saudáveis

As framboesas congeladas e desidratadas ainda oferecem muitos benefícios, desde que consumidas sem aditivos.

❌ Framboesas não têm propriedades medicinais

Os seus compostos antioxidantes e anti-inflamatórios podem ajudar a prevenir diversas doenças crônicas.

Fonte: Globo

4 chás para desinchar: veja como combater retenção de líquido

Pernas inchadas, anel que não está mais saindo com facilidade: a retenção de líquido pode causar desconforto. De acordo com a nutricionista Evelyn Teles (@nutrievelynteless), as causas do inchaço podem ser diversas, como a desidratação, sedentarismo, uso contínuo de alguns medicamento, doenças crônicas como hipertensão arterial, lúpus e artrite reumatoide.

A alimentação também tem o seu papel nesse quadro, explica a profissional. O consumo exagerado de alguns alimentos e bebidas contribuem para a retenção de líquidos, como refrigerantes e bebidas gasosas, bebidas alcoólicas, alimentos ultraprocessados, alimentos enlatados e em conserva, doces industrializados e pães industrializados que possuem sódio e glutamato monossódico na sua composição.

Para combater esse desconforto, é possível recorrer aos chás: confira 4 chás para desinchar que nutricionista Evelyn Teles indica.

4 chás para desinchar: veja como combater retenção de líquido

 

 

Chá de hibisco

  • Rico em fitoquímicos como polifenóis, ferro e vitamina C.

 

  • A dose recomendada é 1 colher de sobremesa da erva, realizando infusão com água quente.

 

  • 3 xícaras por dia são o suficiente para obter suas propriedades.

 

Chá de cavalinha

  • É considerado um dos melhores diuréticos de origem vegetal.

 

  • A dose recomendada é de 50 a 200 mililitros ao dia do chá.

 

Chá de alcachofra

  • Seus principais componentes químicos presentes nas folhas são os polifenóis e flavonoides.

 

  • A dose recomendada é 500 microgramas do extrato seco ou infusão com 1 xícara de água antes das principais refeições.

 

 

Chá verde

  • O chá produzido a partir das folhas do arbusto é uma das bebidas mais consumidas no mundo.

 

  • 2 xícaras ao dia é a recomendação indicada para obter seus benefícios.

 

 

É importante lembrar, no entanto, que um médico sempre deve ser consultado, caso o inchaço seja recorrente, pois ele pode ser sintoma de algum quadro de saúde que precisa de mais atenção.

Além disso, os chás não devem ser consumidos de forma exagerada. O Ministério da Saúde adverte: “Embora o ditado popular diga que ‘o que é natural não faz mal’, a realidade é que recomenda-se o acompanhamento de um profissional da saúde durante o uso de plantas medicinais e fitoterápicos, pois a automedicação é um risco, independente se é uma planta medicinal ou medicamento”.

Fonte: Globo

Fruta do milagre pode causar reação alérgica: entenda os riscos de consumi-la

A fruta do milagre é conhecida popularmente por mudar o sabor dos alimentos. Quem a prova, garante que a fruta transforma o sabor azedo do limão em algo docinho. Isso porque a fruta possui uma substância chamada miraculina, que impedem a percepção do gosto azedo e amargo da língua.

Nas redes sociais, inclusive, existem vídeos que mostram como consumir a fruta silvestre. Contudo, a fruta do milagre necessita de atenção ao ser consumida, já que o caroço dela pode causar reação alérgica.

Fruta do milagre pode causar reação alérgica: entenda os riscos de consumi-la — Foto: Globo

Fruta do milagre pode causar reação alérgica: entenda os riscos de consumi-la — Foto: Globo

A Maria Ligia Bedini, assistente de direção do Mais Você, teve um choque alérgico ao entrar em contato com o caroço do alimento.

“Eu chupei o bagaço e mordi o caroço. Quando mordi o caroço, senti um gosto muito amargo, um fel na boca. Cuspi e provei outra. E comecei a falar: ‘estou me sentindo mal’. Fechou a glote. Foi uma sensação horrorosa. Fui para a ambulância e para o hospital”, relatou a profissional durante o Mais Você. Assista ao depoimento dela no vídeo acima!

Caroço e folhas podem causar queimaduras

Ana Maria Braga aproveitou o espaço para fazer o alerta para o consumo da fruta do milagre. Segundo a apresentadora, o médico que atendeu Maria Ligia Bedini afirmou que o caroço e as folhas da fruta do milagre podem causar queimaduras na boca e na faringe. Portanto, cuidado ao consumi-la.

Fonte: Globo

O que comer durante uma virose: nutricionista dá dicas para uma recuperação saudável

Quando estamos com virose, a alimentação pode ser uma grande aliada na recuperação. Escolher os alimentos certos ajuda a aliviar os sintomas, manter o corpo hidratado e repor os nutrientes que o organismo precisa para se fortalecer. Conversamos com a nutricionista e professora do curso de Nutrição da UNINASSAU Recife, Campus Boa Viagem, Ana Costa (@anacostanutribari) para descobrir o que comer quando está com virose.

Os alimentos mais indicados

 

 

Durante uma virose, o foco deve estar em alimentos de fácil digestão e que ajudem a repor os nutrientes perdidos, como arroz branco, batata e cenoura cozida, que são fontes de carboidratos simples e de fácil absorção.

Frutas ricas em água e nutrientes também são grandes aliadas para quem está com virose, como melancia, maçã, banana e pera. Caldos e sopas leves ajudam na hidratação e fornecem minerais importantes para a recuperação do corpo. Fontes de proteína leve e bem toleradas, como carnes magras e ovos cozidos, também são bem vindos.

A importância da hidratação quando está com virose

 

 

A virose proporciona uma perda significativa de líquidos devido à febre, vômitos e diarreia, e a desidratação agrava os sintomas e prejudica a recuperação. Sendo assim, a hidratação é essencial para reduzir os sintomas e manter seu corpo forte.

Os melhores líquidos para essa situação incluem:

  • Água, que é a base da hidratação.

 

  • Soro caseiro ou soluções de reidratação oral, que ajudam a repor eletrólitos.

 

  • Chás leves, sem cafeína, como camomila ou erva-doce.

 

  • Água de coco, rica em minerais como o potássio.

 

Água de coco é recomendável no pós praia para repor as energias  — Foto: Reprodução internet

Água de coco é recomendável no pós praia para repor as energias — Foto: Reprodução internet

Alimentos que devem ser evitados durante uma virose

 

Os alimentos que podem irritar o sistema digestivo ou dificultar a digestão devem ser evitados, como frituras e alimentos gordurosos. Alimentos muito condimentados podem causar desconforto gastrointestinal.

Os laticínios integrais também devem ser evitados, pois, em casos de diarreia, podem piorar os sintomas. Além disso, doces e açúcares refinados devem ser evitados, pois podem aumentar a inflamação.

O café é diurético e pode prejudicar a recuperação, pois pode levar à desidratação. Refrigerantes também devem ser evitados, pois contêm açúcares e aditivos que irritam o trato gastrointestinal. O álcool não deve ser consumido, já que é tóxico para o fígado e desidrata o organismo, dificultando a recuperação.

Montando um cardápio leve e nutritivo para virose.

 

  • Café da manhã: chá de camomila ou erva-doce (sem açúcar) com banana amassada e um pouco de mel ou aveia. Também é possível consumir pão com ovo.

 

  • Almoço: frango desfiado ou peixe branco grelhado, bem temperado com ervas leves, arroz branco ou purê de batata, cenoura e abobrinha cozidas, sem temperos fortes, e suco natural de melancia ou limonada leve, sem açúcar.

 

  • Lanche da tarde: caldo de legumes (batata, cenoura e chuchu) ou iogurte natural desnatado (se não houver intolerância). Na hidratação, chá de hortelã ou água de coco.

 

  • Jantar: sopa nutritiva com frango desfiado, caldo leve, arroz e legumes como batata, cenoura e chuchu. Para hidratar, chá morno de gengibre com mel (se tolerado).

 

Como reintroduzir gradualmente os alimentos no cardápio

 

A reintrodução dos alimentos deve ser gradual para evitar sobrecarga no sistema digestivo. Comece com sopas, frutas e carboidratos simples. Inclua proteínas magras, como frango ou peixe grelhado, e adicione fibras aos poucos. Alimentos integrais, como pão integral e vegetais crus, devem ser introduzidos gradualmente.

Fonte: Globo

Não gosta de beber água? Água saborizada é a solução perfeita para hidratar no verão

As altas temperaturas no Brasil exigem que o consumo de água aumente para evitar a desidratação e outras problemas relacionados ao calor, como fraqueza, tontura e boca seca. Se você não consegue atingir a quantidade ideal de água por dia, ou simplesmente não gosta de beber água, a água saborizada por ser a solução ideal para manter a hidratação neste período de calor extremo.

 

 

Em participação no É de Casa, a médica Denize Ornelas conta que saborizar a água com alimentos refrescantes, como hortelã e limão, ajuda a aumentar a ingestão de água. A profissional também diz que suco não é a melhor opção para hidratar no verão.

 

 

“O suco não é uma boa opção [para hidratar] porque tem muito açúcar. Vai fazer com que a gente tenha a sensação depois, na boca, de continuar meio ‘pegada’. Quando a gente faz uma água saborizada e coloca coisas mais refrescantes – como hortelã, limão, rodela de pepino e rodela de laranja – facilita a gente ter uma quantidade maior de água durante o dia para tomar.”

 

 

Água saborizada com frutas e ervas é aliada para quem tem dificuldade em beber água — Foto: Reprodução da Internet

 

 

Mas, se você não dispensa o suco, a médica sugere colocar mais água para ter uma maior hidratação. “Quanto mais água no suco, melhor ele fica. A gente chamava de refresco quando era criança. O refresco ajuda na ingesta de água.”

 

 

Você também pode utilizar sachês de chá em água gelada para facilitar a hidratação durante o dia. “Não precisa fazer o chá quente. Você pode utilizar o chá gelado para consumir com mais facilidade.”

 

Fonte: Globo

Xodó de Cozinha mostra como usar alimentos que seriam descartados

Em edição inédita do Xodó de Cozinha, a chef Regina Tchelly recebe Semíramis Ramos, engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O programa vai ao ar às 13h, na TV Brasil e aborda o trajeto que os alimentos fazem até as feiras e o destino daqueles itens que costumam ser descartados depois.

 

Durante a atração da emissora pública, Regina vai a um fim de feira, recolhe alimentos que seriam jogados fora e leva o coco verde para a cozinha. O coco é uma fruta nutritiva e refrescante, com alto teor de água e sais minerais.

 

Rio de Janeiro (RJ) 12/02/2025 - Como utilizar alimentos que seriam descartados depois da feira.
Frame TV Brasil
Semíramis Ramos mostra como utilizar alimentos que seriam descartados depois da feira – Frame TV Brasil

 

Enquanto bate um papo descontraído com Semíramis, a apresentadora ensina como fazer receitas saudáveis, saborosas e acessíveis com a fruta. Regina e a convidada utilizam o coco verde para preparar quebra-queixo com carne de coco, vitamina de carne de coco com banana e maracujá, e arroz com carne de coco.

 

O conteúdo original da emissora pública prioriza a alimentação saudável, nutritiva, de baixo custo e com uso integral dos alimentos. O Xodó de Cozinha pode ser acompanhado no YouTube do canal e fica disponível no app TV Brasil Play.

Sobre o Xodó de Cozinha

 

Apresentado pela chef Regina Tchelly na TV Brasil, o programa Xodó de Cozinha busca incentivar a alimentação saudável e de baixo custo. A temporada de estreia tem 26 episódios. Cada edição conta com um convidado especial para preparar receitas com um alimento específico e conversar sobre um tema. A produção recebe personalidades como Bela Gil, André Trigueiro e Sidarta Ribeiro, entre outros.

 

Com seu afeto e carisma, a chef Regina Tchelly tem uma linguagem bastante característica para cativar o público e os entrevistados da nova atração televisiva. “Os convidados são incríveis e fico feliz de estar reunida com tanta gente que está fazendo acontecer, mostrando que é possível comer bem, de forma saudável e acessível”, conta.

 

Os assuntos discutidos na produção giram em torno de questões como sustentabilidade, combate à fome, sazonalidade dos alimentos, geração de renda, empreendedorismo e educação financeira. Além disso, o programa valoriza a cultura tradicional e afetiva, além de abordar pratos que evocam memórias e heranças culinárias.

 

A atração é gravada na cozinha do projeto Favela Orgânica, iniciativa idealizada por Regina Tchelly que há 13 anos promove a culinária saudável nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do Rio de Janeiro. Coprodução realizada pela TV Brasil com a Kromaki, o Xodó de Cozinha tem direção de Pedro Asbeg.

Sobre o Favela Orgânica

 

O Favela Orgânica já recebeu diversos prêmios, nacionais e internacionais, por suas ações que visam promover a segurança alimentar, capacitação profissional e uma mudança na cultura de consumo e desperdício de alimentos. Chef de cozinha, empreendedora social e fundadora do projeto, Regina é paraibana e mora no Rio de Janeiro há 20 anos.

Fonte: Agência Brasil

Por que chia e outras sementes são bem-vindas ao cardápio

Embora alguns acreditem que as sementes servem apenas como comida para os pássaros, há muitos motivos para que esse grupo faça parte do seu cardápio. A começar pela riqueza nutricional, que tem sido esmiuçada em pesquisas de várias partes do mundo. Um estudo australiano, publicado recentemente no periódico científico Annals of Botany, avaliou as características da chia mostrando seus benefícios para a saúde.

 

“Ainda que o trabalho mostre que existem algumas diferenças nos teores de nutrientes, de acordo com o solo e o clima do local de cultivo, a semente da chia concentra diversos compostos protetores”, ressalta a nutricionista Giuliana Modenezi, do Espaço Einstein Esporte e Reabilitação, do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Entre as substâncias mencionadas na revisão, estão sais minerais como fósforo, potássio, cálcio, zinco, magnésio, cobre e ferro. Mistura que, entre outros benefícios, colabora para a saúde dos ossos.

 

Compostos fenólicos, reconhecidos por suas propriedades antioxidantes, também aparecem no artigo. Nomes complicados, como ácido rosmarínico, kaempferol, genisteína e daidzeína, são mencionados e, juntos, eles blindam as células dos efeitos nocivos do excesso de radicais livres, ajudando a combater danos como o envelhecimento precoce.

 

Outro nutriente apontado pelos cientistas é a proteína. Isso não significa, no entanto, que a chia deve ser encarada como substituta de carnes ou feijões. “Ela entra como um complemento e não como fonte proteica”, avisa a nutricionista.

 

Mas o maior destaque vai para a presença de ômega-3, um tipo de gordura, ou, como preferem os especialistas, um ácido graxo da família dos poli-insaturados. Não faltam evidências sobre os efeitos anti-inflamatórios e protetores às artérias, ajudando a reduzir o risco de doenças cardiovasculares. A semente incrementa o cardápio com o ômega-3, já que nem sempre os pescados ricos no nutriente são acessíveis. “Como certos peixes são criados em cativeiro, isso pode interferir com a quantidade da substância”, diz Modenezi.

 

Chia e outras sementes no dia a dia

 

Oriunda da América Central, conta-se que a chia era bastante consumida entre os povos pré-colombianos, mas, com a chegada dos espanhóis, foi banida. Para nossa sorte, continuou sendo cultivada meio às escondidas, em escala menor e tem conquistado atualmente cada vez mais popularidade.

 

Uma dica para a hora da compra é preferir embalagens fechadas e escolher marcas conhecidas no mercado — produtos vendidos a granel nem sempre revelam sua procedência. Em casa, os grãozinhos devem ficar em recipientes bem tampados e em locais escuros para garantir que todas as suas propriedades se mantenham.

 

 

“Bastante versátil, ela pode ser hidratada em água, leite, e outras bebidas para adquirir a consistência gelatinosa”, ensina a especialista do Einstein. Inclusive, nessa versão a semente favorece ainda mais a microbiota intestinal e entra em receitas de pudim e preparações veganas, no lugar do ovo. Seca, vai bem salpicada em frutas, saladas, sopas e na tapioca.

 

Assim como a chia, outras sementes oferecem muitas substâncias benéficas e merecem um espaço no cardápio. Confira, a seguir, algumas das mais acessíveis:

 

Semente de abóbora

 

Além de toda a riqueza da abóbora, seja do tipo moranga ou a pescoço, sua semente oferece gorduras benéficas que despontam em estudos como guardiãs cardiovasculares.

 

Chamada de pepita, contém carotenoides que conferem a cor esverdeada e têm efeito antioxidante, favorecendo a saúde ocular. Concentra minerais como o magnésio, fundamental ao esqueleto.

 

Há quem prefira saborear com a casca, que é bastante fibrosa, mas muita gente a dispensa. Faz sucesso como petisco, tostada e temperada. “Também pode ser consumida como opção de lanche intermediário e incorporada nas granolas caseiras, junto de outros grãos”, recomenda a nutricionista do Einstein. Triturada, enriquece massas de pães e panquecas, por exemplo.

 

Semente de gergelim

 

A minúscula semente oleosa é oriunda da planta africana Sesamum indicum e pode ser encontrada nas versões branca, dourada e preta, com variações de tons.

 

Apesar de pequenina, esbanja nutrientes, a começar pela mistura de gorduras mono e poli-insaturadas, que atuam em prol das artérias. Em sua composição, destaque para o alto teor de cálcio, indispensável aos ossos, e para as fibras, grandes parceiras do intestino. Vale menção ainda para a presença de compostos fenólicos, de ação antioxidante, caso da sesamina — cientistas a apadrinharam assim por causa do nome científico do gergelim.

 

A semente é matéria-prima da tahine, pasta comum na culinária árabe, e é estrela do halaw, um doce que, apesar de delicioso, soma muitas calorias. Para ambos, a sugestão é ir com muita parcimônia na quantidade.

 

“O gergelim serve como ingrediente de finalização”, diz a nutricionista. Entre as sugestões de uso, há desde polvilhado no arroz, nas saladas e sopas até adicionado em pães, para dar aquele toque crocante.

 

Semente de girassol

 

Famosa por incrementar receitas de pães, essas sementes vêm da planta Helianthus annus, espécie americana da belíssima flor-amarela.

 

Rica em vitamina E e selênio, dupla de micronutrientes de atuação antioxidante e que trazem benefícios ao sistema imunológico, ela contém ainda algumas vitaminas do complexo B, aliadas do bom humor.

 

“As formas de consumo são bem semelhantes às das outras sementes”, sugere a nutricionista. Costuma aparecer nas receitas de pães, nas granolas e nas barrinhas de grãos. A recomendação é evitar exageros também.

 

Semente de linhaça

 

Um dos diferenciais dessa semente é a concentração de lignana, substância que atua como uma espécie de hormônio, já que apresenta semelhanças estruturais. Há indícios de sua atuação no combate a alguns sintomas da menopausa e na redução do risco de tumores, sobretudo os de mama.

 

Ela também guarda o ômega-3, que combate inflamações. Mas, na linhaça, ele aparece em uma variante chamada de ácido alfalinolênico, ou ALA, que é uma espécie de precursor e só dentro do nosso organismo, pela ação de enzimas, transforma-se e revela toda sua capacidade anti-inflamatória.

 

Existem duas versões da semente do linho, a preta e a dourada, que apresentam características nutricionais bem semelhantes. “Para tirar proveito, a recomendação é triturar as sementes”, ensina Modenezi. Essa sugestão se dá porque a casca é resistente e pode passar intacta pelo aparelho digestivo, o que impede a liberação das substâncias benéficas. A linhaça incrementa saladas de frutas, iogurtes, panquecas, entre outras preparações.

Fonte: Agência Einstein

Você sabe quais alimentos pioram a azia? Médica explica

A azia causa sensação de queimação e desconforto e pode ficar ainda pior com o consumo de alimentos inadequados. O café, por exemplo, pode piorar os sintomas. Por isso, o ideal é consumi-lo de maneiras que evitem o mal-estar, como o café descafeinado.

Em participação no programa É de Casa, Luciana Lobato, médica gastroenterologista, cita os principais alimentos que podem piorar a azia, que ocorre quando a válvula que se abre para dar passagem aos alimentos não se fecha totalmente e permite que o suco gástrico volte do estômago para o esôfago.

Conheça 3 desses alimentos:

1) Café

 

Para afastar a azia, o café deve ser consumido descafeinado, coado, com algumas gotinhas de leite. A bebida deve ser a mais fraquinha possível, segundo a médica. Ela ainda aconselha que se evite o consumo do café quando estivermos em jejum, com o estômago vazio.

2) Chocolate

 

O chocolate é gorduroso, tem cafeína e piora a azia. A solução é comer porções pequenas, escolher as versões mais amargas do chocolate e evitar o exagero.

3) Comidas gordurosas

 

A comida gordurosa relaxa uma válvula que temos no organismo, que controla o fluxo de ácido do estômago para o esôfago. Quando esse fluxo diminui, favorece o refluxo.

Outro perigo é a junção das comidas gordurosas e das bebidas alcoólicas ou refrigerantes. “A pessoa não come só uma porção. Junta com refrigerante, bebida alcoólica… Aí o estrago é maior”, diz a especialista em saúde.

Quais alimentos pioram a azia? Médica explica — Foto: Globo

Quais alimentos pioram a azia? Médica explica — Foto: Globo

Como aliviar o desconforto da azia?

 

Para ajudar a aliviar os sintomas da azia, a gastroenterologista recomenda o consumo de chás sem cafeína, como o chá de camomila, erva-cidreira e erva-doce. O leite, por ter pH básico, neutraliza o ácido do estômago. A banana e a maçã também são de grande ajuda.

No entanto, a drª Luciana Lobato faz um alerta: “É importante que isso seja algo esporádico e não um tratamento.” Portanto, lembre-se de consultar o médico periodicamente para manter a saúde e os exames em dia!

Fonte: Globo