Análise de avaliações aponta que a nota média de bares no Google é de 4,3 estrelas

 

O Google já é o principal canal de pesquisa para os consumidores na escolha de bares e restaurantes do Brasil, como indica um estudo divulgado recentemente pela Abrasel e Reclame Aqui, que apontou que 63% dos consumidores se baseiam nas avaliações de outros clientes em plataformas digitais para escolher um estabelecimento.

 

Para que um restaurante seja escolhido pelo consumidor, ele precisa ter nota e quantidade de avaliações suficientes, que façam com que a pessoa sinta a confiança necessária para optar por ele.

 

Com o objetivo de analisar a reputação de bares e restaurantes brasileiros no Google e como os reviews podem ser utilizados para atrair mais clientes para os estabelecimentos, a Abrasel lança uma nova pesquisa inédita em parceria com a Harmo, empresa de tecnologia líder em gestão de Google Perfil de Empresas no Brasil.

 

estudo da Harmo e Abrasel é o maior já feito analisando reviews on-line no Brasil para o setor. A pesquisa coletou e examinou mais de 279 mil reviews de 3.006 bares e restaurantes presentes no Google Perfil de Empresas.

 

Realizado com os associados da Abrasel, o relatório oferece uma visão detalhada sobre a reputação on-line desses estabelecimentos, fornecendo ao mercado o primeiro benchmarking do setor baseado em reviews públicos.

 

O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca que o levantamento reafirma a necessidade dos empreendedores do setor em darem uma atenção maior à reputação online e à opinião dos consumidores. Esta ação destaca o negócio entre os concorrentes e pode ser determinante na hora do cliente escolher aonde ir.

 

“Essa pesquisa mostra o quanto as avaliações dos clientes impactam diretamente a escolha de bares e restaurantes. Ter uma nota alta e um bom volume de avaliações é crucial para atrair novos consumidores. Os estabelecimentos precisam estar atentos a essa tendência e, mais do que nunca, investir em sua reputação online”, conta.

 

Solmucci ainda ressalta que, além de manter boas avaliações, é necessário que os empresários se preocupem com a apresentação e eficiência de seus perfis online, tornando-os mais completos e atraentes para o público.

 

“Não basta apenas ter uma boa nota. É essencial que o perfil no Google esteja bem estruturado, com fotos, cardápios, horários e, principalmente, respostas ativas às avaliações. Isso faz toda a diferença na decisão do cliente.”

 

Segundo o estudo, a nota média do setor é de 4,3 estrelas, o que demonstra que o segmento está muito próximo da zona de excelência, que é acima de 4,5. Dos 3.006 locais, 1.607 (52%) superaram a média do setor, obtendo notas superiores a 4,4 estrelas. Porém, 422 locais, ou seja, 14%, registraram notas entre 3 e 3,9 estrelas, o que limita a capacidade desses restaurantes de atraírem clientes.

 

A nota de um restaurante é o primeiro fator de escolha de um local, por parte dos consumidores, enfatiza Santiago Edo, cofundador e CEO da Harmo. Dificilmente um restaurante com nota abaixo de 4 estrelas será escolhido, se o consumidor tiver opções com notas maiores listadas nos resultados do Google.

 

Nesse setor, o consumidor busca opções que apresentem nota acima de 4,5 estrelas. Então, alerta Santiago, apesar da nota média do setor ser de 4,3 estrelas, com mais de 83% dos reviews sendo de 4 e 5 estrelas, ela ainda está abaixo da nota ideal. Inclusive, quanto melhor for a nota, mais bem posicionado um restaurante vai aparecer nos resultados orgânicos do Google,

 

“O primeiro filtro do consumidor quando está pesquisando por um restaurante é a sua reputação, que é formada por três fatores principais: nota, quantidade de reviews e taxa de resposta dos reviews”, afirma o CEO da Harmo.

 

“Quando o consumidor visualiza a lista de locais que o Google trouxe como resultados, apenas os restaurantes que tiverem nota alta, grande quantidade de reviews e que respondem às avaliações, passam para a próxima etapa, que é onde o consumidor aprofunda a sua análise olhando fotos, cardápio, analisando preços, horário de funcionamento e lendo os reviews e as respostas”.

 

“Ou seja, o restaurante que tem nota abaixo de 4,4 estrelas, baixa quantidade de reviews e que não responde os reviews dos clientes, não passa para a próxima etapa e a jornada desse restaurante acaba aí”, salienta.

 

Volume e taxa de respostas

 

O segundo fator de impacto na escolha do consumidor é a quantidade de reviews e, nesse quesito, diferente do primeiro, onde 41% dos locais pontuaram acima de 4,5 estrelas, a quantidade ficou muito aquém da ideal, sendo a média de apenas 90 reviews por local, durante janeiro de 2023 a setembro de 2024.

 

Isso significa que cada restaurante recebeu, em média, apenas 1 review a cada 8 dias, ou seja, menos de 4 reviews por mês. Esse é um número muito baixo para um tipo de negócio que está intimamente ligado à “experiência gastronômica” e que, portanto, dependem muito de recomendações para, justamente, atraírem mais clientes.

 

“Se um restaurante abre 6 dias por semana, ele deveria receber pelo menos 24 reviews por mês. O único setor da economia que depende de reviews de clientes tanto quanto restaurantes é a hotelaria. Portanto, o estudo mostra que os restaurantes brasileiros precisam conquistar mais recomendações dos seus clientes, no Google, se quiserem faturar mais”, completa Santiago.

 

O terceiro fator mais relevante na escolha de um restaurante é a quantidade de reviews respondidos. No caso, a taxa é de apenas 27%, semelhante à do primeiro estudo da Harmo, que analisou 30 redes de franquias de alimentação. Isso significa que apenas 1 de cada 4 clientes recebe uma resposta do estabelecimento.

 

Considerando que a nota média do setor é de 4,3 estrelas, a conclusão é que os restaurantes recebem mais de 80% de reviews positivos de clientes que estão recomendando os locais, ou seja, ajudando na atração de mais consumidores, logo, é importante que os restaurantes agradeçam esses clientes. E isso justifica, em partes, a baixa quantidade de reviews recebidos.

 

Santiago aponta que, se os restaurantes respondessem todos os reviews que recebem, os clientes se sentiriam mais motivados a compartilhar mais avaliações. Apenas 486 (pouco mais de 16%) dos 3 mil restaurantes do estudo atingiram uma taxa de resposta acima de 80% e apenas 8% responderam entre 40% e 60% dos reviews recebidos.

 

“Responder aos clientes é uma ação simples, mas de grande impacto, pois mostra que o estabelecimento valoriza a opinião dos consumidores e está disposto a engajar com eles, gerando um efeito positivo na percepção de outros potenciais clientes que buscam informações sobre a empresa no Google”, afirma.

 

Dessa forma, para usar de maneira assertiva os reviews, levando mais pessoas para os restaurantes, a recomendação, considerando os resultados do estudo, é que os restaurantes invistam mais esforços no aumento do volume de reviews positivos e respondam de forma personalizada aos clientes no Google.

 

“Os locais que se dedicarem a essas práticas vão atrair, converter e fidelizar mais clientes, além de economizar em marketing, pois quem tem clientes recomendando o tempo todo, vende mais e gasta menos com propaganda”, destaca Santiago.

 

Fonte: Abrasel

Camarão brasileiro: um tesouro nacional

 

O cultivo de camarão no Brasil é uma verdadeira joia da economia nordestina, principalmente nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. No último ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção superou a marca de 127 mil toneladas, reforçando a importância dessa atividade tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

 

Esses quatro estados concentram 88,3% da produção nacional, com destaque para suas condições naturais favoráveis e a crescente adoção de técnicas modernas e sustentáveis de aquicultura.

 

É neste cenário altamente promissor, mirando no futuro da carcinicultura brasileira, que o Ministério da Pesca e Aquicultura lança a campanha de fomento ao cultivo e consumo do camarão nacional: “Camarão: é do Nordeste, é pra você!, para alavancar esse produto brasileiro riquíssimo em nutrientes.

 

Ceará lidera a produção de camarão no Brasil. Além da expressiva produção no litoral, o estado tem se destacado pela interiorização da carcinicultura, utilizando áreas do sertão com água salobra para impulsionar a atividade, mesmo em regiões mais secas.

 

Rio Grande do Norte segue como referência na expansão para o interior, com investimentos em biossegurança, modernização legislativa e controle de qualidade. Essas ações garantem a sustentabilidade da produção e fortalecendo o setor.

 

Paraíba também se destaca como um dos principais polos produtores. O investimento contínuo em assistência técnica e capacitação tem sido fundamental para elevar a qualidade da produção e promover o uso de tecnologias responsáveis e avançadas.

 

Pernambuco completa o grupo dos quatro maiores produtores, mostrando como o associativismo e o trabalho coletivo podem transformar o setor. A organização da cadeia produtiva tem fortalecido tanto o mercado interno quanto o externo, ampliando as oportunidades e consolidando a competitividade.

 

Tesouro nacional – Impacto Econômico e Sustentabilidade

 

O cultivo de camarão é um motor de desenvolvimento para estas regiões, gerando milhares de empregos e fomentando o turismo e economias locais. A sustentabilidade é uma prioridade, com investimentos em tecnologias que minimizam o impacto ambiental e asseguram a rastreabilidade do produto.

 

O camarão brasileiro é reconhecido internacionalmente por sua qualidade. Valorizar e promover o consumo desse tesouro é essencial para impulsionar a economia e reforçar o papel do Brasil como referência em aquicultura sustentável mundialmente.

Brasileiros consomem por ano 5,8 kg de queijo

 

Quem não gosta de um bom queijo no café da manhã, no lanche da tarde ou em pratos especiais? Gorgonzola, parmesão, colonial, brie, gouda, muçarela, branco, frescal e tantos outros. Com toda a variedade existente e por agradar tantos paladares, a iguaria ganhou um dia especial: 20 de janeiro, quando é celebrado o Dia Nacional do Queijo. Essa paixão se revela nos dados, conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq) o brasileiro consome por ano 5,8 quilos.

 

Incluir queijos na alimentação também traz benefícios à saúde, desde que consumidos com moderação, alertam os nutricionistas. Queijos brancos, como a ricota, minas e o de búfala, possuem baixo teor de gordura e colesterol. Já os amarelos, como o prato, provolone e parmesão, são mais gordurosos.

 

Com texturas e sabores diferentes, os queijos possuem vitaminas e minerais importantes para a saúde, como o cálcio, o fósforo e o magnésio, além de conter proteínas. O alimento também oferece vitamina A e B, que surgem a partir da fabricação, quando é retirada parte da água e concentram-se os componentes sólidos do leite. Consumir de uma a duas fatias por dia já é o suficiente para obter os benefícios.

 

Para casos de intolerância à lactose ou à proteína encontrada no leite, a caseína, também já existem versões de queijos nos Supermercados Comper e no Fort Atacadista, como o LacFree e outras marcas como o Vitalatte e o GranMestri.

 

História

 

O queijo tem reputação ancestral, seja pela sua qualidade na produção, quanto pela diversidade. Somente na França, estima-se que existam mais de 400 tipos. Mas, no Brasil, o queijo também é cultuado, com destaque para as produções mineiras da Serra da Canastra, da Serra do Salitre e do Cerro, que possuem selo de Indicação de Procedência (I.P). Em setembro do ano passado, os queijos brasileiros conquistaram 57 medalhas, sendo cinco super ouros, o mais alto prêmio, da competição mundial de queijos Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours, na França. A próxima edição do evento será em Minas Gerais, neste ano.

 

Onde encontrar

 

Em homenagem ao Dia Nacional do Queijo, as lojas do Fort Atacadista e do Comper em Campo Grande contam com muitas opções de marcas e produtos, inclusive com preços diferenciados para clientes Vuon Card. As lojas do Grupo Pereira também possuem uma grande variedade de vinhos, alguns exclusivos, com as marcas chilenas MaCool, Tubul, Paso Grande e Gryphoz e a portuguesa Mosaico.

 

Sobre o Grupo Pereira

 

Fundado em 1962, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, o Grupo Pereira completou 62 anos de história em 2024. Atualmente, conta com 20 mil funcionários nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

 

O Grupo Pereira tem 132 unidades de negócio, incluindo 31 lojas da rede de supermercados Comper, 65 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), 3 filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 25 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), um Broker – distribuidor oficial da Nestlé -, 5 agências de viagens e 2 postos de combustível. Além disso, o Grupo Pereira completa seu ecossistema de soluções ao incluir o braço logístico Perlog e os serviços financeiros da Vuon, que inclui o private label Vuon Card, com mais de 1 milhão de cartões emitidos, além de gift cards, seguros e assistência odontológica.

 

O Grupo Pereira é o primeiro varejista brasileiro a ser contemplado com o selo CAFE (Certified Age Friendly Employer), concedido pelo norte-americano Age Friendly Institute a empresas que promovem a contratação e retenção de funcionários 50+.

 

Com a missão de oferecer uma experiência de compra positiva por meio da excelência no relacionamento com clientes, fornecedores e funcionários, o Grupo Pereira também contribui para a sociedade por meio de diferentes programas socioambientais.

 

Fonte: Sato Comunicação

Prêmio CNA Brasil Artesanal Geleia abre calendário de concursos em 2025

 

 Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 Geleia até o dia 23 de fevereiro. A edição abre a programação de concursos neste ano, com o objetivo de reconhecer e valorizar produtores rurais de todo o Brasil.

 

As inscrições devem ser feitas no site do Sistema CNA/Senar, por meio da ficha de inscrição do prêmio. O regulamento também está disponível para consulta.

 

O concurso é promovido pela CNA em parceria com a Embrapa Agroindústria de Alimentos, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e o Sebrae Nacional. Os interessados vão concorrer nas categorias simples e mista.

 

Os principais requisitos para o concurso é ter produção anual de até 50 toneladas de geleia e atender à legislação vigente. Após a inscrição, o produtor deverá enviar uma quantidade mínima de um quilo da geleia dividida em, pelo menos, seis embalagens individuais para avaliação.

 

Avaliação

 

O prêmio é realizado em três etapas de avaliação – júri técnico, júri popular e história do produto. Os produtores de geleias que cultivam matérias-primas para fabricação de seus produtos receberão um bônus de 10% sobre a sua pontuação final, conforme regulamento .

 

Os cinco finalistas das duas categorias, simples e mista, serão premiados com valores em dinheiro. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

 

Artesanais e Tradicionais

 

A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. O objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

 

O Prêmio CNA Brasil Artesanal é realizado desde 2019. Já foram realizados concursos para produtores de chocolates, queijos, salames, cachaças, charcutaria, azeites e vinhos, cafés especiais, mel e cerveja.

 

Fonte: CNA

IG das Broas de centeio de Curitiba (PR) é a primeira Indicação Geográfica de 2025

 

Com mais de 150 anos de história, as broas de centeio de Curitiba (PR) e região receberam, nesta terça-feira (14), o registro de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento na modalidade de Indicação de Procedência é o primeiro concedido a um produto de panificação no Brasil. Com a publicação, passam a ser 126 IGs brasileiras reconhecidas no país, sendo 97 por Indicação de Procedência e 29 por Denominação de Origem – além de outras 10 estrangeiras.

 

O registro engloba os municípios de Curitiba, Araucária, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais e Piraquara. A receita das broas acompanhou a formação e o desenvolvimento do Paraná e, mais especificamente, de Curitiba, com base nas origens dos imigrantes europeus.

 

Broa de centeio conquista reconhecimento pelo INPI

 

“As Indicações Geográficas têm um papel de fortalecer a reputação e promover a abertura de novos mercados para os produtos das regiões reconhecidas, o que passa a acontecer com as broas de centeio de Curitiba. Os pequenos negócios de panificação da região serão protagonistas na proteção desse patrimônio e na garantia da qualidade de um produto tradicional com possibilidades de maior retorno para todos os envolvidos na sua produção e comercialização”, comentou a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, Hulda Giesbrecht. “É uma forma de ter mais valor agregado, além de promover a geração de empregos na região”, completou.

 

Como é produzido?

 

A broa é um pão obtido por meio da combinação de farinhas de centeio e trigo, com a adição de água e sal, resultado do processo de fermentação e cocção, podendo ter outros ingredientes como açúcares, gorduras e fermento biológico. O produto passou de um alimento simples e hoje é um patrimônio da capital paranaense. Há registros de que ele foi oferecido a visitantes ilustres como o Imperador do Brasil Dom Pedro II, no século XIX, e ao Papa João Paulo II, no século passado.

 

Mesmo sendo um produto tradicional, as broas de centeio de Curitiba passaram por transformações. Durante mais de um século e meio, as receitas e processos de produção se adaptaram à disponibilidade de farinhas, fermentos, às alterações nos processos de produção de pão, à legislação e às demandas dos consumidores.

 

“O produto também ganhou, ao longo dos anos, relevância cultural e econômica, ocupando um espaço de destaque na identidade gastronômica e no imaginário coletivo da cidade, aspectos que contribuíram para a concessão da IG”, destaca o comunicado do INPI.

 

Indicações Geográficas

 

As Indicações Geográficas (IG) são ferramentas coletivas de valorização de produtos tradicionais vinculados a determinados territórios. Elas possuem duas funções principais: agregar valor ao produto e proteger a região produtora.

 

O sistema de Indicações Geográficas promove os produtos e sua herança histórico-cultural, que é intransferível. Essa herança abrange vários aspectos relevantes: área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade. Tudo isso confere uma notoriedade exclusiva aos produtores da área delimitada.

 

Fonte: Sebrae

Marmitas ganham protagonismo no mercado de delivery no Brasil

 

As marmitas têm se consolidado como um dos segmentos mais dinâmicos e promissores do mercado de delivery no Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pelo iFood em 2024, a culinária brasileira, fortemente representada por esse tipo de prato, lidera os pedidos no horário de almoço, com 38% do total, seguida pelos lanches.

 

No ranking geral, as marmitas ocupam a sexta posição entre as culinárias mais pedidas na plataforma. Nos restaurantes classificados como “super”, essa categoria figura em oitavo lugar, reforçando sua relevância crescente no setor.

 

Essa demanda reflete mudanças significativas no comportamento dos consumidores. Durante o 36º Congresso Abrasel, o especialista Sérgio Molinari analisou: “As marmitas representam o equilíbrio entre a busca por conveniência e a valorização da gastronomia brasileira. Esse mercado combina tradição e modernidade, especialmente no contexto do delivery.”

 

O estudo também revelou outras tendências importantes. No café da manhã, a culinária de padarias domina, com 54% dos pedidos no segundo trimestre de 2024. Já no almoço, além das marmitas, lanches também possuem uma forte presença.

 

À tarde e à noite, lanches e açaí se destacam, enquanto na madrugada os lanches lideram com impressionantes 70% do volume de pedidos.

 

Molinari ainda reforça como esses dados evidenciam a crescente diversificação das escolhas dos consumidores ao longo do dia e reforçam a importância de uma oferta variada para atender às diferentes demandas: segundo ele, restaurantes que investem em soluções personalizadas, logística eficiente e cardápios adaptados a públicos variados podem colher resultados expressivos.

 

O especialista ainda cita que outro ponto que contribui para o sucesso das marmitas é sua flexibilidade. A oferta varia desde opções simples e acessíveis até refeições premium, com ingredientes sofisticados e foco na saudabilidade.

 

Essa versatilidade está alinhada às tendências globais de consumo, em que praticidade, personalização e qualidade são diferenciais competitivos.

 

O mercado de marmitas no Brasil surge como uma oportunidade estratégica para bares e restaurantes que buscam expandir sua atuação. Para os consumidores, as marmitas se consolidam como uma opção prática e saborosa, combinando tradição e inovação em cada refeição e atendendo às demandas do dia a dia.

 

Fonte: Abrasel

Pressionados pela inflação, bares e restaurantes reajustam preços em dezembro

 

Bares e restaurantes encerraram 2024 em um cenário de forte pressão inflacionária, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, divulgado na sexta-feira (10). O grupo “Alimentação e Bebidas” foi destaque, com alta de 1,18%.

 

Essa elevação, a quarta consecutiva, foi impulsionada tanto pelos preços da alimentação no domicílio, que subiram 1,17%, quanto pelos da alimentação fora do domicílio, que registraram aumento de 1,19%.

 

No setor de alimentação fora do lar, os impactos foram ainda mais significativos: refeições tiveram alta de 1,42%, acima do preço dos insumos, enquanto os lanches registraram um aumento de 0,96%.

 

O cenário reflete as dificuldades enfrentadas pelo segmento para lidar com a alta dos insumos, tornando o repasse de custos inevitável para muitos, mesmo diante do risco de redução no fluxo de clientes.

 

Pressão financeira e margens reduzidas

 

O setor de alimentação fora do lar teve um ano desafiador e chegou em dezembro com 59% das empresas operando sem lucro, segundo levantamento da Abrasel. A elevação dos custos, aliada à necessidade de manter preços competitivos, pressionou ainda mais as margens já reduzidas.

 

“O repasse de custos tem sido criterioso para muitas empresas do setor. No entanto, enfrentamos um cenário de margens cada vez mais apertadas. Dados da nossa pesquisa mostram que 32% dos empresários não conseguiram reajustar os preços nos últimos 12 meses, enquanto 59% fizeram ajustes iguais ou inferiores à inflação” afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

 

Quanto ao acumulado de 2024, a inflação do grupo “Alimentação e Bebidas”, principais insumos do setor, foi de 7,69%, o que também teve um impacto direto nos negócios. A alimentação fora do domicílio subiu 6,29% no período, com as refeições avançando 5,70% e os lanches, 7,56%.

 

Os números demonstram o peso da alta nos insumos e o esforço dos empresários para equilibrar o impacto aos consumidores.

 

Perspectivas para 2025

 

Apesar das adversidades, há sinais de otimismo com a chegada de 2025. A expectativa é de que as vendas de fim de ano, impulsionadas pelas festas e pelo 13º salário, tenham ajudado muitos estabelecimentos a iniciar janeiro em um patamar mais favorável.

 

Além disso, 73% das empresas esperam aumentar as vendas no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, de acordo com levantamento da Abrasel.

 

“Entramos em 2025 com a esperança de que o faturamento aumente, a inflação desacelere e o crescimento dos empregos e da renda continue a impulsionar boas vendas no setor. No entanto, os desafios permanecem, e será essencial continuar inovando e ajustando estratégias para encontrar um ponto de equilíbrio sustentável entre preços justos e rentabilidade”, reforça Solmucci.

 

Fonte: Abrasel

Ganho de peso pós-festas: mitos e verdades

 

O ganho de peso nas festas de fim de ano é um tema comum e costuma preocupar muitas pessoas.

 

Durante essa época, é normal consumir alimentos mais calóricos, como sobremesas, bebidas alcoólicas e pratos festivos, além de sair da rotina de exercícios.

 

Entretanto, será que o ganho de peso nessa época significa necessariamente aumento de gordura corporal?  Uma dieta detox realmente ajuda a perder esse peso extra? O jejum pode ajudar a ter resultados mais rápidos?

 

Para esclarecer essas e outras questões, o Programa Alimente-se Bem reuniu alguns mitos e verdades sobre o assunto:

 

  1. É possível engordar durante o período de festas de fim de ano?

 

MITO – Engordar significa acumular mais tecido adiposo, que é o aumento da quantidade de gordura corporal. Por outro lado, ganhar peso refere-se ao aumento de quilos na balança, o que pode incluir tanto massa muscular quanto retenção de líquidos.

 

Durante as festas, a maior variedade e quantidade de alimentos pode causar uma sensação de peso e desconforto, principalmente devido ao inchaço abdominal, digestão mais lenta e consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar.

 

O acúmulo de gordura corporal é diferente, pois ocorre gradualmente, exigindo um excesso calórico constante ao longo do tempo.

 

  1. Fazer jejum antes ou depois das festas evita o ganho de gordura corporal?

 

MITO – O jejum extremo para “compensar” os exageros das festas pode prejudicar o metabolismo e levar à perda de massa muscular.

 

A compensação na alimentação é uma prática comum, geralmente envolvendo a redução de calorias ou a escolha de alimentos mais leves nos dias seguintes para equilibrar os excessos.

 

entanto, essa abordagem pode ser arriscada se não for feita de maneira consciente e acompanhada por um profissional nutricionista.

 

Para evitar que o ganho de peso temporário se transforme em gordura a longo prazo, é fundamental manter o equilíbrio e retomar os bons hábitos após as celebrações. 

 

  1. A dieta detox é a única forma de eliminar toxinas do corpo após um período de excessos?

 

MITO – O corpo humano possui mecanismos naturais que realizam a desintoxicação de maneira eficiente.

 

As modificações na dieta, como redução calórica ou períodos prolongados de jejum, podem causar variações de peso, mas a verdadeira eliminação de toxinas ocorre com uma alimentação equilibradarica em antioxidantes, aliada à prática de exercícios e hidratação adequada.

 

As dietas restritivas e “detox” extremos não são necessárias e podem até ser prejudiciais.

 

  1. Dentro de uma rotina alimentar saudável, sucos e chás oferecem antioxidantes importantes para o organismo?

 

VERDADE – Antioxidantes presentes em sucos e chás ajudam a combater o estresse oxidativo, promovendo a saúde celular e melhorando o metabolismo. Esses aliados podem contribuir para uma dieta equilibrada, mas é importante lembrar que o consumo excessivo, especialmente de certos tipos de chá, pode ter efeitos indesejados. Por isso, manter o equilíbrio é essencial para aproveitar os benefícios.

 

5. Retomar hábitos saudáveis após as festas ajuda a recuperar o peso?

 

VERDADE – O ritmo das festas geralmente envolve menos exercício físico e maior consumo calórico. Para retornar à rotina saudável, priorize alimentos como frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, evite dietas muito restritivas, beba bastante água e retome os exercícios. É importante definir metas alcançáveis, pois ajuda a manter a motivação.

 

Inchaço abdominal: pode ser causado por excesso de açúcares, sódio e álcool

 

Dicas 

 

Abaixo, o Alimente-se Bem separou quatro dicas para manter o equilíbrio:

 

1. Planeje suas refeições: Se possível, participe do planejamento ou preparo das ceias, incorporando receitas mais leves e equilibradas. Por exemplo, inclua saladas frescas, assados, ao invés de frituras, e sobremesas com frutas.

 

2. Evite as compensações extremas: Não é necessário “pular refeições” depois das festas. O jejum pode levar a excessos na próxima refeição. Recomece com uma alimentação balanceada no dia seguinte, sem restrições severas.

 

Comemore sem exageros e valorize as interações

 

3. Foque no convívio: Lembre-se de que o mais importante é a conexão entre amigos e familiares. Reduza o foco no excesso alimentar e valorize as interações.

 

4. Tenha bons hábitos constantes: O acúmulo de gordura corporal é resultado de excessos frequentes e da falta de uma rotina saudável, mais do que de um período isolado de comemorações. O segredo para evitar o ganho de gordura é retomar o equilíbrio e os bons hábitos logo após as festas.

 

Fonte: Alimente-se Bem/ Sesi

Setor de alimentação fora do lar registra mais de 148 mil novas empresas em 12 meses

 

O setor de alimentação fora do lar continua mostrando sua força como um dos pilares da economia brasileira. Segundo levantamento da Abrasel, entre novembro 2023 e novembro de 2024, foram abertas 148.232 novas empresas no segmento, considerando apenas aquelas registradas fora da categoria MEI (Microempreendedor individual).

 

O número reflete um momento de confiança no mercado e potencial de recuperação econômica para os bares e restaurantes.

 

O número de MEIs teve queda expressiva no período, saindo de 860 mil CNPJs para cerca de 660 mil. Boa parte deles cresceram e se transformaram em microempresas.

 

Outra parte teve baixa por parte da Receita Federal, por falta de pagamento das obrigações. São MEIs abertos por pessoas que perderam emprego na pandemia e deixaram de pagar a Declaração Anual de Faturamento (DAS) após conseguir nova recolocação. Com isso, hoje há cerca de 1,35 milhão de empresas no setor, sendo que 53,31% são não-MEIs.

 

Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, os dados evidenciam o papel estratégico do setor na geração de empregos e renda no país.

 

“O aumento na abertura de CNPJs não-MEIs mostra um fortalecimento do setor, que agora tem em sua maioria empresas com porte mais robusto, que empregam mais e pagam mais impostos. Os MEIs era maioria desde maio de 2020, agora estamos voltando a uma configuração mais saudável e equilibrada”, analisa Solmucci.

 

O otimismo também se reflete na expectativa de faturamento das empresas no setor. Pesquisa recente da Abrasel, indicou que 73% dos empreendedores esperam aumentar as vendas no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado.

 

“A confiança dos empreendedores reflete a importância do setor para a economia e para a geração de empregos. É um momento positivo que precisa ser acompanhado por ações concretas para apoiar essa retomada. Há uma preocupação grande em relação ao aumento de juros e ao dólar, e nosso setor é um dos que mais sentem este tipo de influência” completa.

 

Fonte: Abrasel

Foto: Divulgação / Abrasel