Tem linguiça em casa? Aprenda a fazer marmitas surpreendentes e variadas

Barata, prática e de vários sabores diferentes, a linguiça é um embutido que pode ficar bastante versátil utilizando criatividade e técnicas simples de preparo. Convidamos o influenciador Douglas Alessandro para mostrar como é possível montar um cardápio de marmitas com linguiça em combinações surpreendentes.

Além da linguiça, Douglastraz outros ingredientes como base para compor o menu semanal. Em todos os pratos, o influenciador monta a marmita com arroz branco soltinho e uma saladinha de folhas frescas para acompanhar. Detalhe: na sua casa, você pode fazer a salada de acordo com as suas preferências e ingredientes que tiver à disposição.

Marmita com linguiça: aprenda surpreendentes combinações para o seu cardápio — Foto: Receitas

Marmita com linguiça: aprenda surpreendentes combinações para o seu cardápio — Foto: Receitas

1. Ragu de linguiça com arroz branco e salada de tomate e alface

 

Com o rendimento de 8 marmitas, esta receita é feita com a linguiça sendo retirada da pele e refogada em um molho de tomate com temperos incríveis. Na hora de montar o prato, Douglas Alessandro faz aquele arroz branquinho que combina demais com o ragu. Para complementar, ele prepara uma salada de tomate e mix de folhas que traz frescor e crocância ao resultado final. Veja o passo a passo:

Ingredientes

Ragu de linguiça

 

  • 1 quilo de linguiça

 

  • 2 cebolas

 

  • 2 dentes de alho

 

  • 1 litro de molho de tomate

 

  • ervas frescas a gosto

Modo de Preparo

Ragu de linguiça

 

  1. 1Retire a pele dos gomos de linguiça, e refogue a carne da linguiça com cebola e alho. Elas precisam ficar bem douradas e em pedacinhos menores.

 

  1. 2Agora, adicione molho de tomate, ervas frescas e alguns temperos da sua preferência. Misture bem e deixe cozinhar por aproximadamente 15 minutos, até encorpar os sabores.

 

  1. 3Porcione o ragu de linguiça com o arroz branco soltinho e sirva com a opção de salada com tomate e mix de folhas.

 

Ragu de linguiça com arroz brancos — Foto: Receitas

Ragu de linguiça com arroz brancos — Foto: Receitas

2. Arroz de linguiça com purê cremoso

 

A receita de arroz de linguiça com purê de batatas cremoso rende 10 marmitas e é muito simples de fazer. Para preparar o arroz de linguiça, ele tira a linguiça do a pele, mistura com o arroz pré-cozido e os demais ingredientes. Na hora de servir, além dos dois pratos principais, Douglas prepara uma salada de tomate-cereja. Confira o passo a passo a seguir:

Ingredientes

Arroz de linguiça

 

  • 1 quilo de linguiça

 

  • 2 cebolas

 

  • 2 dentes de alho

 

  • 1 colher de chá de açafrão

 

  • ervas frescas a gosto

 

  • 2 latas de milho de 250 gramas cada

 

  • 500 gramas de bacon

 

  • 500 gramas de ervilha

 

  • 300 gramas de arroz cozido

 

  • 3 colheres de sopa de óleo

 

  • 300 gramas de arroz

 

  • 1 cebola

 

  • 2 dentes de alho

 

  • água para o cozimento do arroz

Modo de Preparo

Arroz de linguiça

 

  1. 1Retire a pele dos gomos de linguiça, e refogue a carne da linguiça com cebola e alho. Elas precisam ficar bem douradas, em pedacinhos menores e reserve.

 

  1. 2Para o arroz branco: adicione óleo, refogue a cebola com o alho e acrescente o arroz, refogando bem para adicionar a água do cozimento e ajustar o sal.

 

  1. 3Tempere o arroz branco cozido com um pouquinho de açafrão, ervas e misture bem. Acrescente a linguiça que reservamos, milho, bacon e ervilhas. Misture bem todos os ingredientes para encorpar os sabores.

 

  1. 4Agora é só montar a marmita com o seu purê cremoso, o arroz de linguiça e servir com uma salada de tomatinhos temperada com azeite e sal.

 

Arroz de linguiça com purê cremoso — Foto: Receitas

Arroz de linguiça com purê cremoso — Foto: Receitas

3. Linguiça tostadas com batatas rústicas assadas

 

Neste prato, o influenciador tosta as linguiças, deixando-as no ponto correto, bem suculentas, prontas para o consumo. Com rendimento de 6 marmitas, a receita é acompanhada pelas batatas rústicas assadas e farofa de mandioca, acompanhamentos que harmonizam perfeitamente com a linguiça. Por fim, ele faz uma saladinha refrescante com um mix de folhas, tomatinhos e milho-verde. Vem ver:

Ingredientes

Linguiça tostadas com batatas rústicas assadas

 

  • 1 quilo de batata-inglesa com casca

 

  • azeite de oliva o quanto baste

 

  • alecrim a gosto

 

  • sal o quanto baste

 

  • 1 quilo de linguiça

 

  • 300 gramas de farofa de mandioca

Modo de Preparo

Linguiça tostadas com batatas rústicas assadas

  1. 1Toste as linguiças e reserve.

 

  1. 2Cozinhe as batatas com casca por aproximadamente 6 minutos em água fervente, escorra e leve para assar por aproximadamente 30 minutos em um tabuleiro com azeite, alecrim e sal. No caso de congelamento, retire as cascas da batata no momento de cozimento.

 

  1. 3Agora é só montar a marmita com as linguiças tostadas, batatas assadas, um pouquinho de arroz branco e farofa de mandioca.

 

Linguiça tostadas com batatas rústicas — Foto: Receitas

Linguiça tostadas com batatas rústicas — Foto: Receitas

Fonte: Globo

Abacate: veja como escolher, como amadurecer a fruta mais rápido

Além de ser delicioso, o abacate tem muitos benefícios para a saúde. Com ele, podemos fazer vitamina de abacate, saladas e também o famoso guacamole. Muitas pessoas dizem que é uma dificuldade escolher abacate, mas a chef Fernanda Quatrocchi está aqui para te ajudar!

Abacate: veja como escolher, como amadurecer a fruta mais rápido e outras dicas — Foto: Receitas

Abacate: veja como escolher, como amadurecer a fruta mais rápido e outras dicas — Foto: Receitas

Como escolher abacate: confira dicas

 

  • A casca precisa estar verde e uniforme.

 

  • Evite os que têm manchas escuras; abacates com a casca brilhante costumam ser os de melhor qualidade.

 

  • Em abacates maduros, a casca costuma ceder um pouco ao toque; se você apertar levemente e já afundar, quer dizer que ele já está passado.

 

  • O peso do abacate também é um bom indicativo: quanto mais pesado, mais polpa ele tem.

 

  • Se você chacoalhar o abacate e sentir que o caroço está solto, isso significa que ele está maduro.

 

  • Se você tentar tirar o cabinho do abacate e ele sair com facilidade, significa que ele está maduro.

Como fazer o abacate amadurecer mais rápido

 

  • Embrulhe o abacate em jornal ou papel-alumínio e deixe-o em local fresco e arejado.

 

  • Você também colocar o abacate com outras frutas: conforme elas amadurecem, elas liberam o gás etileno, que ajuda o abacate a amadurecer mais rápido.

 

  • Você pode usar o truque do micro-ondas ou forno para consumir o abacate que está verde: embrulhe a fruta em papel-toalha e leve ao micro-ondas de 30 em 30 segundos, até que ele fique macio.

 

  • Para fazer isso no forno, embrulhe o abacate em papel-alumínio e leve em forno baixo por 15 minutos.

Como evitar que o abacate escureça

 

  • Se você usar somente uma parte do abacate, embale o restante em filme plástico e mantenha o caroço. Leve à geladeira.

 

  • Outra dica é espremer um pouco de limão no abacate e colocar a parte cortada para baixo dentro de um potinho na geladeira.

 

Diferenças entre abacate e avocado

 

  • O abacate é maior, mais alongado e tem casca mais fina.

 

  • O avocado é menor, tem casca bem grossa e áspera.

 

  • Quando o abacate está maduro, ainda fica com a casca verde; quando o avocado está maduro, fica com a casca verde ou bem escura, quase preto.

 

  • A polpa do abacate maduro é macia e mais aguada; a polpa do avocado é mais firme e densa, pois ele tem mais gordura.

Fonte: Globo

Existe melhor horário para comer doce? Veja o que diz nutricionista

Você já tentou diminuir o consumo de açúcar, mas acabou falhando nessa missão? A diminuição do consumo de açúcar traz diversos benefícios para a saúde, como a melhoria da saúde intestinal, menos retenção de líquido e estabilidade da disposição ao longo do dia, além de ajudar no processo de emagrecimento.

“O açúcar é absorvido rapidamente pelo intestino, impactando diretamente o metabolismo. No sangue, ele gera picos de insulina, favorecendo acúmulo de gordura e inflamação. Esse processo influencia na retenção de líquidos, piorando a celulite e o aspecto da pele”, explica a nutricionista Roberta Ferraz (@robertaferraznutri), pós-graduada em Nutrição Esportiva pelo American College of Sports Medicine.

Se você tem uma alimentação balanceada, mas não quer deixar de comer um docinho de vez em quando, uma estratégia é escolher o melhor momento para consumi-lo. Então, existe melhor horário para comer doce? Confira o que diz a nutricionista:

Consumir sobremesas logo após as refeições principais, como almoço ou jantar, é uma estratégia eficaz. Nesse período, a presença de proteínas, fibras e gorduras na refeição ajuda a retardar a absorção do açúcar, evitando picos de glicemia e promovendo maior saciedade.

 

Para quem come o doce em qualquer horário, aqui vai uma notícia ruim: talvez isso esteja prejudicando sua saúde e seus objetivos relacionados a uma vida mais saudável. “Ingerir doces isoladamente, especialmente em jejum, pode causar elevações rápidas nos níveis de glicose, seguidas de quedas bruscas, aumentando a sensação de fome e o risco de ganho de peso”, explica Roberta Ferraz.

Prefira desfrutar do seu doce favorito logo após as refeições principais. Assim, você satisfaz a vontade sem comprometer seus objetivos de saúde.

 

Além disso, Roberta Ferraz explica que consumir açúcar à noite não é recomendado: “Como o metabolismo desacelera, a insulina trabalha de forma menos eficiente, aumentando o risco de armazenamento de gordura. Além disso, consumir açúcar nesse período prejudica o sono, desregula o cortisol e pode contribuir para queda de cabelo, pois compromete a circulação sanguínea no couro cabeludo”.

E se você está precisando de um incentivo para diminuir o consumo de açúcar, aqui vão os principais benefícios de comer menos doces, elencados pela nutricionista:

  • Menos inchaço e retenção de líquidos, reduzindo a celulite.

 

  • Melhor saúde intestinal, evitando fermentação e desconforto.

 

  • Pele mais saudável, com menos oleosidade e acne.

 

  • Menos queda de cabelo, já que o excesso de açúcar prejudica a circulação e o fornecimento de nutrientes para os fios.

 

  • Energia mais estável ao longo do dia, sem oscilações bruscas de humor e fome.

Fonte: Globo

Precisa beber mais água depois de consumir shoyu? Descubra

Consumido amplamente na culinária asiática, o shoyu é um molho rico em sódio que confere sabor intenso aos pratos, mas também pode impactar o equilíbrio de líquidos no corpo. Muitas pessoas acreditam que é necessário beber mais água após consumir alimentos preparados com esse ingrediente. Mas será que isso é verdade?

Conversamos com Daniela Meira, nutricionista e produtora de culinária do Mais Você, para nos responder. Confira!

É mito ou verdade?

 

Consumido em excesso, o shoyu pode causar retenção de líquidos ou aumentar a sensação de sede. Beber água ajuda a manter o corpo hidratado e auxilia na diluição do sódio no organismo, mas não “anula” o excesso ingerido na alimentação.

O sódio adquirido na refeição será eliminado pelos rins em seu ritmo natural, desde que estejam saudáveis. No entanto, existem maneiras de equilibrar o consumo de shoyu. Confira!

  • Use a versão light: tem cerca de 40% menos sódio.

 

  • Moderação é chave: evite mergulhar os alimentos no shoyu, use pequenas quantidades.

 

  • Hidrate-se ao longo do dia: não somente após a refeição, mas sim de forma constante, para ajudar os rins a trabalharem.

 

  • Inclua alimentos ricos em potássio: frutas como banana, abacate e laranja ajudam no equilíbrio de eletrólitos.

 

Ou seja, não é necessário exagerar no consumo de água após ingerir shoyu, pois isso não reduzirá os efeitos do sódio no organismo. O segredo está em manter uma boa hidratação diária, que ajuda a equilibrar o corpo naturalmente nesse processo.

Fonte: Globo

Benefícios do limão: 4 motivos para incluir a fruta na rotina

O limão é rico em vitamina C, fonte de minerais (ferro, magnésio e fósforo) e possui antioxidantes que reduzem o envelhecimento precoce. Além do mais, a casca da fruta é rica em óleos essenciais que são benéficos para a nossa saúde.

Em participação no programa É de Casa, o nutricionista Saulo Gonçalves lista outros benefícios do limão para a saúde. Confira quais são eles e inclua a fruta na sua alimentação!

Benefícios do limão: 4 motivos para incluir a fruta na rotina — Foto: Globo

Benefícios do limão: 4 motivos para incluir a fruta na rotina — Foto: Globo

1) Melhora a imunidade

O limão contribui para o aumento da imunidade do nosso organismo por ser fonte de vitamina C – nutriente que combate infecções e fortalece o sistema imunológico. A sugestão do nutricionista é consumir a fruta junto com a casca no preparo de chás, por exemplo.

2) Ajuda a perder peso

Beber água com limão em jejum favorece o emagrecimento, mas o especialista em alimentação avisa que apenas esse hábito não é a ‘salvação da lavoura’.

“O emagrecimento é multifatorial. A gente tem que melhorar o estilo de vida, melhorar a alimentação, [praticar] atividade física, [ter] sono de qualidade. O shot de limão vai contribuir para a sua saúde. Consequentemente, vai ajudar no emagrecimento. Tem seus benefícios, mas não é exclusivamente responsável pelo emagrecimento”, explica Saulo Gonçalves.

3) Fruta ajuda na absorção do ferro

A vitamina C ajuda na absorção do ferro pelo organismo. A dica do nutricionista é colocar o limão por cima do prato de salada ou de feijão ou leguminosas em geral. Outra opção sugerida pelo nutricionista Saulo Gonçalves é tomar um shot de limão após as refeições.

4) Combate enjoos

Por ser fonte de ácido fólico, o limão alivia a sensação de enjoo. Pode ser consumido como sucos e também pode ser incluído no preparo de geladinho, dindin e sacolé – depende da região do Brasil em você mora.

Caso você tenha gastrite, problemas renais ou outro desconforto, procure orientação nutricional e médica antes de incluir o limão no seu cardápio.

Fonte: Globo

Fruta-do-conde: descubra benefícios, como consumir e armazenar a fruta

A fruta-do-conde, também chamada de pinha ou ata em algumas regiões, é uma verdadeira joia da natureza, rica em sabor e cheia de propriedades benéficas para a saúde. Além de conquistar o paladar com sua doçura, ela se destaca por suas qualidades nutricionais.

Benefícios da fruta-do-conde

 

A fruta é rica em vitamina C, um potente antioxidante que fortalece o sistema imunológico, ajudando a proteger o corpo contra infecções e doenças. Além disso, contém fibras alimentares que contribuem para o bom funcionamento do sistema digestivo, prevenindo problemas como a constipação e promovendo uma digestão mais eficiente.

A fruta-do-conde é rica em potássio, mineral que promove o relaxamento dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação do sangue e ajudando a reduzir a pressão arterial, sendo especialmente benéfica para quem tem hipertensão.

Além disso, os alcaloides e peptídeos presentes nas sementes atuam como bloqueadores naturais dos canais de cálcio, inibindo a liberação de norepinefrina, um neurotransmissor que eleva a pressão, contribuindo assim para seu controle.

Como consumir e adicionar a fruta-do-conde à sua alimentação?

 

A inclusão da fruta-do-conde na alimentação é uma maneira saudável e deliciosa de aproveitar seus benefícios. No entanto, é importante consumi-la com moderação e como parte de uma dieta equilibrada, considerando seu alto índice glicêmico.

Na hora de consumir, prefira a fruta-do-conde madura, gelada e in natura, evitando sua ingestão em forma de suco, mesmo sem adição de açúcar. Isso ocorre porque, ao transformá-la em suco, as fibras são eliminadas ou significativamente reduzidas, o que aumenta a velocidade de absorção dos açúcares naturais pelo organismo.

A fruta-do-conde não é indicada para diabéticos e pacientes com deficiência renal, mas pode ser uma importante aliada para quem tem anemia.A vitamina C presente na fruta ajuda na absorção do ferro dos alimentos.

Como escolher uma fruta-do-conde?

 

Procure uma fruta com casca e cor verde-amarelada e um aspecto ligeiramente macio, sem áreas murchas ou manchas escuras. A casca tem que ser ligeiramente enrugada, mas não excessivamente danificada.

Ao pressionar levemente a fruta com os dedos, ela deverá ceder um pouco. Se estiver muito dura, pode não estar madura; se estiver muito mole, pode estar passada. Uma boa fruta-do-conde em processo de maturação tem um aroma doce e agradável. Se não houver cheio, a fruta provavelmente não está no ponto ideal.

Além disso, manchas escuras ou rachaduras na casca podem indicar que a fruta está começando a apodrecer ou foi danificada.

Como armazenar fruta-do-conde?

 

O melhor lugar para armazenar a fruta-do-conde é na geladeira, evitando lugares com temperatura elevada. Se ainda estiver verde, pode ser armazenada fora da geladeira, mas pode passar de verde para podre sem amadurecer corretamente se estiver muito quente.

Fonte: G1

Ultraprocessados são necessários para garantir o consumo proteico de veganos?

Seja por questões ambientais, seja para se alimentar de forma mais saudável, o número de vegetarianos é crescente no mundo todo. De acordo com uma pesquisa da Sociedade Vegetariana Brasileira, entre 2012 e 2018, houve um salto de 75% dessa população no país — incluindo aqueles que excluem apenas carnes, os vegetarianos, e os que não consomem qualquer produto de origem animal, os veganos.

 

Por isso, a oferta de produtos voltados a esse público nos supermercados também é crescente. “É fato que a alimentação vegana tem se tornado mais comum, e discute-se muito se os adeptos são capazes de atingir as necessidades diárias de proteína e aminoácidos essenciais”, diz o nutricionista e fisiologista clínico do exercício Hamilton Roschel, que liderou uma pesquisa na Universidade de São Paulo (USP) publicada no Jama Network Open.

 

O trabalho avaliou o consumo alimentar de 774 pessoas veganas a partir de um recordatório alimentar, que registra tudo o que se consome ao longo de um dia típico. Com esses dados em mãos, os pesquisadores puderam quantificar não apenas os nutrientes ingeridos, mas também a contribuição calórica por grau de processamento (alimentos in natura e minimamente processados, processados e ultraprocessados).

 

Os resultados mostraram que a maioria dos participantes atende às recomendações de ingestão de proteínas e aminoácidos essenciais – moléculas que formam as proteínas, mas que não são produzidas pelo corpo e têm funções específicas no metabolismo.

 

Observou-se, ainda, que a maioria da energia diária – 66% das calorias ingeridas – dos veganos é proveniente de alimentos in natura, ou seja, que não sofrem alterações para ser consumidos; e minimamente processados, aqueles que passaram apenas por processos que não envolvem adição de sal, gordura, açúcar ou outras substâncias.

 

Outro achado é que os que ingeriam menos ultraprocessados eram mais propensos à inadequação do consumo de proteínas. “O fato de o estudo ter apontado que muitas pessoas com esse tipo de alimentação atingem a quantidade recomendada de proteínas, mas com a dependência de alimentos ultraprocessados, faz sentido em um contexto em que fontes vegetais integrais, embora ricas em nutrientes, podem ter uma densidade proteica mais baixa em relação às de fonte animal, exigindo porções maiores para alcançar as metas nutricionais”, afirma Serena del Favero, nutricionista do Espaço Einstein, unidade de esporte e reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Segundo a pesquisa, os principais ultraprocessados consumidos pelos veganos analisados são a proteína texturizada de soja e os suplementos proteicos à base de plantas. “Embora tenhamos encontrado valores de consumo de alimentos ultraprocessados menores entre veganos quando comparados a dados populacionais, esses itens parecem assumir algum grau de relevância no atendimento à necessidade nutricional de proteínas desses indivíduos”, observa Roschel.

 

Os ultraprocessados têm sido investigados pelo número crescente de evidências de que seus altos teores de açúcar, sódio, gordura e aditivos químicos têm relação com o aumento de casos de obesidade, diabetes, câncer e outros males.

 

No dia a dia do consultório, a nutricionista do Einstein tem observado o maior consumo desses produtos por pacientes veganos para garantir o aporte proteico necessário. “Isso é particularmente comum em quem busca praticidade, já que ultraprocessados são mais fáceis de preparar e podem ser consumidos rapidamente”, conta del Favero.

 

Embora a proteína texturizada de soja e os suplementos à base de planta sejam considerados ultraprocessados, não há evidência de que eles possam causar os mesmos efeitos negativos que os ultraprocessados típicos — caso de salgadinhos, biscoitos recheados e bebidas prontas, por exemplo.

 

Outros alimentos proteicos consumidos frequentemente foram os substitutos de produtos cárneos, como bifes, hambúrgueres e linguiças veganas. Esses costumam — embora não seja uma regra — ter um perfil nutricional desbalanceado e podem ser deletérios para a saúde se consumidos em excesso”, diz o professor da USP.

 

Como fazer boas escolhas

 

Apesar de os ultraprocessados funcionarem como atalhos, uma alimentação mais natural, com ingredientes que também são boas fontes de proteínas — como leguminosas, grãos integrais, sementes e oleaginosas —, oferece uma qualidade nutricional superior.

 

Tofu e tempeh são excelentes opções à base de soja, menos processadas e versáteis para uso culinário. Outras alternativas incluem a farinha de grão-de-bico, a levedura nutricional, as algas e os vegetais verdes-escuros, que complementam a ingestão proteica e de nutrientes importantes, como o ferro.

 

A combinação de diferentes fontes vegetais ao longo do dia ajuda a garantir todos os aminoácidos essenciais de forma equilibrada e natural. Se mesmo assim a inclusão de ultraprocessados for necessária, a orientação é checar o rótulo com cuidado, analisando os ingredientes e a composição nutricional do produto.

 

“O objetivo é incentivar um consumo mais equilibrado, reduzindo a dependência dos ultraprocessados sem ignorar completamente seu papel em uma rotina vegana moderna”, afirma Serena del Favero.

 

Na hora da compra, siga as seguintes dicas:

 

  1. Priorize produtos com listas de ingredientes curtas e simples

 

É ideal que ingredientes como soja, ervilha e grão-de-bico apareçam entre os primeiros itens, indicando ser o componente principal. Evite aqueles que têm muitos nomes desconhecidos ou complicados, que indicam maior nível de processamento.

 

  1. Fique de olho no sódio

 

Alimentos ultraprocessados frequentemente têm níveis elevados desse ingrediente para conservar e realçar o sabor.

 

  1. Atenção às gorduras

 

Cheque sempre a quantidade de gorduras e evite itens com gorduras trans e altos níveis de saturadas.

 

  1. Aposte nas fibras

 

Escolha produtos que também sejam ricos em fibras, já que muitos ultraprocessados podem perder essa substância no processo de fabricação.

 

  1. Prefira alimentos fortificados com vitaminas e minerais

 

Produtos com doses extras de vitamina B12, ferro, cálcio e vitamina D podem ser boas escolhas para veganos, pois esses nutrientes são mais difíceis de se obter em uma dieta baseada em plantas.

 

  1. Maneire no açúcar

 

Cuidado com açúcares ocultos e evite os produtos com açúcar adicionado. Muitos ultraprocessados têm açúcar ou xaropes para melhorar o sabor.

 

  1. Nem todos os ultraprocessados são iguais

 

Varie as marcas e as opções e compare ingredientes e tabelas nutricionais, optando sempre pelas mais simples e com melhor perfil nutricional.

 

Fonte: Agência Einstein

O risco invisível: entenda por que beber álcool pode causar câncer

O consumo de álcool é uma prática enraizada e amplamente aceita em muitas culturas ao redor do mundo – inclusive no Brasil. Frequentemente associado a festas, celebrações e até mesmo à convivência cotidiana, beber álcool faz parte do hábito de muitas pessoas. O que pouca gente sabe é que a prática está associada a pelo menos sete tipos de câncer: mama, boca, laringe, garganta, esôfago, fígado e cólon.

 

No início de 2025, o Departamento de Saúde e Recursos Humanos dos Estados Unidos publicou o relatório Alcohol and Cancer Risk, em que destaca que o álcool é a terceira causa evitável de câncer, depois do tabaco e da obesidade, contribuindo para cerca de 100 mil casos e 20 mil mortes a cada ano naquele país. Além de citar os sete tipos de câncer diretamente associados ao consumo da bebida, o documento aponta que, globalmente, ao menos 741 mil casos da doença foram relacionados ao álcool em 2020.

 

“O relatório reforça e atualiza as evidências científicas, voltando a chamar a atenção para a importância do tema. Traz informações a mais sobre risco proporcional ao consumo, mecanismos biológicos e fala sobre a ausência de níveis seguros. O álcool está entre nós e faz parte da nossa cultura há milhares de anos, sempre associado à alegria e à comemoração. O problema é que a maioria das pessoas usa como hábito de vida e ainda não tem noção de quanto ele pode ser nocivo”, comenta a médica Ana Paula Garcia Cardoso, oncologista clínica do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA, mais da metade dos adultos estadunidenses bebem álcool, 17% bebem compulsivamente e 6% bebem muito. Os números são muito parecidos com os do Brasil, onde 44,6% da população adulta relata ter o hábito de beber; sendo 18,3% de forma abusiva (cinco ou mais doses por semana para homens e quatro ou mais doses por semana para mulheres). Os dados são do Ministério da Saúde com base no Vigitel, sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis, que monitora anualmente a situação de saúde da população.

 

E não é preciso ser alcoólatra para ter o risco de câncer aumentado. “Inclusive, acho que é isso que distancia as pessoas da realidade. Não existe consumo seguro de álcool e não é porque a pessoa faz uso controlado da bebida que ela estará livre do risco de câncer”, frisa a especialista. O perigo se aplicar a todo tipo de álcool: vinho, destilados e até a cerveja.

 

Mecanismos de ação

 

Estabelecer a relação causal entre o fator de risco e um resultado na saúde é complexo, mas vários estudos têm demonstrado que há quatro mecanismos biológicos que levam o álcool a aumentar o risco de câncer.

 

A primeira explicação é que a substância pode danificar o DNA. Isso porque o álcool se decompõe em acetaldeído, um metabólito que causa câncer ao se ligar ao DNA de modo a danificá-lo. Uma célula pode começar a crescer descontroladamente e criar um tumor possivelmente maligno.

 

Nosso sistema imunológico é capaz de nos proteger contra vários danos ao mesmo tempo, como o cigarro, o álcool, a poluição, os ultraprocessados, a obesidade e o sedentarismo. No entanto, chega uma hora que ele pode falhar. “É como se alguém batesse na porta várias vezes, mas seu sistema imunológico estivesse fazendo a vigilância e não o deixasse entrar. Mas algumas células ficam mais suscetíveis e fragilizadas por esses agressores, até que um dia o sistema imunológico não consegue mais se defender e a porta se abre”, ilustra Cardoso.

 

Quando a “porta” se abre, tem início um processo neoplásico, que nada mais é do que a multiplicação desordenada de uma célula com mutação. “A chamada carcinogênese funciona desta forma: tem um fator desencadeador, um erro no sistema de defesa e ali ele se prolifera”, explica a oncologista.

 

O segundo mecanismo de ação do álcool é que ele gera espécies reativas de oxigênio, que aumentam a inflamação no organismo por meio de um processo chamado estresse oxidativo. O terceiro é que a substância altera os níveis hormonais (especialmente do estrogênio), o que pode expor mulheres ao aumento desse hormônio e, consequentemente, a um risco maior de câncer de mama.

 

Por fim, a quarta forma de ação é que alguns órgãos (como fígado, boca e intestino) sofrem efeitos diretos do álcool. Além disso, outros carcinógenos podem se associar ao álcool e facilitar sua absorção pelo corpo. “O efeito cancerígeno do álcool é invisível, mas ele é multifatorial. Ele causa danos e instabilidades no DNA, que tornam a pessoa mais suscetível a outros fatores. Por exemplo: a suscetibilidade causada pelo álcool aumenta o risco que o cigarro já está causando”, pontua Cardoso.

 

Existe dose segura?

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe consumo seguro de álcool – qualquer quantidade pode aumentar o risco de câncer. Um fator importante é a quantidade total de álcool consumida consistentemente ao longo do tempo. Segundo o relatório dos EUA, para certos tipos de câncer, como de mama, boca e garganta, as evidências mostram que esse risco pode começar a aumentar em torno de uma ou menos doses por dia.

 

Segundo um estudo citado no relatório dos EUA, o risco absoluto de uma mulher desenvolver qualquer câncer relacionado ao álcool ao longo da vida aumenta de 16,5% para aquelas que consomem menos de uma dose de bebida por semana para 19% para as que ingerem uma dose diária; e para 21,8% entre as que consomem duas doses por dia, em média. Isso corresponde a cinco mulheres a mais em cada 100 com potencial de desenvolver a doença. “O álcool é um dano. Quanto maior a quantidade, pior”, avisa a oncologista do Einstein.

 

No Brasil, a referência de dose mais utilizada é a divulgada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), que considera que uma dose (unidade) padrão de álcool correspondente a 14 g de etanol puro – isso equivale a cerca de 350 ml de cerveja (uma lata), 150 ml de vinho ou 45 ml de destilados (como vodca, cachaça ou uísque). A OMS, no entanto, usa como dose padrão o equivalente a 10 g de álcool e recomenda o máximo de duas doses por dia para homens e uma por dia para mulheres, desde que se abstenham de beber pelo menos duas vezes na semana.

 

Desconhecimento sobre os perigos

 

Apesar das evidências demonstrando o efeito do consumo de álcool no risco de câncer, o relatório americano ressalta que há uma grande lacuna na compreensão pública dessa associação. Uma pesquisa feita em 2019 concluiu que 45% dos estadunidenses reconhecem o álcool como um fator de risco para câncer. O índice é bem menor do que os 91% que conhecem o risco cancerígeno da radiação e os 89% que sabem da relação com o tabaco, conforme o mesmo trabalho.

 

Outra investigação, essa feita com cerca de 1.700 adultos e divulgada em novembro de 2024 pela Annenberg Public Policy Center (APPC), mostra que menos da metade dos americanos (40%) sabe que beber álcool regularmente aumenta o risco de desenvolver câncer mais tarde. Outros 40% não tinham certeza se isso é verdade e 20% relataram crenças imprecisas — de que não teria efeito ou que diminuiria a chance de desenvolver câncer.

 

Há evidências de que, em longo prazo, parar de beber ou reduzir o consumo de álcool reduz diretamente a probabilidade de cânceres de boca e esôfago. Segundo o relatório Alcohol and Cancer Risk, mais pesquisas são necessárias para determinar se esse risco também diminui para outros tipos de câncer — ou até se pode chegar ao nível observado em pessoas que não costumam beber.

 

Rotulagem das bebidas

 

No recente documento norte-americano, uma mudança sugerida é a atualização dos rótulos de bebidas alcoólicas para incluir um alerta sobre o risco aumentado de câncer. Os rótulos de advertência de saúde são abordagens bem estabelecidas e eficazes para aumentar a conscientização e promover mudanças de comportamento.

 

Na avaliação de Cardoso, o Brasil enfrenta o mesmo problema de falta de informações sobre os riscos do consumo de álcool, e incluir alertas nos rótulos pode ser um bom caminho, assim como aconteceu com o cigarro. “Todo mundo sabe que fumar pode causar câncer. Tem um aviso no maço de cigarro, mas isso não acontece com as bebidas alcoólicas. Além disso, existe uma negação das próprias pessoas que desejam preservar o hábito, especialmente pelo aspecto social associado ao consumo da bebida”, observa a médica.

 

Fonte: Agência Einstein

Sementes de jaca: benefícios à saúde, receitas e curiosidades

 

A série Partes não convencionais dos alimentos, do Alimente-se Bem, continua e neste início de ano vamos abordar sobre Sementes, com foco na semente de jaca.

 

Geralmente, a fruta é consumida in natura ou no formato de doces, geleias e compotas, e reserva nutrientes importantes na alimentação.

 

Consumo integral da jaca

Parte Nutriente Benefícios  Forma de consumo
Semente Potássio Bom para a saúde do coração e dos músculos Cozida ou torrada
Proteínas Contribuem com a defesa do sistema imunológico. Constituem a base do material que forma órgãos e tecidos, como ossos, cabelos,   dentes e a construção do músculo. Transportam oxigênio. Participam da formação de hormônios. Farinha
Polpa Fibras Auxiliam na regulação do intestino, controle de diabetes, saciedade e nível de  colesterol. In natura 
Vitamina C Ajuda a evitar doenças crônicas, pois possui ação antioxidante que desacelera o envelhecimento das células e combate os radicais livres. In natura

 

Receitas 

 

Receita de cuscuz caipira – Foto: Karim Kahn/SESI-SP

 

 

Para aproveitar esses benefícios, o Alimente-se Bem sugere duas preparações, a fim de começar a testar a utilização da semente. São elas:

 

Cuscuz caipira 

 

Semente de jaca ao vinagrete 

 

Curiosidades da jaca

 

O fruto é originário da Índia e é popular na Tailândia, Indonésia, Filipinas e Malásia, devido ao clima quente.

 

No Brasil, foi trazida pelos portugueses no século XVIII e adaptou- se bem em regiões com temperaturas altas, como Rio de Janeiro, Pará e Amazônia, onde encontra-se dois tipos mais comuns: a jaca-mole e a jaca-dura.

 

Polpa de jaca é usada em pratos vegetarianos

 

 

A fruta também é muito utilizada pelos vegetarianos, pois a versão dura possui textura similar à do frango que é ideal para rechear a famosa “coxinha de jaca”, e preparar cozidos, ensopados e refogados.

 

Uso de outras sementes

 

No dia a dia, as sementes estão em diversos produtos, como a semente de girassol, presente no óleo de cozinha, e a de urucum que quando triturada dá origem ao colorau.

 

As sementes de chia, linhaça, abóbora e melão também ganharam destaque, por causa de suas propriedades nutricionais, mas a maioria delas é descartada após consumo dos alimentos.

 

Para usá-las em receitas, destacamos essas três:

 

Crepioca com aveia e sementes 

 

Praliné junino 

 

Salada com sementes 

 

 

Fonte: Alimente-se Bem / Sesi