Caravana da Sudeco chega a Campo Grande e Dourados

 

A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) realiza, entre os dias 20 e 26 de março, a Caravana Sudeco em Mato Grosso do Sul, que tem o objetivo de abordar temas relacionados aos fundos de financiamento, levando orientações para facilitar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores, micro e pequenas empresas às linhas de crédito da Autarquia.

 

Em 2023, a Caravana da Sudeco passou pelo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, lançando novas linhas de financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste: FCO Mulher Empreendedora, FCO Irrigação e o FCO Leite, demonstrando o compromisso contínuo da Autarquia com o desenvolvimento econômico e social da região.

 

Agora, em 2024, a intenção é continuar a promoção do desenvolvimento local, estimulando a geração de empregos e renda na região, fornecendo orientações para que os empresários locais possam acessar o crédito de maneira mais eficiente. Durante o evento, os participantes terão acesso a orientações sobre o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO); Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO); oficina sobre convênios; Palestra do Sebrae, “FCO na prática: Aprenda como obter crédito e impulsionar o seu negócio”; palestras diversas e atendimento ao público.

 

Estarão presentes representantes da Sudeco, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional – MIDR, do Governo Federal, do Governo do Estado, das prefeituras de Campo Grande e Dourados, do Sebrae, do Banco do Brasil, do Sicredi, do Sicoob, do Cressol, do BRDE; e diversas organizações de empresários e comerciantes locais, como a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (FAEMS), Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) e Associação dos Vendedores Ambulantes de Campo Grande.

A Superintendente da Sudeco, Rose Modesto, destaca que a Caravana é fundamental para o desenvolvimento da região: “Nossa região cresceu muito nas últimas décadas, e nosso objetivo é que cresça mais ainda, especialmente para os pequenos e micros empresários. Através da Caravana, facilitamos o acesso a fundos de financiamento com juros baixos e prazos estendidos. Queremos que todas as pessoas tenham a chance de crescer, ampliar seus negócios e investimentos, gerando renda e criando mais oportunidades para a população da nossa região”.

 

Em Campo Grande, as atividades acontecerão nos dias 20 e 21 de março, das 09h às 17h, no Mercadão Municipal. Já em Dourados, será nos dias 25 e 26 de março, das 09h às 17h, no Centro de Convenções, na Av. Guaicurus, 2030, Novo Parque Alvorada. Ainda este semestre, a Caravana da Sudeco passará por outras cidades do Centro-Oeste e do Distrito Federal.

 

Acesse aqui a programação completa:

https://www.gov.br/sudeco/pt-br/assuntos/caravana-da-sudeco 

UEMS e Governo anunciam na sexta-feira o evento PantanalTECHMS e investimentos de mais de R$ 12 milhões

 

Na sexta-feira (15) o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e a Reitoria da Universidade Estadual (UEMS) promovem o lançamento do evento PantanalTECHMS durante solenidade que ocorrerá às 10h, no complexo do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. O governador Eduardo Riedel e o reitor da UEMS, Laércio de Carvalho, são os anfitriões do evento que contará com presença de autoridades e da classe política e com anúncios de investimentos de mais de R$ 12 milhões.

 

O evento ocorre nos dias 28 e 29 de junho de 2024 e será um evento marcado pela inovação e sustentabilidade na região do Pantanal. A Unidade Universitária da UEMS Aquidauana é a grande anfitriã deste evento que conta com um aporte de R$ R$ 3.735.500,45 para sua execução. A realização do evento é do Governo de MS e da UEMS, e a organização conta com a Unidade Universitária da UEMS Aquidauana, Prefeitura de Aquidauana, Sistema Fiems, Embrapa Pantanal, Fundação MS, além da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc). Mais de 15 instituições parceiras e 40 empresas também já confirmaram presença.

 

Conforme o reitor da UEMS, “a proposta do PantanalTECHMS é apresentar uma agenda positiva entre sustentabilidade e produção na região geográfica do bioma Pantanal, de modo a divulgar as boas práticas tecnológicas e inovadoras da produção sustentável”. Laércio destaca que este evento já nasce como o maior no ramo de tecnologia na região pantaneira.

 

Evento ocorre às 9h desta sexta-feira (15) no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

 

O anúncio oficial dos investimentos e as respectivas assinaturas de termos e convênios será conduzido pelo governador Eduardo Riedel, com a presença de Laércio de Carvalho, secretariado estadual, conselho gestor da UEMS, comunidade universitária e lideranças políticas, dentre as quais os deputados federais Vander Loubet (PT) e Beto Pereira (PSDB). Os dois são autores de emendas e repasses que também serão anunciadas no evento.

 

Convênios a serem formalizados

 

Durante a solenidade, além do lançamento do PantanalTECHMS, está prevista as seguintes entregas:

 

– Lançamento do Edital de Apoio aos Cursos de Graduação UEMS – montante de R$ 4.000.000,00. O objetivo é implementar os programas e ações com o objetivo de elevar os níveis do ensino de graduação e pós-graduação da UEMS com apoio financeiro, em atendimento as demandas do Estado de MS e Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade.

 

– Lançamento do UEMS na Comunidade – montante de R$ 2.000.000,00, sendo R$ 1 mi do Governo de MS e R$ 1 mi de emenda parlamentar do deputado federal Deputado Federal Vander Loubet. Visa apoiar o maior Programa de Extensão Universitária de MS, que retrata a perfeita representação do papel da Universidade, aproximando a comunidade acadêmica do povo de MS, seja na Capital ou no interior, com ações de ensino, pesquisa e extensão para transformação de vidas e atendimento as demandas do Estado.

 

– Assinatura do convênio entre UEMS, Governo Estadual e MS Florestal para início do curso Superior Tecnológico de Silvicultura em Água Clara – R$ 1.317.670,00. O recurso é oriundo da empresa MS Florestal e contrapartidas do Governo de MS e Prefeitura Municipal de Água Clara.

 

– Entrega de mobiliários e 1 Caminhão para Unidades da UEMS para apoiar na estruturação das Unidades Universitárias e nas ações de ensino, pesquisa e extensão, sendo emenda individual do Deputado Federal Beto Pereira, sendo R$ 999.498,00 (Emenda Parlamentar Especial), R$ 227.829,89 (Emenda Individual) e R$ 199.170,11 (fonte 500 – Governo do Estado de MS).

 

Sobre o PantanalTECHMS 

 

O PantanalTECHMS trabalha no eixo estratégico “Desenvolvimento sustentável do Pantanal”, que abrange: Agricultura familiar, Agroindústria, Agronegócio, Agropecuária sustentável, Economia criativa, Empreendedorismo, Geração de renda, Inclusão produtiva, Inovação, Sustentabilidade e Turismo. “O apoio da bancada federal do MS foi essencial para a concretização deste grande evento”, ressalta o reitor da UEMS.

 

Também busca inserir dentro do contexto do bioma, oportunidades e desafios da Rota Bioceânica, além de buscar inserir o Pantanal na temática da COP 30, observando os desafios da Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Confira os principais temas que serão discutidos:

• Produção sustentável no Pantanal: da mesa à exportação
• Boas práticas de produção sustentável no Pantanal
• Rota Bioceânica: oportunidades e desafios para o Pantanal
• COP 30/Agenda 2030/ODS
• Agricultura familiar, de ribeirinhos e de povos originários
• Fazenda Pantaneira Sustentável
• Preparando as futuras gerações
• Turismo de Pesca Sustentável: mudança de conceito; turismo de serra e charme
• Protocolo de carne sustentável e orgânica do Pantanal
• Manejo de pastagens; manejo e recuperação de pastagens nativas e exóticas
• Uso e conservação dos solos do Pantanal
• Manejo genético e reprodutivo
• Programa estadual de pagamento dos serviços ambientais
• Crédito de Carbono

Acontece no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande, a nova edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos

 

Nesta semana, a 13ª Mostra Cinema e Direitos Humanos chega ao Mato Grosso do Sul e aos outros Estados convidando o público a debater o país além da tela. Toda gratuita, a programação acontece no Museu da Imagem e do Som, em Campo Grande, a partir do dia 11, com uma cerimônia de abertura, às 18h30, e a exibição do filme “Nas Asas da Pan Am”, de Silvio Tendler, o cineasta homenageado nesta edição, às 19h. A agenda segue até dia 14.

 

Com todas as regiões representadas nas produções cinematográficas selecionadas, a Mostra tem 18 filmes realizados por profissionais escolhidos por terem relação direta com os temas abordados nas telas, como o racismo e os direitos das mulheres, de pessoas com deficiência, povos indígenas e comunidade LGBTQIAPN+. O roteiro do evento foi organizado em programas divididos com os títulos “Homenagem”, “Raízes”, “Sementes” e “Frutos”.

 

As oficinas com educadores são outras atrações da 13ª Mostra, que tem como tema “Vencer o ódio, semear horizontes”. O objetivo é a formação de multiplicadores, alcançando mais de 700 educadores no país, para que a arte e os direitos humanos apoiem o ensino. Em Campo Grande, a oficina vai acontecer na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Av. Costa e Silva, s/nº, no Bairro Universitário, de 12 a 15 de março, das 14h às 17h.  As inscrições encontram-se encerradas.

 

Em uma segunda fase, o evento terá a Mostra Difusão, quando a programação desta 13ª edição ficará disponível online, na plataforma de streaming InnSaei.TV, e em equipamentos culturais das cidades participantes, de 25 de março a 24 de abril. Os espaços, incluindo os do interior, foram cadastrados pelo Ministério da Cultura, que realiza a Mostra com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. A produção é do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF) com o Curso de Audiovisual da UFMS.

 

Programação gratuita

 

A programação da 13ª Mostra Cinema e Direitos Humanos começou dia 11 com “Nas Asas da Pan Am” (2020, 115 min, livre), de Silvio Tendler, às 19h, no Museu da Imagem e do Som, na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, Vila Carvalho, em Campo Grande.

 

Nesta terça-feira, 13, a partir das 14h, o programa “Frutos” apresenta “Tesouro Quilombola” (2021, 23 min, livre), “Mutirão, O Filme” (2022, 10 min, livre), “Cósmica” (2022, 7 min, livre) e “O Pato” (2022, 11 min, 14 anos), também com debate.

 

Às 19h, é a vez do programa “Sementes” mostrar “Ribeirinhos do Asfalto” (2011, 26 min, livre), “Adão, Eva e o Fruto Proibido” (2021, 20 min, 14 anos), “Nossos espíritos seguem chegando” (2021, 15 min, livre), “Me farei ouvir” (2022, 30 min, 10 anos) e “Escrevivência e Resistência: Maria Firmina dos Reis e Conceição Evaristo” (2021, 26 min, livre), com debate, às 20h50.

 

Dia 14, às 19h, a sessão “Homenagem” exibe “A Bolsa ou a Vida” (2021, 102 min, 10 anos), de Silvio Tendler.

 

Outras informações da mostra podem ser acompanhadas através das redes sociais do evento e do site mostracinemaedireitoshumanos.mdh.gov.br .

UFMS: Criação de abelhas sem ferrão estimula comércio e incentiva preservação ambiental em Paranaíba

 

Presentes em todas as regiões do Brasil, as abelhas são responsáveis por grande parte da polinização das plantas nativas, realizando a manutenção do ecossistema. As suas ações não apenas garantem o desenvolvimento da natureza, pois o resultado do seu trabalho é utilizado em larga escala nas produções humanas, como no consumo do mel e de seus derivados.

 

Apenas no Brasil existem aproximadamente 250 espécies de abelhas sem ferrão, o que o categoriza como o país com maior diversidade dessa classe. O manejo da espécie é realizado por meio da prática da meliponicultura, que realiza ações específicas para lidar com elas sem causar danos físicos, como a destruição do ninho. Para isso, é necessário que o meliponicultor tenha conhecimento e capacitação sobre a atividade.

 

Pensando nisso, a professora do Curso de Medicina Veterinária do Câmpus de Paranaíba, Gabriela Puhl Rodrigues, desenvolveu um projeto voltado para a capacitação de pessoas interessadas em realizar a criação de abelhas sem ferrão. “Muitas pessoas não conhecem sobre a criação de abelhas e acabam iniciando ela de uma forma inadequada. Então a gente idealizou esse curso para que as pessoas entendam a biologia das abelhas, a importância dela para o nosso ecossistema e qual a forma correta de se iniciar a atividade e realizar o manejo”, explica a professora.

 

O projeto Criação e Manejo de Abelhas sem Ferrão tem a proposta de capacitar as pessoas para que sejam capazes de cultivar abelhas preservando a natureza. Em duas etapas, os participantes são instruídos sobre a criação correta de abelhas. Na primeira etapa, recebem capacitação teórica, com aulas sobre as espécies predominantes no Mato Grosso do Sul, coleta e monitoramento das colônias, além da instalação dos meliponários. Na segunda etapa, participam de oficinas práticas, onde aprendem a construir garrafas isca para capturar abelhas nativas e transferir as colônias para colmeias artificiais.

 

Desde a sua criação, mais de 70 pessoas já foram capacitadas pelo projeto, as participações foram desde o público interno do câmpus até o público externo. A coordenadora do projeto explica que participar do curso gera ao estudante mais do que apenas o conhecimento  teórico sobre as abelhas sem ferrão e o seu manuseio, mas que ele também desenvolve a consciência de preservação ambiental.

Além do conhecimento prático adquirido, os participantes também são capacitados para realizar a comercialização dos produtos obtidos das abelhas. “Esse projeto gera conhecimento tanto para pessoas que participam, quanto para a comunidade. A partir do curso as pessoas têm uma noção sobre a importância das abelhas sem ferrão para o ecossistema, então as pessoas sabem como manusear as abelhas,  como auxiliar elas plantando flores para que se alimentem. Acredito que o que gera para a comunidade é isso, é conhecimento, é preservação ambiental e também uma alternativa de constituir renda”, explica.

 

Para o aposentado Laurencio Garcia de Carvalho, que participou do projeto anteriormente, lidar com o manejo das abelhas é uma atividade que ele realiza como hobby. “O curso me proporcionou uma afirmação que eu tinha na teoria e prática junto com os demais participantes. Gostei da explicação do expositor, que deixou bem esclarecido o tema ao público presente”.

 

A relação do técnico em contabilidade e secretário administrativo do CPar, Ronilson Vilela dos Reis, com essa espécie é algo que o acompanha desde a infância. Para ele, o projeto despertou o seu interesse na busca de mais conhecimentos sobre as abelhas sem ferrão.“O projeto para mim foi inspirador, pois eu já consegui capturar da natureza seis enxames de abelhas jataí em garrafas pets. Acho que quando a população toma conhecimento sobre a importância das abelhas para o meio ambiente  e também para a saúde, quando se utiliza o mel como alimento,  passa a  proteger e valorizar”.

 

O estudante de veterinária, Bruno Costa Oliveira, ressalta que o projeto não apenas o proporcionou o acesso às oficinas e aulas oferecidas, mas também pode o levar para o Integra UFMS, a Feira de Ciência, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo do estado de Mato Grosso do Sul, com a apresentação da enxameação e transferência das abelhas sem ferrão. “O projeto para quem está curioso é muito bom e gratificante, e com as aulas na faculdade é muito bacana entender como funciona o comportamento homogêneo de uma colônia”, diz.

Inovação e Cultura promovem união da Feira Feito em Gramado e Vila Joaquina

 

A Feira Feito em Gramado está prestes a realizar sua 12ª edição. Neste ano, o evento, que celebra os trabalhos realizados pelas mãos dos gramadenses, contará com uma parceria significativa entre a Secretaria de Inovação, responsável pela organização do evento, e a Secretaria da Cultura de Gramado.

 

A Vila Joaquina é um dos eventos promovidos pela Secretaria da Cultura, ocorrendo nos finais de semana nas proximidades do Lago Joaquina Rita Bier, reunindo mais de 40 expositores para comercialização de produtos de arte, artesanato, moda e outros itens.

 

Assim, os secretários Ike Koetz, da Inovação, e Ricardo Bertolucci Reginato, da Cultura, reuniram-se para integrar os dois eventos, uma vez que grande parte dos expositores da Vila Joaquina já participaram de outras edições da Feira Feito em Gramado. Consequentemente, será criado um espaço colaborativo dentro da Feira, com a Vila Joaquina sendo curada pela artesã Sônia Feier.

 

“Estou muito satisfeito com esta parceria; tenho certeza de que iremos promover o trabalho dos nossos expositores e também permitir que novos gramadenses e turistas conheçam a nossa querida Vila Joaquina “, comenta Ricardo.

 

“Estamos unindo dois grandes eventos de economia criativa em nosso município. Tanto a Vila Joaquina quanto a Feito em Gramado destacam a nossa arte, cultura e talentos. Estamos confiantes de que será um grande sucesso”, conclui Ike Koetz.

 

 

Diagnóstico precoce de doença renal crônica pode salvar vidas

 

A saúde renal é um componente crucial do bem-estar humano, mas muitas vezes é negligenciada até que problemas significativos se manifestem. Um dos mais comuns é a chamada ‘doença renal’ (seja ela aguda ou crônica), que pode levar à insuficiência renal.

 

A condição em sua forma grave atinge mais de dez milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde (MS). A boa notícia é que, com o diagnóstico correto e intervenção médica adequada, a enfermidade pode ter seus efeitos reduzidos. Sintomas como alterações na urina, fadiga, dificuldade de concentração, perda de apetite, anemia e alteração na pressão arterial podem indicar problemas renais. A detecção precoce é a chave para evitar a progressão da doença renal crônica.

 

O tema ganha especial atenção na segunda quinta-feira do mês de março, quando é celebrado o Dia Mundial do Rim. A data foi criada pela Sociedade Internacional de Nefrologia e busca promover a conscientização sobre a crescente presença de doenças renais em todo o mundo. O órgão do corpo humano é responsável, por exemplo, por limpar todas as impurezas e toxinas do nosso organismo, regular a água e manter o equilíbrio de substâncias minerais.

 

Embora tenham similaridades, a doença renal aguda (DRA) e a doença renal crônica (DRC) possuem importantes diferenças na causa, duração e progressão. A primeira é caracterizada por uma redução súbita e reversível da função renal, causada por fatores como isquemia, obstrução ou medicações nefrotóxicas. A segunda é uma perda progressiva e irreversível da função renal, que pode levar à insuficiência renal terminal e necessidade de diálise ou transplante.

 

Diagnóstico

 

A bioquímica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana Figueira, explica que os exames de dosagem de ureia e creatinina são os principais meios de rastreamento de uma doença nos rins. “É a partir destes exames de sangue que o nefrologista pode descobrir alguma possível doença renal, pois quando os rins não funcionam corretamente ocorre um acúmulo dessas substâncias no sangue e isso aparece nos resultados”, afirma.

 

Segundo a profissional, os exames devem ser feitos, no mínimo, anualmente ou a critério do médico. Isso porque, a depender do paciente, pode ser necessário realizar mais de uma vez no mesmo período. Mesmo pacientes acometidos pela doença renal crônica podem precisar de exames para avaliar a evolução da condição.

 

Outra opção muito indicada por médicos é o exame de urina, que identifica infecções do trato urinário, doenças renais e condições sistêmicas. “Quando são identificadas alterações, outros exames complementares de diagnóstico podem ser solicitados, a fim de descobrir a origem do problema”, esclarece a bioquímica.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, a progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à diminuição da função renal. Desta forma, sintomas da condição podem surgir tardiamente, quando o rim já perdeu até 90% da função. Daí a importância de verificar a saúde dos rins com a frequência indicada pelo médico.

 

Os principais sinais da doença renal crônica são: aumento do volume e alteração da cor da urina; fadiga; dificuldade de concentração; perda de apetite; sangue e espuma na urina; incômodo ao urinar, anemia e alteração na pressão arterial.

 

Prevenção

 

A prevenção à doença renal crônica passa por adotar hábitos saudáveis de vida. Isso inclui manter uma dieta balanceada, com baixo teor de sódio e açúcar, e rica em frutas, vegetais e grãos integrais. Controlar a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue, além de manter um peso saudável, também são fundamentais.

 

Além disso, evitar o consumo excessivo de álcool e não fumar são medidas importantes. Também é crucial se manter hidratado, praticar exercícios regularmente e realizar exames de rotina para monitorar a função renal, especialmente se houver fatores de risco, como histórico familiar de doenças renais, diabetes ou hipertensão.

 

Sabin

 

Núcleos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul oferecem aulas de dança contemporânea e teatro

 

Até 12 de março, estão abertas as inscrições para participar das aulas oferecidas pelos núcleos de Extensão em Artes Cênicas (NEX) e de Estudos em Dança e Movimento (Nedem) da UFMS. Para participar é necessário apenas ter idade a partir de 18 anos. Podem participar estudantes e servidores, além da comunidade externa.

 

Para inscrição é necessário selecionar qual modalidade vai fazer e acessar o formulário (veja aqui), gerar uma Guia de Recolhimento da União (GRU) no valor de R$ 150 por semestre. “O NEX é um projeto da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Esporte (Proece) que reúne algumas iniciativas administrativas em torno da facilitação das atividades que envolvam teatro e dança, como aulas nessas duas linguagens artísticas, dialogar com a classe artística local e oferecer capacitações”, explica o coordenador do NEX, Gabriel da Silva.

 

“Iniciamos as atividades no primeiro semestre de 2023, adaptando uma sala para o trabalho cênico, e no segundo semestre ofereceremos aulas de iniciação aos jogos teatrais, e danças urbanas, bem como retomamos, com o Nedem, a atuação da Sinapse Cia de Dança Contemporânea da UFMS”, diz.

 

De acordo com Gabriel, as aulas de teatro serão realizadas sempre às quartas-feiras, das 18h às 20h30, na sala multidisciplinar da Faculdade de Educação. Ele faz um convite a todos e fala da importância do teatro em relação ao processo de construção da identidade. “O ambiente faz valer a superação do medo. O teatro é uma linguagem artística transformadora, que nos coloca de frente com a nossa própria construção identitária enquanto sujeitos e enquanto sociedade. Estar em cena, ‘jogar’, é sobre isso: é alternar entre a ação e a posição de plateia e, nessa alternância, nos enxergarmos. A mediação dessa experiência de problematização da cultura através do corpo precisa necessariamente ser cuidadosa, sensível e, por isso, o teatro é uma linguagem de didática essencialmente generosa: não é preciso ter experiência prévia, apenas a disponibilidade para frequentar as aulas, e a vontade de ‘brincar’”, reforça.

 

“O projeto é direcionado à toda a comunidade acadêmica, e é de especial interesse para estudantes de algumas carreiras. Por exemplo, estudantes das licenciaturas em artes visuais e música aproveitarão os conteúdos e a experiência em sala de aula: professores de artes do setor público geralmente possuem formação em apenas uma linguagem artística, mas deverão atuar com as quatro linguagens: dança, teatro, música e visuais; estudantes de psicologia encontrarão no projeto de teatro uma outra perspectiva de observação das subjetividades; estudantes de audiovisual entrarão em contato com a linguagem, e essa será uma experiência fundamental na direção de cenas; estudantes de arquitetura desenvolverão um outro senso de espacialidade, e assim por diante. Em resumo, as aulas de teatro são sobre o encontro entre as pessoas, e é uma experiência interessante a todo mundo que tenha interesse nas relações humanas”, destaca Gabriel.

 

Dança Contemporânea

 

As aulas de dança contemporânea serão realizadas sempre às terças-feiras, das 20h às 21h30, também na sala multidisciplinar da Faculdade de Educação. “Desde 2009, nós oferecemos diversas modalidades à comunidade como balé clássico, jazz, dança contemporânea, sapateado americano dança do ventre, danças urbanas. O Nedem é um braço da companhia de dança que nós temos na Universidade que é a Sinapse”, explica a coordenadora Mariana Cavalcanti.

 

“Para quem está em dúvida ou com medo de se inscrever por não ter experiência é uma aula de dança contemporânea iniciante. Não precisa ter medo. Pode vir, não precisa ter nenhuma experiência, pois priorizamos, nas aulas, cada indivíduo. Vamos fazer com que cada um trabalhe mais a conscientização do movimento, do trabalho do corpo, de se autoconhecer. Vamos trabalhar diversas técnicas dentro desse estilo de dança. Então, é muito interessante”, continua Mariana, que dança desde os quatro anos. “Além disso, na aula priorizamos também a criatividade, os processos criativos. A dança contemporânea é um estilo que proporciona diversas possibilidades de autoconhecimento, principalmente do próprio corpo, é uma atividade muito prazerosa que melhora até a autoestima”, fala.

 

Segundo ela, as aulas abordam, ainda, a educação somática, na qual trabalha-se o movimento por meio, também, da consciência corporal. “São usadas diversas técnicas. Além disso, é um estilo que proporciona diversas possibilidades de autoconhecimento, principalmente do próprio corpo, é uma atividade muito prazerosa que proporciona até a melhora da autoestima”, explica a coordenadora do Nedem.

 

Como inscrever-se

 

Sobre as inscrições, Gabriel reforça que a efetivação da matrícula está condicionada ao pagamento da GRU ou ao envio da documentação que comprove a situação de vulnerabilidade. “Estamos reservando 50% de nossas vagas pessoas usuárias do CadÚnico ou que tenham baixar renda comprovada junto à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis.

 

Confira o edital completo aqui. Caso haja alguma dúvida, entrar em contato pelo e-mail nexcenicas.proece@ufms.br.

 

Cursos do Sesc Lageado iniciam alunos nas artes digitais e ensinam criação de vídeos e trilhas sonoras

 

Conectado a um universo digital em constante expansão, o Sesc Lab MS, do Sesc Lageado, proporciona aos alunos iniciação em audiovisual, com cursos, inteiramente gratuitos, de arte digital, criação de vídeo e de trilhas, uma novidade implementada pela unidade neste ano de 2024. Ainda há vagas disponíveis, a maior parte delas para o curso de criação de trilha sonora, que tem como pré-requisito conhecimentos básicos de teoria da música. Interessados podem ir diretamente ao Sesc Lageado para fazer a inscrição.

 

A gerente do Sesc Lageado, Cirlene Cruz, explica que os cursos foram formatados pensando na demanda da atualidade e ampliação de possibilidades para os alunos da unidade, de forma que possam vislumbrar e aproveitar oportunidades.  “Nosso objetivo é proporcionar conhecimentos sobre essas ferramentas. Seja para o uso de suas redes sociais, uma iniciação para aqueles que pretendem se aprofundar e até mesmo seguir uma carreira relacionada ao audiovisual”.

 

O estudante Vinícius Alves, de 17 anos, conta que decidiu se matricular nos cursos porque já havia experimentado áreas semelhantes anteriormente e se identificado.  “Desde pequeno já tinha interesse nas áreas dos cursos que escolhi e acredito que vão me proporcionar experiência e aprimoramento das minhas habilidades. Para mim, a arte digital é a ampliação da arte que já era feita em papel, trabalhando com emoções e pensamentos”.

 

Analista de Linguagens Artísticas Digitais do Sesc Lageado, Fabrício Lima Machado Bezerra Figueira, explica que o Sesc Lab MS nasceu com a proposta de qualificar os alunos para produção de conteúdos de artes digitais com foco no mercado artístico cultural, que atualmente está bastante atrelado às redes sociais.

 

“O objetivo do nosso curso é mostrar as possibilidades de trabalhar em nichos das artes visuais e digital e apresentar técnicas e ferramentas”. As aulas acontecem nos períodos matutino e vespertino, e são voltadas para jovens a partir de 14 anos.

 

No curso de Arte Digital, eles aprenderão sobre ilustração digital, técnicas de desenhos e cores e animação. Na Criação de vídeo, farão desde o planejamento de vídeo, roteiro e pré-produção, gravação, edição e efeitos visuais. Já o curso de Criação de trilhas vai ensinar a garotada a produzir trilhas para vídeos e games.

 

O Sesc Lageado fica na Rua João Selingardi, 483 – Parque do Lageado – Campo Grande. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.  Siga nas redes sociais @sesclageado.

Livro traz receitas de pães, biscoitos e bolos com ingredientes sem glúten; façao download de forma gratuita

 

Estpa disponível para download, de forma gratuita, no Portal da Embrapa, o recém-lançado “Pães, bolos e biscoitos sem glúten – Receitas fáceis e saborosas”. O livro resulta de uma coletânea de receitas de panificação e confeitaria – desenvolvidas em várias Unidades da Embrapa no Brasil – avaliadas nutricionalmente e testadas tecnologicamente em ambiente culinário, através de um trabalho da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ), em parceria com o Centro Brasileiro de Apoio Nutricional (CBAN). A publicação, em formato digital (e-book), é voltada ao público com restrições alimentares relacionadas ao trigo ou glúten, e às pessoas que desejam reduzir o trigo na dieta.

 

Segundo a equipe que atuou no projeto, entre os fatores que influenciaram a decisão de organizar o livro está a baixa disponibilidade de produtos isentos de glúten com características nutricionais diferenciadas, principalmente, no que se refere aos produtos de panificação e de confeitaria, sendo isso uma questão constantemente levantada pelas Associações de Celíacos do Brasil (Acelbra) como obstáculo para ampliar a oferta de preparações culinárias para o público interessado. Segundo essas associações, apesar dos esforços das indústrias de alimentos, o mercado brasileiro ainda é carente na oferta de produtos industrializados isentos de glúten e que, quando encontrados, o preço é mais alto em comparação aos similares contendo trigo e, nem sempre, a qualidade nutricional é atendida.

 

A pesquisadora Melicia Galdeano, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, líder do projeto, destaca que um grande diferencial do livro é que contém o passo a passo sobre como fazer as receitas, inclusive com fotos ilustrativas para facilitar a elaboração dos alimentos até por pessoas que nunca cozinharam. “Quem fizer as receitas pode ter a certeza que darão certo, pois foram testadas numa cozinha experimental de uma escola de culinária e repetidas várias vezes para garantir o resultado final. Essas receitas já existiam na base de dados da Embrapa como formulações alimentares resultados de pesquisas científicas e não alcançavam o público interessado, então precisávamos fazer chegar a ele de uma maneira organizada e com uma linguagem mais acessível. Além do Portal da Embrapa, o livro será disponibilizado em sites acessados pelo público-alvo principal como o site do CBAN, da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil [Fenacelbra], Acelbra e outros”, afirma.

 

A pesquisadora Ilana Felberg, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, também envolvida no projeto do livro, conta que ao se descobrir celíaca em 2012, um universo desconhecido relacionado às demandas de quem precisa ter uma rotina alimentar e social sem glúten foi aberto. “Foi então que a curiosidade me fez buscar publicações sobre esse tema nas bases de consulta da Embrapa e encontrei um tesouro, pois a Embrapa desenvolveu, ao longo de muitos anos, uma grande quantidade de formulações de panificação e de confeitaria isentas de glúten com ingredientes como feijão, sorgo, baru, pinhão, batata doce, soja preta, arroz preto entre outros quase desconhecidos da maioria das pessoas”, diz.

 

Em seguida, a ideia foi apresentada ao CBAN, parceiro em outras iniciativas da Embrapa. “Imediatamente formou-se a parceria para viabilizar que essas receitas chegassem ao principal público a que se destina de forma fácil e acessível.  Esse livro é o nosso desejo em transformar a pesquisa em receitas saborosas, nutritivas e fáceis de serem reproduzidas mesmo para indivíduos que não têm prática culinária”, acrescenta Ilana.

 

Para a nutricionista e diretora do CBAN, Noadia Lobão, que também é consultora técnica da Associação dos Celíacos do Brasil (no Rio de Janeiro), a Embrapa é uma empresa de renome internacional com um quadro técnico que pode ser classificado entre os melhores do mundo quando se fala de alimentos. A infraestrutura de cozinha experimental do Centro Brasileiro de Apoio Nutricional foi utilizada, além da competência culinária, para a obtenção dos produtos com boa aceitação pelo público-alvo.

 

“Sem a participação da Embrapa, o livro poderia ser considerado um livro de receitas comum desses que achamos em livrarias, feitos por pessoas que entendem de culinária mas, normalmente, não conhecem as bases científicas que existem por trás dos alimentos. Com essa parceria unimos a ciência dos alimentos com a arte de produzir receitas saborosas e nutritivas com a finalidade de beneficiar o público interessado em uma alimentação  inclusiva”, afirma Noadia.

 

A nutricionista Sara Pereira, diretora de marketing e comunicação da Associação dos Celíacos do Rio de Janeiro, que atuou diretamente com a nutricionista Noadia na produção de cada receita, visando garantir a qualidade de informação nutricional, enfatiza a importância da participação de alunos e do professor Roberto Marcílio, do curso de Nutrição da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), de Niterói, na execução das receitas.

 

“Espero que o livro seja uma fonte de inspiração e auxílio para aqueles que buscam diversificar suas opções de uma dieta sem glúten sem abrir mão do sabor e da qualidade dos pratos. Além disso, espero que o livro possa contribuir para a conscientização sobre a dieta sem glúten, promovendo a inclusão e a compreensão em relação às necessidades alimentares de indivíduos celíacos e com sensibilidade ao glúten”, finaliza.

 

 

Ingredientes especiais

 

Outro destaque do e-book são os ingredientes especiais – arroz preto,  banana, baru, castanha-da-amazônia (ou castanha do Brasil), farelo de arroz, feijão caupi (ou fradinho), pinhão, quinoa, sorgo e soja preta – usados em várias receitas substituindo parcialmente, ou em adição, aqueles normalmente utilizados em produtos de panificação isentos de glúten, que são misturas de amido de milho, fécula de mandioca ou de batata e farinha de arroz branco.

 

 

Onde acessar e fazer o download do livro no Portal da Embrapa:

https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1160157/paes-bolos-e-biscoitos-sem-gluten-receitas-faceis-e-saborosas