Saiba a importância de atualizar a caderneta de vacinação para evitar novos surtos

 

O início do ano costuma ser o período preferido das pessoas para colocar as consultas e os exames em dia. Os médicos alertam que, além de visitas recorrentes aos especialistas, é preciso um cuidado extra com a família: checar se as cadernetas de vacinação de todos também estão atualizadas.

 

A pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Mônica Levi, explica que é importante seguir o calendário vacinal, organizado por faixas etárias – desde o recém-nascido até o idoso. Ela diz que respeitar esse planejamento é importante para garantir a própria saúde e a coletiva. “A ideia não é que se vacine para conter surtos, mas ter uma população vacinada para que os surtos não ocorram”, afirma.

 

Ela ressalta a importância de falarmos sobre a vacinação por causa da baixa cobertura, cada vez mais evidente no Brasil nos últimos anos. O ano de 2015, por exemplo, foi o último a alcançar a taxa de 95% de cobertura vacinal – a meta necessária de pessoas vacinadas para considerar a doença sob controle. Com o baixo índice de imunização, segundo a pediatra, a população fica mais vulnerável às doenças e infecções.

 

A presidente da SBIM orienta checar com frequência a carteira de vacina. “É essencial em todas as idades que haja o controle dos imunizantes aplicados. Um adolescente, por exemplo, pode ter ficado sem tomar alguma vacina na infância ou não ter completado o esquema vacinal com todas as doses. Por isso, é importante fazer a atualização o quanto antes”, diz Levi.

 

 

O aumento de casos de dengue e a falta de vacina preocupam

 

 

Luís Fernando Aranha Camargo, infectologista e professor da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, alerta que é preciso uma atenção especial para as doenças como a Covid-19, a gripe e, agora, a dengue.

 

 

“É uma epidemia que já se iniciou e terá aumento de casos este ano, mesmo com a vacina a ser disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS). Sendo assim, é essencial que a população se previna, se mantenha atenta a esse novo imunizante (da dengue) e às demais vacinas prescritas no calendário vacinal”, orienta Camargo.

 

No entanto, os especialistas explicam que nem sempre é possível prever as doenças sazonais ou as que oscilem durante o ano. “Em 2019, por exemplo, houve um surto de febre amarela circulando no Sul e no Sudeste do Brasil, principalmente em Minas Gerais. No ano de 2022, tivemos elevados números da doença causada pelo vírus monkeypox”, destaca o infectologista.

 

 

Já a presidente da SBIM salienta que, mesmo que a oscilação de doenças infecciosas seja comum, o quadro de baixa cobertura vacinal pode afetar diretamente o grupo de risco: crianças não vacinadas ou com o esquema vacinal incompleto, idosos e pacientes imunodeprimidos. “A gripe para uma pessoa idosa é sempre um risco maior do que para uma pessoa jovem e saudável. Por esse motivo, precisamos enxergar a vacinação como um compromisso social, além do próprio benefício individual”, ressalta Levi.

 

 

Os especialistas ouvidos pela Agência Einstein relatam a dificuldade da população em enxergar os perigos de uma doença quando ela não é iminente. O infectologista Camargo traz como exemplo a imunização da vacina bivalente da Covid-19, que começou a ser aplicada em 2023, mas tem apresentado baixos índices – menos de 20% do público-alvo tomou a vacina.

 

Mônica Levi afirma que a baixa aceitação da vacina se dá pelo fato de a gravidade da doença não ser mais tão perceptível como antes. Ainda assim, explica a médica, a Covid-19 é considerada potencialmente grave e pode evoluir para uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A Covid-19 foi responsável por 5.310 casos de SRAG e 135 mortes entre crianças menores de 5 anos no Brasil em 2023, de acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que reúne dados até novembro.

 

 

Segundo a presidente da SBIM, a falta de percepção dos riscos de doenças por parte da população e a desinformação a respeito das vacinas são os maiores desafios para aumentar as taxas de cobertura vacinal. Em contrapartida, ela cita estratégias de “microplanejamento” do Plano Nacional de Imunizações (PNI) que vêm revertendo os baixos índices de vacinação, ao entrar em contato com gestores, população e influenciadores de diferentes regiões do Brasil para procurar a melhor estratégia a ser adotada no local para incentivar a vacinação.

 

 

Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou também um aumento na cobertura vacinal de oito vacinas no calendário infantil em 2023, quando comparado ao ano anterior. A taxa da Hepatite A, por exemplo, foi de 73%, em 2022, para 79,5%, em 2023.

 

A vacinação não deve ser seletiva

 

A pediatra e presidente da SBIM ressalta que todos os imunizantes previstos no calendário nacional de vacinação têm o mesmo grau de importância e são indicados após estudos, evidências científicas profundas, discussões com especialistas e experiências de planos de imunização de outros países. “Talvez uma doença possua um grau de letalidade maior, ou outra seja mais frequente durante determinado período, mas isso não significa que a vacina de uma doença deva ser considerada mais ou menos importante que outra.”

 

Ela ressalta que a manutenção da carteira de vacina também é um fator importante para quem planeja viajar. “Alguns países exigem dos turistas algumas vacinações específicas e para evitar infecções que estejam em alta em outros lugares do mundo, como no caso de surto de sarampo no continente europeu”, exemplifica a especialista.

 

 

 

Fonte: Agência Einstein

Foto: EBC / Arquivo

 

Serra da Capivara: Passeio virtual permite tour pela região; fotos em 360 graus dão a sensação de fazer sobrevoo no local

 

Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no estado do Piauí, lançou uma novidade tecnológica que promete ampliar o acesso ao local. Em um passeio virtual que abrange toda a região, o visitante tem a sensação de estar fazendo um sobrevoo pelo local e visitando o parque sem sair de casa.

 

Na visita virtual, é possível ingressar no sítio arqueológico, nos mirantes e apreciar a paisagem geológica, cultural e natural. O projeto permite ver, em detalhes, as pinturas rupestres gravadas nos diversos paredões, por meio de uma parceria com o Serviço Geológico do Brasil. A ideia é disponibilizar imagens e linguagem acessível, para complementar a experiência dos visitantes.

 

O projeto é montado com dezenas de imagens em 360º de toda a paisagem. São paredões, mirantes e rochas esculpidas pelo tempo que podem ser vistas em ótima qualidade de forma gratuita através do link http://geoportal.sgb.gov.br/360serradacapivara/.

 

O PARQUE

 

O Parque Nacional Serra da Capivara foi criado em 1979, para preservar vestígios arqueológicos da mais remota presença do homem na América do Sul. Sua demarcação foi concluída em 1990 e o parque é subordinado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Por sua importância, a Unesco o inscreveu na Lista do Patrimônio Mundial em 13 de dezembro de 1991, e também na Lista Indicativa brasileira como patrimônio misto.

 

Com uma área de aproximadamente 130 mil hectares, está localizado no sudeste do Estado do Piauí e ocupa parte dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. A distância que o separa da capital do Estado, Teresina, é de 530 quilômetros. Em seu entorno foi criada uma Área de Preservação Permanente (APP) com dez quilômetros de raio, que constitui um cinturão de proteção suplementar. Com isso, os sítios estão protegidos e íntegros no que concerne à sua preservação física e à sua compreensão.

 

ECOTURISMO – É um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações. Na prática, o Ecoturismo pressupõe o uso sustentável dos atrativos turísticos.

”Verão da Serra Gaúca” une SindTur, Gramado, Canela, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula e Picada Café.

 

O projeto “Verão na Serra Gaúcha 2024” está na reta final. São mais 20 dias com uma série de promoções e atrações na Região. O projeto é uma iniciativa do SindTur Serra Gaúcha com a parceria das Secretarias de Turismo de Gramado, Canela, Nova Petrópolis, São Francisco de Paula e Picada Café.

 

A Serra Gaúcha tem sido um dos locais procurados pelas famílias que buscam alternativas em passeios nas belezas naturais e diversos atrativos em cada Município, além de descontos especiais que estão sendo oferecidos neste período. O Verão na Serra Gaúcha iniciou no dia 15 de janeiro e vai até o dia 10 de março.

 

O SindTur tem à disposição o site do projeto – www.veraonaserra.com.br onde podem ser adquiridos passeios, hospedagem, reservas em restaurantes e ingressos para as atrações, tudo a partir de 15% de desconto. E para ter um melhor acesso e descobrir quais as opções disponíveis basta acessar o site www.veraonaserra.com.br/empresas-parceiras/ .

 

Agenda

Projeto “Verão na Serra Gaúcha”.

 

Realização – SindTur Serra Gaúcha.

 

Co-realização – Contur Hortênsias.

 

Quando – Até 10 de março de 2024.

 

Informações – pelo WhatsApp (54) 9.9663-1931.

 

Mitos e verdades sobre alimentação de cães e gatos; especialista esclarece as principais dúvidas

 

No final da década de 70, aumentou o número de alimentos congelados, embutidos e com altos teores de sódio e conservantes, mas somente em meados de 2012 a 2015, houve uma mudança de hábito, e os fabricantes passaram a preparar e vender alimentos orgânicos e naturais.

 

 

Essa mudança também chegou ao mercado dos pets. Os tutores passaram a se alimentar melhor e proporcionar uma alimentação mais saudável aos seus animais, optando por alimentos orgânicos e naturais.

 

Pensando nisso, a Dorie Zattoni, médica veterinária e supervisora técnica da Brazilian Pet Foods explica os principais mitos e verdades sobre alimentação de animais de estimação, confira abaixo:

 

Alimentação caseira é prejudicial

 

Mito. Uma pequena porção de carne crua ou cozida, quando preparada de forma adequada, as frutas e até mesmo as verduras ajudam a manter a saúde do cão e do gato. Entretanto, não pode substituir a principal refeição, que é a ração, e sim apenas como um agrado.

 

Doces são proibidos

 

Verdade. Esses alimentos possuem alto teor de açúcar, adoçantes e ainda podem conter chocolate. Compostos que podem causar diabetes, obesidade e intoxicar gravemente os pets.

 

A quantidade de ração precisa ser dosada

 

Verdade. Para evitar excessos e carências o ideal é pesar o alimento. O que definirá a quantidade de ração a ser dada ao pet será pelo seu peso e nível de atividade, seja ele pequeno, médio ou grande. “Em nosso catálogo de produtos, a linha Snow Dog – premium especial flores, contam com uma variedade rica de nutrientes necessários para cada porte e indicações de quantidades ideais para o pet” , afirma a especialista.

 

É importante que os tutores acompanhem de perto a alimentação do seu pet, verificando regularmente como anda sua saúde no geral. Caso percebam alguma alteração no organismo do animal, recomenda-se entrar em contato imediatamente com seu veterinário.

 

A especialista ainda afirma que é preciso que os tutores se atentem a qualidade da ração. “Muitos não verificam se a marca da ração possui todas as certificações necessárias exigidas pelo MAPA (órgão responsável pela regulamentação e fiscalização do setor de produtos destinados à alimentação animal). Todas as rações de cachorros e gatos da Brazilian Pet Foods estão de acordo com recomendações do MAPA e possuem diversos benefícios para a saúde dos pets,” conclui a Dorie Zattoni.

 

Sobre a Brazilian Pet Foods

 

Como uma das maiores fábricas de alimentos do país, a Brazilian Pet Foods em suas 3 décadas de história, já realizou feitos que marcaram sua jornada. Desde seu início em 1992, foi estabelecido o princípio que norteia todas as atitudes e escolhas que levaram a empresa a se tornar referência no mercado de alimentos pet. Princípio que já colocou a Brazilian entre as maiores do ramo. Princípio que faz a empresa crescer ano após ano, estruturalmente e tecnologicamente. Princípio este, que a colocou no ranking da Nielsen como uma das mais vendidas do sul, e com expansão em todo o país, desde o supermercado da sua cidade até o petshop da sua rua, além do seu trabalho online que cresce junto com a vontade de fazer mais pelos pets. Por isso, a Brazilian Pet Foods evolui sem perder sua essência e seu princípio: Alimentar o prazeroso elo entre você e o seu animal.

 

 

Fonte:  Brazilian Pet Foods

 

 

Amazônia brasileira e sustentabilidade no turismo são destaques no jornal norte-americano The Wall Street Journa

 

 Considerada uma das prioridades da nova gestão da Embratur, a sustentabilidade nos destinos brasileiros foi destaque em um dos mais importantes jornais do mundo. O The Wall Street Journal publicou uma grande reportagem, no último dia 15 de fevereiro, na qual destaca a Amazônia e a geração de emprego e renda a partir de práticas sustentáveis no turismo.

 

O interesse dos visitantes estrangeiros pela região amazônica, em função da biodiversidade, da gastronomia e ecoturismo, é grande. De acordo com o Portal de Dados da Embratur, cerca de 24 mil estrangeiros visitaram o estado do Amazonas em 2023. Os turistas são, na maioria, vindos da Argentina, Estados Unidos (país onde a reportagem foi publicada) e Paraguai.

 

E foi esse interesse que embasou o artigo do jornalista Tom Downey intitulado “Deep in the Amazon Rainforest, a Bucket List Trip With a Thoughtful Mission” (em português: “Nas profundezas da Floresta Amazônica, uma viagem com uma lista de desejos com uma missão cuidadosa”), com fotos de Quentin De Briey.

 

A matéria traz a região amazônica – sobretudo a cidade de Manaus (AM) – como cenário turístico internacional e um destino indutor de emprego e renda por meio do turismo. A reportagem destaca como a biodiversidade e a responsabilidade com a natureza podem gerar negócios para a comunidade local, e mostra como uma empresária brasileira está “capacitando comunidades indígenas e levando os viajantes às profundezas da selva para defender a preservação”.

 

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o turismo de natureza e o turismo de base comunitária são grandes vitrines para o mercado internacional. “O turismo de base comunitária coloca a comunidade como protagonista da experiência turística. Além de movimentar a economia, também ajuda na conservação do meio ambiente e na promoção do desenvolvimento social dos moradores. Somos parceiros deste movimento e das boas práticas relacionadas ao turismo, pois o turismo é a grande alternativa de economia do século XXI. A Amazônia é um lugar para ser preservado e é um dos nossos ativos para o turismo internacional”, reforçou.

 

Confira o texto na íntegra (em inglês) no site do The Wall Street Journal: https://www.wsj.com/lifestyle/travel/amazon-rainforest-preservation-travel-fa6593e5?st=9w4d818cacykt0n&mod=googlenewsfeed

Área de unidades de conservação no Cerrado cresceu menos de 1% nos últimos cinco anos, Mmostra pesquisa do IPAM

 

 

Um total de 121 mil hectares de unidades de conservação foi criado no Cerrado entre 2019 e 2023, de acordo com dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) analisados pela equipe do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM).

 

Esse número representa uma redução de quase 10 vezes em relação à área criada no período anterior, entre 2014 e 2018, quando o bioma teve 1,2 milhão de hectares protegidos. Mesmo com tamanho médio inferior ao das unidades criadas em outros biomas, a importância dessas áreas protegidas no Cerrado cresce junto com o aumento exponencial do desmatamento na região nos últimos anos.

 

A redução do fogo, a proteção da biodiversidade, o manejo planejado dos recursos e a proteção de nascentes de água são alguns dos benefícios garantidos pelas novas unidades de conservação, que podem ser de domínio público ou privado, de proteção integral ou uso sustentável.

 

Segundo o IPAM, mesmo que essas unidades representem menos de 10% de todo o bioma, o Cerrado teve somente 1,8% dos alertas de desmatamento de 2023 registrados nesses locais, conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (do SAD Cerrado) do IPAM.

 

Unidades criadas

 

 

O crescimento de unidades de conservação no Cerrado foi de 0,7% nos últimos cinco anos, pequeno se comparado ao aumento de 3,7% nas unidades de conservação da Amazônia brasileira no mesmo período – ou mais de 4,3 milhões de hectares.

 

Ainda assim, os últimos cinco anos estão entre os melhores na criação de unidades de conservação no Cerrado: foram 68, dando ao bioma o segundo maior número de unidades de conservação criadas entre 2019 e 2023, atrás apenas da Mata Atlântica, com 149.

 

Com uma área média de 308 mil hectares, as 14 unidades de conservação criadas na Amazônia nos últimos cinco anos são 174 vezes maiores que a média das instaladas no Cerrado no período, de 1,7 mil hectares.

 

Entre os desafios para a ampliação de áreas protegidas no Cerrado está o uso da terra. Enquanto 22% da Amazônia é ocupada por propriedades privadas, o Cerrado é, aproximadamente, 70% ocupado por imóveis rurais.

 

A criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) em propriedades privadas pode ser uma solução. Segundo o SNUC, essa modalidade de proteção representa 0,6% da área do Cerrado. Nos últimos cinco anos, conforme análise do IPAM, foram criados 6,3 mil hectares de RPPNs no bioma.

 

Políticas públicas –

 

Continuar políticas públicas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas do Bioma Cerrado (PPCerrado) pode ser decisivo para a proteção do bioma, com mais unidades de conservação, e para manter vivos os 48% de vegetação nativa do Cerrado que ainda persistem.

 

“Para conservar o Cerrado é preciso ampliar as áreas de proteção privada”, afirma Clarisse Guerreiro, especialista em Gerenciamento de Projetos e pesquisadora do IPAM. Ela argumenta que a criação de áreas protegidas auxiliaria na redução de ameaças ambientais, como o desmatamento, cujo aumento detectado na região ultrapassou os números obtidos para a Amazônia no ano de 2023.

 

“Não só a criação de novas áreas [ajudaria na redução do desmatamento], também o fortalecimento das existentes. É importante notar que o governo federal reconhece isso ao determinar metas de criação, expansão e demarcação de áreas protegidas no PPCerrado”, enfatiza.

 

De acordo com a pesquisadora, outra estratégia de contenção do desmatamento no bioma seria o incentivo para a criação de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), que são áreas protegidas perpétuas criadas a partir da vontade do proprietário.

 

Incentivos

 

Segundo Clarisse, há atualmente mecanismos para estimular a criação de RPPN no país. O principal incentivo é a isenção de Imposto Territorial Rural (ITR), que permite aproveitar a área de reserva para educação ambiental, pesquisas e ecoturismo. Alguns Estados estão avançando para que o proprietário receba também benefícios vindos do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

 

“Incentivos semelhantes precisam ser discutidos e difundidos, pois um dos caminhos para ampliar a proteção do Cerrado é olhar para as RPPNs como um instrumento de conservação adicional ao Código Florestal”, completa.

 

 Para ler a newsletter “Um Grau e Meio”, produzida pelo IPAM, clique aqui.

 

Fonte: Um Grau e Meio/Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia

Doar ou vender: O que fazer com as roupas do meu filho?. Especialista explica como tomar a decisão correta

 

Doar ou vender as roupas do meu filho? Com certeza essa é uma dúvida que ocupa a cabeça de muitas mães brasileiras. De um lado temos uma ação beneficente, que ajudará outras pessoas. Do outro, temos uma possibilidade que traz retorno financeiro, que muitas vezes está sendo necessário para aquela família.

 

Diante disso, como decidir qual é a melhor opção? Para Giovanna Domiciano, fundadora da Arena Baby, franquia de brechó de roupas infantis, a escolha deve considerar os objetivos que aquela mãe tem e sua realidade.

 

Gerar um gasto, que irá demandar de um investimento financeiro”, explica.“É claro que doar é um ato muito generoso de se fazer, principalmente, porque permite que outras crianças possam ter com o que se vestir, brincar, estudar e tudo mais. Mas para doar alguma coisa, significa que ela não está mais servindo ou sendo utilizada pelo seu filho, ou seja, ele tem outras necessidades que podem

 

Roupas, brinquedos e artigos escolares, por exemplo, são peças que às vezes são pouco utilizadas, já que as crianças tendem a crescer bastante durante a sua infância, mudar de ano escolar e de desejos também. Logo, muitas dessas coisas continuam em bom estado de conservação.

 

Se o seu filho ou filha está em fase de “transição”, uma boa opção para economizar é vender o que não está sendo mais utilizado, principalmente carrinhos, bebê conforto, cadeirinhas, que costumam ser mais caros, em locais onde você pode pegar o seu dinheiro na hora ou até mesmo trocar por produtos na loja, garantindo a aquisição de produtos mais necessários para a criança.

 

“Na Arena Baby, por exemplo, trabalhamos dessa forma. Nossas lojas são compostas em grande parte por itens infantis usados, mas que estão em bom estado de conservação. Os pais ou responsáveis podem levar os produtos infantis que não usam mais para uma avaliação na loja, o que for aceito será ofertado um valor em PIX na hora, ou então eles podem reverter em Baby Crédito, com um bônus adicional, para comprar qualquer outro produto da loja”, detalha Giovanna.

 

Assim, como foi comentado anteriormente, essa é uma boa solução para quem precisa de retorno financeiro para ajudar a comprar novos materiais escolares, roupas ou até mesmo do dinheiro para ajudar em outra questão familiar.

 

Do outro lado da moda, os consumidores que também não possuem um alto poder de compra, conseguem adquirir o enxoval dos seus filhos, com qualidade e preço acessível. Além de ser possível, comprar produtos seminovos de marcas renomadas, que direto da loja, se tornaria inviável devido aos seus preços exorbitantes.

 

Por fim, Giovanna finaliza dizendo que a escolha é pessoal de cada família, mas que um bom meio termo, seria dividir o que será passado para frente entre doações para quem precisa e revenda para benefício próprio. “Conseguindo seguir esse caminho, todos podem sair ganhando”.

 

Sobre a Arena Baby

 

A Arena Baby é uma rede de franquias de milhares de produtos seminovos e nunca usados das suas marcas favoritas a preços até 80% mais baixos do que em lojas de varejo convencionais. Além disso, contam com produtos novos de fábrica a preços muito acessíveis. Sendo a escolha principal para quem procura qualidade e economia em produtos infantis.

Mulheres cientistas são maioria no Brasil, mas ainda buscam igualdade; colaboradoras do Grupo Sabin falam sobre o assunto

 

As mulheres já são 53% dos cientistas no Brasil, segundo a pesquisa Perfil do Cientista Brasileiro, apoiada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No entanto, o mesmo estudo aponta que a maternidade impactou 39% das cientistas, contra 16% dos homens, dado que corrobora a necessidade de equidade na ciência e na sociedade.

 

 

Três cientistas que atuam nos setores de Toxicologia e Hematologia do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Brasília (DF), destacam a importância de se fomentar a valorização do trabalho das mulheres na ciência e tecnologia. Com histórias de vida distintas, a química Érica Pacheco da Silva, a farmacêutica Ana Carolina Gomes Pinheiro e a farmacêutica bioquímica Ana Beatriz Gouveia compartilham a paixão pela carreira e pelo trabalho, bem como a admiração por professoras e mentoras que fazem parte de suas trajetórias.

 

Paixão por ciência presente desde a infância | A Química, mais exatamente a área de Toxicologia de Alimentos, foi a escolha de Érica Pacheco da Silva para dar vazão à paixão pela ciência que pulsava desde a infância. A mineira lembra que seu programa de TV favorito passava longe dos desenhos animados: ela acordava cedo aos domingos para assistir ao extinto Globo Ciência.

 

 

 

Da graduação na cidade natal, seguiu para o mestrado na Universidade Federal de Viçosa (MG) e depois para o doutorado na Universidade de Brasília (UnB). Pelo caminho, encontrou mulheres admiráveis, como sua professora de Química no ensino médio, que a incentivou a optar pelo curso. “Todas as minhas mentoras foram mulheres, sempre busquei profissionais com quem pudesse trocar. E quando descobri que os prêmios Nobel de Marie Curie foram na área de espectrometria, me senti valorizada”, diz.

 

A espectrometria de massa levou Érica a ser convidada para atuar no Grupo Sabin, em 2018. O equipamento, que identifica e quantifica moléculas por meio da medição de sua massa e caracterização da estrutura química, não é comum em laboratórios de análises clínicas e demanda profissionais especializados para operá-lo. Além de fazer o que gosta, a carreira em Brasília permitiu a Érica ficar perto do marido, brasiliense. Ela, que há um ano se tornou mãe, conta que no Sabin o ambiente de trabalho é favorável às mulheres: “Há flexibilidade, compreensão sobre as necessidades. Somos incentivadas a progredir”.

 

Inspiração que vem das colegas | “Já crescemos com a ideia de que precisamos provar nossa capacidade. Não só para o mundo, ainda machista, em que vivemos, mas para nós mesmas”, afirma Ana Beatriz Gouveia, farmacêutica bioquímica do setor de Hematologia do Sabin Diagnóstico e Saúde. Apesar de ter apenas três anos de formada, ela já concluiu pós-graduação em Análises Clínicas e Hematologia e, em breve, terminará o mestrado em Ciências Farmacêuticas na UnB.

 

Na prática, aprendeu que o caminho das cientistas é árduo, o que aumenta sua admiração pelas companheiras, além da gratidão pelo professor da graduação que indicou a iniciação científica. “Inúmeras profissionais mulheres me marcaram, mas nada se compara ao apoio das colegas da Ciência. Compartilhamos as lágrimas de frustração, mas também as de felicidade”, destaca Ana Beatriz, que descobriu o gosto pelas ciências brincando com seu jogo favorito, chamado Alquimia.

 

No Grupo Sabin, a farmacêutica bioquímica encontrou seu primeiro emprego, após atuar como estagiária. Para ela, é um privilégio fazer parte de uma empresa fundada por mulheres e que tem nelas a maioria dos colaboradores, inclusive as líderes. “Conviver com exemplos de mulheres fortes nos inspira”, completa.

 

Interesse pela ciência surgiu na graduação | A vontade de ser cientista surgiu na graduação para Ana Carolina Gomes Pinheiro, que é farmacêutica bioquímica da área de Toxicologia do Sabin Diagnóstico e Saúde.

 

“No segundo ano de faculdade me interessei pela pesquisa. Cheguei a ingressar em alguns projetos, mas o desejo real surgiu depois de publicar meu artigo”, conta, referindo-se à publicação na Revista Frontiers, em 2023, do artigo “Disponibilidade de contracepção de emergência nos grandes municípios brasileiros: um direito garantido?” (no original, em inglês, Availability of emergency contraception in large Brazilian municipalities: a guaranteed right?).

 

Ana conta com apoio integral da família para seguir seus sonhos, incluindo cursar mestrado e doutorado, em breve. “Quando entrei no Sabin, eles ficaram felizes e orgulhosos”, revela. Ela considera as fundadoras da empresa, Janete Vaz e Sandra Costa, e a presidente, Lídia Abdalla, exemplos de força e luta. “No dia a dia percebo como é bom atuar em uma empresa com mulheres que nos inspiram”, conclui Ana.

 

Grupo Sabin

 

Referência em saúde, destaque em gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades onde está presente, o Grupo Sabin nasceu na capital federal, fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com cerca de 7000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.

 

Presente em 15 estados, além do Distrito Federal, a empresa oferece serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente e atende mais de 7 milhões de clientes ao ano em 350 unidades distribuídas de norte a sul do país.

 

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra um portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo.  Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

 

Arauco adota plantio mecanizado para aumentar eficiência e produtividade em sua operação florestal

 

Arauco deu início à implementação do sistema de plantio mecanizado para garantir maior eficiência e produtividade em sua operação florestal. A inovação tecnológica garante um aumento de quase 800% nos resultados, que passaram de 233 mudas plantadas por hora no sistema tradicional para 2.000 mudas plantadas no mesmo período com o sistema mecanizado.

 

Adotado em dezembro de 2023 em parte das áreas das operações florestais nos municípios de Água Clara e Inocência (MS), o plantio mecanizado é realizado por meio da máquina Base Forwarder Ponsse e da plantadeira PlantMax2, que são operadas por colaboradores devidamente treinados. O equipamento tem capacidade de plantio de 30.722 mudas por dia, equivalente a 27,93 hectares, e o trabalho é realizado em três turnos de oito horas.

 

O equipamento conta com o sistema de GPS de precisão que permite o georreferenciamento de todas as mudas plantadas, garantindo que as irrigações necessárias sejam mecanizadas e com assertividade no ponto alvo. O sistema está preparado para a realização da Subsolagem e fertilização do solo que irá garantir maior eficiência na aplicação do fertilizante e consequentemente melhor desenvolvimento das mudas.

 

“A tecnologia é uma grande aliada quando se trata de produtividade e sustentabilidade de florestas plantadas e está desempenhando um papel cada vez mais importante, tornando o processo mais eficiente, sustentável e produtivo. Precisamos sempre olhar para o futuro, ao integrar tecnologias avançadas com práticas de manejo florestal sustentável. Dessa forma, estamos promovendo o crescimento saudável das florestas e maximizando os benefícios ambientais, econômicos e sociais que elas proporcionam, ação que vai ao encontro de nossa premissa de cuidar da natureza, das pessoas e dos recursos que utilizamos”, afirma Laercio Couto, Gerente Florestal da Arauco do Brasil.

 

A homogeneidade no plantio é um dos grandes diferenciais da tecnologia. A máquina segue o alinhamento de plantio para a área determinada, de acordo com a quantidade de mudas definida. Depois de determinadas as linhas de plantio, a máquina trabalha no impacto do solo, fazendo a cova, posicionando a muda de acordo com sua altura e fixando cada unidade no solo de acordo com sua necessidade.

 

Todo esse sistema é feito por um computador de bordo na cabine da máquina, onde o operador tem visão de toda a implementação. Para operar o sistema, os colaboradores da empresa passam por capacitação realizada em parceria com o Grupo Timber, empresa responsável pela comercialização do equipamento. A expectativa é chegar a 23 mil hectares de floresta plantada por meio do plantio mecanizado em 2024.