Em Gramado (RS), Fornos da Várzea Grande estão em fase de finalização e testes

 

O cheirinho de pão e cuca recém-assados invadiu os arredores dos novos Fornos da Várzea Grande na quinta-feira (15). Isso porque o espaço, que deve ser inaugurado em março, está em fase de testes para entrar em funcionamento.

 

O local, que fica junto ao Terminal Rodoviário da Várzea Grande, na ERS-115, será um ponto de parada para gramadenses e visitantes que poderão adquirir pães e cucas sempre quentinhos produzidos pelas famílias das linhas rurais de Gramado, além de outros produtos coloniais.

 

“É uma obra que dá a oportunidade de garantir mais renda e trabalho aos agricultores, além de oferecer um espaço agradável para a comunidade e visitantes”, destaca o prefeito Nestor Tissot.

80 anos de Sebastião Salgado: exposição Trabalhadores é prorrogada até 10 de março no Museu Sesi

 

Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiro mais aclamado pela crítica mundial e autor de obras-primas da fotografia humanista, completa 80 anos, nesta quinta-feira (8). Em comemoração à data, moradores e turistas de Brasília ganharam mais tempo para conhecer a seleção de 150 fotografias da Trabalhadores. O encerramento da mostra foi prorrogado para 10 de março. Em cartaz no museu SESI Lab desde agosto do ano passado, a exposição já recebeu mais de 115 mil visitantes.

 

As visitas à mostra Trabalhadores ocorrem nos mesmos dias e horários de funcionamento do SESI Lab. O museu abre de terça a sexta-feira, das 9h às 18h. Já aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h. A entrada é emitida na plataforma da Sympla ou na bilheteria física por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), além de ampla política de gratuidade.

 

O mesmo bilhete dá acesso também a todas as galerias de longa duração, que reúnem mais de 100 aparatos interativos, bem como participação nas atividades no Espaço Maker, mediante a programação e disponibilidade.

 

 

 

Seleção voltou a ser exibida após intervalo de 20 anos

 

A natureza da Trabalhadores e sua conexão com “O Futuro das Profissões”, tema anual do SESI Lab em 2023, foi determinante para a escolha como a primeira exposição convidada em cartaz no museu de arte, ciência e tecnologia inaugurado em novembro de 2022, em Brasília. A seleção exibida no museu interativo voltou a ser exposta ao público brasileiro após intervalo de 20 anos desde a primeira montagem no país.

 

“O sucesso de bilheteria demonstra que entender e refletir sobre processos históricos é fundamental para a compreensão do contexto atual do mundo do trabalho e para a construção de um futuro mais justo, inclusivo e diverso, utilizando as novas tecnologias como aliadas nesse processo. A exposição Trabalhadores nos convida a essa reflexão”, destaca a Superintendente de Cultura do SESI, Claúdia Ramalho.

 

 

Obras-primas da fotografia humanista e militante

 

 

Construída a partir de viagens realizadas entre 1986 e 1992, Trabalhadores oferece uma espécie de arqueologia visual da Revolução Industrial, período em que o trabalho manual foi o eixo central da vivência de mulheres e homens pelo mundo. A exposição retrata o resultado de buscas do Sebastião Salgado em representar os processos manuais de produção ainda existentes, antes que desaparecessem completamente.

 

“Eu tinha que prestar homenagem a esse trabalho que estava em meu coração, que era a razão de meu ativismo político e do que acreditava ser o mundo da produção. Realizei esse projeto com imenso prazer e orgulho por fazer parte dessa espécie de construtores, apesar, é claro, das condições muitas vezes difíceis e desumanas em que o trabalho era realizado. É uma alegria poder voltar a apresentar este trabalho fotográfico no Brasil, e uma honra ser o primeiro artista a expor na galeria de exposições do museu SESI Lab, em Brasília”, ressalta Sebastião Salgado.

A mostra, com curadoria e design de Lélia Wanick Salgado, reúne registros de trabalhos: a tradicional pesca do atum na Sicília; a singular aventura de garimpeiros de Serra Pelada e de trabalhadores nas plantações de cana no Brasil; a paisagem dantesca de uma mina de enxofre na Indonésia; famílias indianas envolvidas na construção de barragens para irrigação e combatentes de incêndios colossais em poços de petróleo no Kuwait. Desta narrativa iconográfica de uma verdadeira epopeia global, resulta uma perspectiva arqueológica completada por textos acrescentados às fotos, com informações históricas e factuais.

Sobre Sebastião Salgado

 

 

Economista de formação e nascido em Minas Gerais, Sebastião Salgado começou a carreira como fotógrafo profissional em 1973, em Paris, na França. Trabalhou com agências de fotografia até 1994, quando fundou, com Lélia Wanick Salgado, o Amazonas Images, exclusivamente dedicada ao seu trabalho. Esta estrutura é, hoje, seu estúdio com sede em Paris.

 

Salgado viajou a mais de 100 países com seus projetos fotográficos, que, além de inúmeras publicações na imprensa internacional, foram destaque em livros como Outras Américas, 1986; Sahel, l’homme en détresse, 1986; Sahel: el fin del camino, 1988; Um Incerto Estado de Graça, 1995; Trabalhadores, 1993; Terra, 1997; Êxodos, 2000; África, 2007; Gênesis, 2013; Perfume de Sonho, 2015; Kuwait, um deserto em chamas, 2016; Gold, mina de ouro Serra Pelada, 2019, e Amazônia, 2021. Esses livros foram desenhados por Lélia Wanick Salgado.

 

 

Sebastião Salgado é Embaixador da Boa Vontade da UNICEF e membro honorário da Academy of Arts and Sciences dos Estados Unidos. Recebeu inúmeros prêmios de fotografia e foi objeto de prestigiosas distinções, incluindo: Grand Prix National (Ministério da Cultura, França); Prêmio Príncipe de Asturias de las Artes (Espanha); Medalha da Presidenza della Repubblica Italiana (Centro de Pesquisa Pio Manzù, Itália). Foi nomeado Comendador da Ordem de Rio Branco (Brasil) e Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres (Ministério da Cultura, França).

 

Em 2016, Salgado foi eleito membro da Académie des Beaux-Arts do Institut de France, e no mesmo ano a França o nomeou Chevalier de la Légion d’Honneur. Em 2018, foi nomeado Chevalier de l’Ordre du Mérite Culturel pelo Principado do Monaco. Em 2019, foi eleito Foreign Honorary Member of the American Academy of Arts and Letters (Nova York, EUA) e laureado com o Peace Prize of the German Book Trade (Alemanha). Em 2021, recebeu o título de Honorary Doctor of Arts da Universidade de Harvard (Cambridge, EUA), e agraciado com o Praemium Imperiale Award, da Japan Art Association, considerado como o “Nobel das artes”.

 

 

 

O icônico prédio projetado por Oscar Niemeyer na época da construção de Brasília é reduto de arte, ciência, tecnologia e educação para todas as idades. O espaço é uma iniciativa do Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), e promove a conexão entre ações artísticas, científicas e tecnológicas, em colaboração com a indústria e a sociedade. Desde a inauguração, em novembro de 2022, mais de 280 mil visitantes conheceram o museu 100% interativo.

 

O SESI Lab possui cerca de 8 mil metros quadrados de área construída dedicados a espaços expositivos, criativos e maker, salas interdisciplinares, um painel de LED com 84 metros quadrados, café e loja conceito. Somados aos 33 mil metros quadrados de área verde revitalizada, em parceria com o governo do Distrito Federal, com espécies nativas do Cerrado, instalações interativas e anfiteatro externo para shows, eventos e outras atividades culturais.

 

CNI

Confederação Nacional de Indústrria lança projeto Agro.BR para mulheres para serem protagonistas nas exportações

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou, na quinta (8), o Agro.BR Mulheres, uma iniciativa para apoiar pequenas e médias empresárias rurais que queiram exportar seus produtos.

 

O Agro.BR é um projeto realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que busca a internacionalização de produtos agropecuários brasileiros e a diversificação da pauta exportadora do país.

 

O seminário de lançamento teve a moderação da diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori. A assessora Rita Padilla apresentou o projeto e como ele irá funcionar. “O principal objetivo é engajar e preparar as mulheres do meio rural para alcançar resultados baseados em indicadores comerciais e de desempenho”.

 

Segundo Rita, o projeto foi estruturado com base em três pilares. “O primeiro é estruturar um alicerce forte, onde elas possam adquirir conhecimento técnico e sejam instruídas para que consigam desenvolver habilidades e competências que ainda não possuem. O segundo é a geração de negócios, em que serão apresentadas ferramentas para promover oportunidades, como rodadas e missões internacionais”.

 

Já o terceiro pilar é a criação de conexões para promover a troca de experiências e criar uma rede de apoio a essas mulheres. “A iniciativa conta com sete mentores e 14 mulheres mentoradas que possuem o mesmo nivelamento na trilha do Agro.BR e que nunca exportaram diretamente”, explicou Padilla.

 

Alguns dos produtos das empresárias são palmito, nibs de cacau, chás, castanha de caju, café, chocolate, mel, azeite, cachaça, frutas e legumes.

 

Além do lançamento, o evento contou com palestras da presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, Stéphanie Ferreira, da fundadora da Rede Mulheres no Comex, Monnike Garcia, da presidente do Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, Rijarda Aristóteles, e da diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Rede Mulher Empreendedora, Adriana Rodrigues.

 

Em sua fala, Stéphanie afirmou que teve a oportunidade de acompanhar a construção do projeto Agro.BR Mulheres e que o mesmo está bem estruturado e focado em colocar as empresárias no protagonismo das exportações brasileiras. “É um projeto que vai fazer a diferença na vida das produtoras e está alinhado com os objetivos da nossa Comissão”, disse.

 

Já Monnike Garcia apresentou a Rede Mulheres no Comex, que foi criada em 2017 e funciona como um hub de profissionais na área de comércio exterior com o objetivo de gerar apoio e compartilhar conhecimento, experiências, estudos, opiniões e fazer negócios. A profissional também falou do Labcomex, que apoia pequenos negócios de mulheres na internacionalização. “Fazemos capacitações, treinamentos, mentorias de comércio exterior”.

 

Em seguida, a diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Rede Mulher Empreendedora, Adriana Rodrigues, informou que existem 10 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil e dessas, 51% são responsáveis pelo lar. “As principais motivações que levam uma mulher brasileira a empreender é a falta de emprego e fazer a diferença no mundo. Então temos que estar ligadas e nos apoiar cada vez mais”.

 

Para a presidente do Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, Rijarda Aristóteles, não existe internacionalização sem uma boa rede de relacionamento. “O networking está ao nosso alcance e não precisamos de licença para fazer. É fundamental estarmos envolvidas em um movimento de mulheres, um ecossistema. O mercado não tem gênero e nós adoramos fazer negócios”.

 

Conheça o projeto Agro.BR: https://cnabrasil.org.br/projetos-e-programas/agro-br

 

 

Pós UNIGRAN EAD e OAB firmam parceria para novos cursos de Pós-graduação;planos já foram detalhados

 

A UNIGRAN EAD e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Dourados estabeleceram uma parceria estratégica para a criação de cursos de pós-graduação voltados para advogados. O presidente da OAB/MS – 4ª Subseção Dourados, Ewerton Araújo de Brito, visitou a instituição na última quarta-feira (7/02) para detalhar os planos dessa colaboração que promete trazer benefícios significativos para os profissionais do Direito.

 

A ideia da parceria surgiu da busca contínua da OAB em proporcionar vantagens aos advogados, oferecendo canais para aprimoramento profissional. Ewerton Brito destacou a qualidade de serviço prestado pela UNIGRAN ao longo dos anos e expressou otimismo quanto ao sucesso dessa colaboração.

 

Segundo Brito, o papel da OAB no desenvolvimento dos cursos será determinante, pois a instituição ficará responsável, em conjunto com a UNIGRAN, por elaborar o cronograma de ensino, desenvolver a grade curricular e indicar profissionais, inclusive de renome nacional, para integrarem o corpo docente dos cursos de pós-graduação.

 

Inicialmente, quatro cursos de pós-graduação estão programados para serem lançados, abrangendo diversas áreas do Direito: Processo Penal, Processo Civil, Processo do Trabalho e Direito Previdenciário. A proposta é capacitar os advogados para atuarem com excelência em suas respectivas áreas de escolha.

 

A modalidade dos cursos de pós-graduação será híbrida, combinando a flexibilidade do ensino a distância com a interação presencial e possibilitando aos advogados a oportunidade de terem contato direto com os professores, permitindo uma maior proximidade e melhor compreensão dos conteúdos.

 

Embora ainda não haja confirmação de todos os professores, a expectativa é contar com profissionais renomados para ministrar as aulas, proporcionando um ensino de qualidade que possa qualificar ainda mais os advogados, não apenas de Dourados, mas também da região.

 

Quando ao início das especializações, o presidente destacou que os cursos de Processo Penal e Direito Previdenciário têm início previsto para o segundo semestre de 2024, enquanto as pós-graduações em Processo Civil e Processo do Trabalho devem iniciar no primeiro semestre de 2025.

Ex-alunos do Sesi de Mato Grossodo Sul são aprovados em seletiva para competir pelo Sesi em SP

 

Dois ex-alunos da Escola Sesi em Mato Grosso do Sul foram contratados para fazer parte de equipes esportivas de alto desempenho do Sesi em São Paulo. Neste início de temporada, a judoca Maria Júlia Moreira e o nadador Otávio Gomes foram aprovados em seletivas realizadas nas unidades paulistas do Sesi em Botucatu e São Bernardo do Campo, respectivamente.

 

Maria Júlia Moreira destacou-se nas categorias de base do judô após conquistar várias medalhas em torneios nacionais e internacionais, com destaque para o bronze no mundial escolar (Gymnasiade), disputado na França em 2022. Para dar sequência à carreira promissora no esporte, a judoca concluiu o ensino médio e mudou-se para São Paulo, enquanto a família permaneceu em Campo Grande.

 

“Aconteceram várias novidades depois que terminei o ensino médio, e praticamente me deparei com a vida adulta. Muitas coisas vieram, como as escolhas de faculdade, mudança de cidade, troca de academia e, agora, esse desafio de morar sozinha em São Paulo para seguir em busca de um sonho. Está sendo uma experiência e tanto, pois nunca saí de perto dos meus pais. As responsabilidades aumentaram. Tem sido muito bom para o meu crescimento pessoal e profissional”, disse Maria Júlia.

 

Otávio também precisou distanciar-se da família para alcançar novas marcas no esporte. Depois de nadar na infância e adolescência pela Escola Sesi de Corumbá e pelo Rádio Clube de Campo Grande, o atleta encara desafios maiores em águas paulistas.

 

“Está sendo uma experiência muito bacana. É uma estrutura diferenciada, os técnicos são atenciosos e acredito que tudo isso esteja ajudando bastante no meu desenvolvimento como atleta e como pessoa. Nessas três semanas aqui, tive uma melhora significativa. Acredito que, com mais tempo de trabalho, poderei estar atingindo minhas metas”, contou Otávio.

 

Enquanto alunos do Sesi em Mato Grosso do Sul, Maria Júlia e Otávio fizeram parte do Programa de Incentivo ao Atleta (PIA). O objetivo do programa é contribuir com o desenvolvimento de alunos-atletas para que possam se dedicar ao treinamento atlético e participar de competições em todos os níveis. Com isso, espera-se fortalecer gerações de atletas com o potencial de representar o Sesi MS em torneios municipais, estaduais, nacionais e internacionais.

 

Para 2024, o Sesi MS está preparando um programa de intercâmbio com outras unidades Sesi espalhadas pelo Brasil, a fim de dar continuidade ao trabalho desenvolvido no Programa de Incentivo ao Atleta.

 

A ação está em sintonia com o item 4 (educação de qualidade) dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As metas representam um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.

Missão Empresarial Fiems Índia aproxima empresários indianos e sul-mato-grossenses na busca por novos negócios

 

A Missão Empresarial Fiems Índia, realizada entre os dias 1º e 11 de fevereiro às cidades de Nova Délhi e Mumbai, já pode ser considerada um sucesso. O grupo formado por 20 empresários sul-mato-grossenses teve oportunidade de se conectar com empresários e instituições federais do país indiano e estreitar laços comerciais.

 

O vice-presidente da Fiems, Crosara Júnior, agradeceu a toda diretoria da Federação, especialmente ao presidente Sérgio Longen, por acreditar no potencial das relações entre a Índia e Mato Grosso do Sul.

 

 

“A Índia desponta como importante parceiro pro Brasil e a missão empresarial da Fiems nos trouxe a oportunidade de conectar os empresários sul-mato-grossenses, trocar conhecimentos, ter uma nova visão do mundo, conhecer uma cultura completamente diferente daquela que vemos no Brasil”, afirmou.

 

Ele destacou que a delegação da Fiems visitou diversas empresas, como o grupo Tata, uma das maiores empresas do mundo, famosa por contribuir significativamente com o processo de industrialização da Índia e que quer ampliar seus negócios no brasil. “Diante de tudo isso eu acredito que a missão foi um sucesso e foi enriquecedora para todos que participaram. Nós voltamos pro Brasil com muitas inspirações e possibilidades de novos negócios”, completou.

 

A 2ª vice-presidente da Fiems, Cláudia Volpini, ressaltou que os indianos têm muito a contribuir com relação ao pensamento empresarial. “O que vimos não foi apenas uma rica empresa bem sucedida, mas uma empresa que compartilha, que distribui, que trai benefícios pra sociedade tanto quanto para os seus executivos e seus donos. Está sendo uma experiencia fantástica”, comentou.

 

Já o diretor-secretário da Fiems Gilson Kléber Lomba, a missão foi uma experiência única. “Tivemos a oportunidade como empresários de perceber que o mundo é muito maior que o ambiente, o cotidiano nosso. Acho que é uma experiencia que todo empresário industrial merecia ter”, ressaltou.

 

Ministros da Saúde da Nigéria e da Indonésia visitam Fiocruz com foco na produção de vacinas e ações contra adengue

 

A produção de vacinas e kits diagnósticos e o uso de mosquitos Wolbachia em larga escala foram assuntos que levaram à visita dos ministros da Saúde da Nigéria e da Indonésia à Fiocruz na quinta-feira (8/2). Com agendas distintas, eles visitaram o campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro, em momentos diferentes e participaram de reuniões com integrantes de unidades da Fundação.

 

As semelhanças nos desafios na área de saúde entre os dois países e o processo de desenvolvimento para produtos imunobiológicos motivaram a visita do ministro da Saúde da Nigéria, Muhammad Ali Pate (foto: Pedro Paulo Gonçalves)

 

As semelhanças nos desafios na área de saúde entre os dois países e o processo de desenvolvimento para produzir kit diagnósticos, reagentes, vacinas e outros produtos imunobiológicos motivaram a visita do ministro da Saúde da Nigéria, Muhammad Ali Pate, a Bio-Manguinhos. Médico e ex-chefe executivo da Aliança Mundial para Vacinas e Imunizações (Gavi), ele ressaltou que a pandemia de Covid-19 mostrou a importância de os países não dependerem apenas do mercado externo, um ponto de vista com o qual a vice-presidente de Educação, Informação, Educação e Comunicação, Cristiani Machado, concordou.

 

“Este é um momento importante para trocar ideias. Tanto o Brasil quanto a Nigéria são países populosos, com muitos problemas comuns e a necessidade de reforçar o sistema público de saúde”, disse Cristiani Machado.

 

Com 213,4 milhões de habitantes, a Nigéria tem quase a mesma população do Brasil (214,3 milhões) – o que torna importante ter uma produção em grande escala. O ministro Pate contou que a capacidade produtiva do país em imunobiológicos foi minguando com a dificuldade de competir com o preço oferecido pelo mercado externo, mas que, em outubro do ano passado, o governo do presidente Bola Tinubo lançou um programa para estimular o desenvolvimento da produção interna de vacinas, medicamentos e kits diagnósticos.

 

“Queremos aprender, e é importante aprender com o Brasil”, afirmou o ministro Pate (foto: Pedro Paulo Gonçalves)

 

“Queremos aprender, e é importante aprender com o Brasil. Os Estados Unidos têm um contexto muito diferente. Não temos 20 anos para isso. Queremos saber como vocês fizeram”, disse o ministro Pate.

 

Há 50 anos na Fiocruz, o conselheiro científico sênior Akira Homma, que foi presidente da Fiocruz e diretor de Bio-Manguinhos, explicou como esse desenvolvimento aconteceu, destacando a necessidade de uma política de governo para apoiar o processo. “Houve um investimento de milhões de dólares, possibilitando a transferência de tecnologia. A produção de vacinas precisa de cinco, seis, oito anos… é preciso construir instalações, treinar pessoal, trazer tecnologia moderna”, explicou. “As empresas investem bilhões de dólares. Nós investimos milhões de reais”, comparou.

 

Como médico, o ministro se mostrou preocupado com a segurança do sangue utilizado em seu país, daí o interesse em análise do sangue e em kits diagnósticos. Javan Esfandiari, presidente da Chembio Diagnostics Inc, empresa parceira de Bio-Manguinhos na produção de testes, destacou como a produção interna barateia os custos dos produtos. Na reunião, o ministro nigeriano conheceu um pouco não só mais sobre a produção de Bio-Manguinhos, como do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) e do trabalho afinado com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde.

 

Participaram da reunião o vice-diretor de Reativos para Diagnóstico (VDIAG), Antonio Ferreira, o consultor da VDIAG, João Baccara; a especialista em Diagnóstico Molecular, Patrícia Alvarez; Rafael Alexandrino Macedo, pelo Departamento de Reativos para Diagnósticos (Dered); a assessora da Vice-Diretoria de Produção de Biológicos (VPBIO), Carla Wolanski; Maria Letícia Borges dos Santos, da Divisão de Desenvolvimento de Negócios (Dinne/Derem); Monique Costa Mattos, da Divisão Comercial (Dicom/Derem); e a Coordenadora de Relacionamentos Institucionais, Denise Lobo (Coore); além da assessora da VDIAG, Christiane Marques; e a assessora do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), Erika Kastrup.

 

A delegação nigeriana, formada também pelo coordenador da Iniciativa Presidencial para desbloquear a cadeia de valor da saúde, Abdu Mukhtar; pelo assessor técnico do Ministério da Saúde, Mayowa Alade; e o assessor especial para Comunicação Estratégica, Barrister Chinedu Moghalu, visitou CHP, departamento de produção de Reativos (Dered) e o Complexo Tecnológico de Vacinas (CTV).

 

Aplicação do Wolbachia em grandes cidades

 

Também nesta quinta-feira, a Fiocruz recebeu o ministro da Saúde da Indonésia, Budi Gunadi Sadiki, e sua delegação composta por profissionais e gestores da saúde do país, além do embaixador no Brasil, Edi Yusup. O grupo veio ao campus Maré (RJ) para conhecer melhor o funcionamento do projeto Wolbachia no Brasil, método desenvolvido pelo World Mosquito Program (WMP) que reduz a incidência de dengue, chikungunya e zika e é conduzido no país pela Fiocruz. Além disso, eles visitaram o Castelo Mourisco e se reuniram com representantes da Fiocruz em Bio-Manguinhos, no campus Manguinhos, onde conversaram, de forma geral, sobre produção de vacinas.

 

Fiocruz recebeu o ministro da Saúde da Indonésia, Budi Gunadi Sadiki (foto: Peter Ilicciev)

 

A Indonésia implementou o método Wolbachia recentemente. Segundo o ministro, a visita à Fiocruz será importante para colher informações que auxiliem na expansão territorial do projeto. Durante apresentação sobre a iniciativa, feita pelo coordenador no Brasil, o pesquisador da Fiocruz Luciano Moreira, o ministro perguntou sobre os desafios da implementação, custos, resultados e integração com outros métodos de prevenção e controle de arboviroses em cidades com alto contingente populacional, como o Rio de Janeiro.

 

“Acabamos de implementar Wolbachia em cinco cidades, mas não em municípios tão grandes quanto o Rio de Janeiro fez. Quando soubemos que a Fiocruz conduzia o método em cidades grandes como o Rio, nós ficamos curiosos para saber como produzem os mosquitos, como convencem as pessoas… e pudemos aprender muita coisa hoje”, comentou o ministro Sadiki.

 

Entre as áreas de interesse citadas pelo grupo também estão os enfrentamentos da malária e da tuberculose. O ministro lembrou que integra, ao lado da ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade Lima, o Conselho Acelerador de Vacinas contra Tuberculose, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2023 para facilitar o licenciamento e o uso de novas vacinas eficazes contra a doença.

 

Visita à Fiocruz será importante para colher informações que auxiliem na expansão territorial do projeto Wolbachia (foto: Peter Ilicciev)

 

Em 2022 a Fiocruz participou, de reunião híbrida do G20 Saúde durante a presidência da Indonésia do bloco, com o tema Lesson learned from Fiocruz’s VTD on ensuring sustainable research and manufacturing activities. Na ocasião, o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, fez a apresentação e contou com apoio da Assessoria Internacional de Assuntos Internacionais (Aisa) do Ministério da Saúde e do Cris/Fiocruz.

 

Na véspera, a ministra Nísia Trindade e o ministro Sadikin assinaram um memorando de entendimento que visa estabelecer uma cooperação na área da saúde. O objetivo é fortalecer uma parceria com especial atenção para os temas de serviços de saúde; resiliência da saúde, incluindo emergências e segurança dos dispositivos farmacêuticos e médicos; recursos humanos em saúde; tecnologia, incluindo saúde digital e biotecnologia, dentre outros.

 

Quer começar o ano letivo animado? Então leia sobre essas histórias de sucesso

 

Neste primeiro dia letivo do ano no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), nada mais animador do que conhecer histórias de estudantes que saíram dos cursos técnicos integrados ao ensino médio da instituição diretamente para as graduações mais concorridas do Estado.

 

Foi o caso da Ana Beatriz Rodrigues Gualdi, 17, recém-formada no técnico em Informática pelo Campus Três Lagoas e a mais nova acadêmica do curso de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) ofertado no município. A jovem ficou em 1º lugar no PASSE (Programa de Avaliação Seriada Seletiva), processo seletivo em que o estudante faz provas ao longo dos três anos do ensino médio.

 

O mais incrível é que, em 2023, a irmã da Ana Beatriz – Ana Carolina Rodrigues Gualdi, 18, que assim como ela cursou o técnico em Informática no IFMS -, também foi aprovada em 1º lugar pelo PASSE para o curso de Medicina da UFMS.

 

As irmãs que nasceram e cresceram em cidades do interior de Mato Grosso do Sul, sempre estudaram em escola pública e foram criadas pela mãe, funcionária terceirizada do setor de limpeza do INSS. Ambas querem ter uma profissão em que possam cuidar de pessoas. Uma vez formadas, serão as primeiras médicas da família, e o IFMS terá sido fundamental para a realização deste sonho.

 

“O ensino do IFMS é bastante aprofundado, e faz com que o estudante possa aproveitar ao máximo o que está aprendendo. Outro diferencial foi ter a biblioteca, com um acervo que ajudou muito no discernimento dos conteúdos, algo fundamental para o nosso ingresso em Medicina”, destaca.

 

Aos que estão começando o ano letivo, Ana Beatriz sugere que aproveitem ao máximo o que o IFMS oferece.

 

“O Instituto Federal é uma instituição que nos prepara para o mercado de trabalho, para a universidade e também para a vida. Por isso, façam estágio, participem dos projetos, das palestras, mergulhem de cabeça no curso técnico, porque se não quiserem fazer faculdade, ao final do curso vocês estarão prontos para conseguir um emprego”, finaliza.

 

  • Júlia também passou para o curso de Medicina na UFMS – Foto: Arquivo Pessoal
  • Na memória, a participação na Semana do Meio Ambiente do IFMS – Foto: Arquivo Pessoal
  • E a visita técnica ao Bioparque Pantanal, organizada pelo IFMS – Foto: Arquivo Pessoal

Mais um “case de sucesso” do IF! 

 

Outra estudante de curso técnico integrado do IFMS que “entrou” em Medicina foi a Júlia Jaques, 18, recém-formada técnica em Edificações pelo Campus Aquidauana. A jovem, que fará a graduação em Campo Grande, também foi aprovada pelo PASSE da UFMS.

 

Natural de Anastácio, cidade sul-mato-grossense com apenas 25 mil habitantes e filha de auxiliares administrativos, Júlia sempre estudou em escola pública.

 

Sobre ter cursado o ensino médio no IFMS, são só agradecimentos. “Sem dúvidas, o Campus Aquidauana, com o grupo de professores altamente qualificados, que sempre estão dispostos a ensinar e saciar as dúvidas, colaborou para que eu realizasse o sonho de cursar Medicina”, pontua.

 

Como estudante do técnico integrado, Júlia participou de vários projetos. Um deles, sobre língua espanhola, ficou em primeiro lugar no edital de fomento à participação de meninas e mulheres na pesquisa científica.

 

“Participar desses projetos fez com que eu pudesse ampliar meus horizontes e conhecer novas perspectivas, além de fazer com que eu passasse por experiências que me auxiliarão na faculdade. Meu conselho para os alunos é que eles aproveitem todas as oportunidades que o IF proporciona, desde os melhores professores e estrutura, bem como as atividades extracurriculares, como cursos de idiomas, treinamentos esportivos e eventos culturais”, comenta.

 

E tem “notão” no Enem também! 

 

No início deste ano, a Pró-Reitoria de Ensino (Proen) enviou um formulário de resposta voluntária a estudantes do IFMS com a intenção de mapear os resultados em processos seletivos para ingresso em cursos de graduação.

 

Os dados revelam aprovações em faculdades e cursos altamente concorridos, como Medicina na UFMS, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Unicesumar, e engenharias na Universidade de São Paulo (USP) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

 

“A qualidade do ensino é nossa marca registrada, e é graças a isso que alcançamos resultados extraordinários, como as aprovações em vestibulares e pelo Enem. Temos casos inspiradores de estudantes egressos dos cursos da Educação de Jovens e Adultos e com necessidades educacionais específicas que foram aprovados em graduações, o que é extremamente valioso para nós”, comemora a pró-reitora de Ensino, Claudia Fernandes.

 

Em outro levantamento realizado pela Proen, com todos os estudantes do IFMS que prestaram o Enem no ano passado, destaque para as notas da redação. Dos 475 estudantes que fizeram a prova e participaram de todas as etapas do Exame, 64 alcançaram notas iguais ou superiores a 900, sendo que a máxima é 1.000.

 

“O desempenho excepcional dos estudantes do IFMS no Enem 2023, especialmente na redação, na qual os estudantes devem demonstrar seus conhecimentos e capacidade de argumentação, é motivo de orgulho para toda a instituição.  Além disso, 13 desses alunos obtiveram notas ainda mais altas, entre 980 e 960 pontos”, finaliza.

 

Técnico integrado

 

O IFMS oferta atualmente 11 opções gratuitas de cursos técnicos integrados ao ensino médio, nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

 

A cada ano, as vagas são oferecidas por meio do Exame de Seleção, prova de ingresso composta por questões de múltipla escolha.

 

Com duração de três anos, o estudante tem a oportunidade de cursar, ao mesmo tempo, o ensino médio regular e a formação profissional e técnica escolhida. Após se formar, o diploma possibilitará o ingresso na universidade ou no mundo de trabalho.

 

As irmãs Ana Beatriz (esquerda) e Ana Carolina (direita) passaram para Medicina em 1º lugar – Foto: Arquivo Pessoal

 

Fonte: IFMS 

Cerimônia marca assinatura de acordo para promoção do turismo entre o Brasil e a República Dominicana

 

Com foco na promoção e no desenvolvimento do turismo entre o Brasil e a República Dominicana, o ministro do Turismo, Celso Sabino, assinou na terça-feira (06.02), no Ministério do Turismo, em Brasília, um acordo de cooperação para alavancar o potencial turístico entre os dois países.

 

O documento tem como objetivo promover o desenvolvimento da cooperação na área de turismo, entre os dois países, tanto no campo institucional, por meio do intercâmbio de informações e de conhecimento, quanto na promoção aos investimentos turísticos.

 

A expectativa é que a ação contribua para o aumento do fluxo de turistas entre o Brasil e a República Dominicana incentivando, assim, a troca cultural entre essas nações, além da busca pela harmonização de posicionamento em fóruns internacionais e no desenvolvimento de ações de qualificação e treinamento em turismo.

 

Durante a cerimônia, o ministro Celso Sabino destacou a expectativa com o novo acordo. “Somos parceiros e esperamos que, com a celebração dessa cooperação, haja um estreitamento ainda maior das relações bilaterais entre Brasil e República Dominicana, sobretudo em função do intercâmbio técnico no campo do turismo, especialmente em segmentos turísticos de interesse recíproco, a exemplo do gastronômico, cultural, natureza e de sol & praia”, disse.

 

A Embaixadora da República Dominicana no Brasil, Patrícia Villegas de Jorge reforçou a importante parceria. “Essa assinatura é uma coisa sem precedentes entre os dois países. Nosso governo tem uma visão muito ampla do que é o turismo, e agora com o ministro Celso Sabino, que também tem uma ideia grande de como projetar o país, eu acredito que a parceria vai ser muito produtiva para as duas nações”, disse.

 

Com base em informações do Painel de Dados do Turismo, em 2023, o Brasil recebeu 8.665 turistas da República Dominicana, enquanto mais de 18 mil turistas brasileiros visitaram o país caribenho no mesmo ano, especialmente em Punta Cana, famosa por suas praias.

 

Durante a cerimônia de assinatura do acordo, o Ministério do Turismo da República Dominicana foi representado pela Embaixadora do país no Brasil, Patrícia Villegas de Jorge.

 

CONECTIVIDADE

 

Atualmente, a companhia aérea Arajet mantém três frequências semanais entre São Paulo e Santo Domingo, enquanto a Gol opera quatro frequências semanais, também da capital paulista para Punta Cana, a principal atração de praia na República Dominicana.