Chefs de Origem aproxima pequenos produtores e mercado de alta gastronomia

Valorizar a produção de alimentos de origem diferenciada e típicos da cultura alimentar brasileira. Essa é a proposta do movimento Chefs de Origem, lançado em evento que reuniu cerca de 300 participantes no espaço EXC, localizado no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Produtores, chefs renomados, especialistas e grandes nomes do cenário gastronômico nacional compareceram ao encontro.

Na abertura institucional, representantes da Michelin América do Sul, da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), da Abrasel e do Sebrae reforçaram a importância dos biomas e da valorização dos recursos gastronômicos brasileiros.

Bruno Quick discursou sobre os desafios para uma maior valorização dos chefs | Foto: Divulgação Sebrae/RJ

“A união de esforços para promover o empreendedorismo foi fortalecida. Assumimos a bandeira de valorizar o chef como embaixador da identidade local, o restaurante como vitrine e o prato como display da cultura. Os pequenos negócios preservam tradições e revelam os múltiplos Brasis que existem em cada receita. Entretanto, muitos produtores ainda enfrentam barreiras de acesso ao mercado. É hora de valorizar economicamente essas histórias, elevar a autoestima das comunidades e ampliar o alcance dessa riqueza, promovendo uma distribuição de renda mais justa” explica Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae.

Na mesa de debate, a chef Bel Coelho conversou com sete chefs que trabalham com biomas da Amazônia (Saulo Jennings), Cerrado (Diego Badra), Caatinga (Ieda de Matos), Pampa (Marcos Livi), Pantanal (Ariani Malouf), Amazônia Azul (Eudes Assis) e Mata Atlântica (Rodrigo Bellora).

Foto: Divulgação Sebrae/RJ

Ao longo do evento, sete estandes estavam expondo e vendendo produtos selecionados de produtores de Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. “Está sendo uma satisfação imensa poder dividir com as pessoas e mostrar um pouco da variedade dos nossos produtos. Eu fiz a curadoria de alguns produtos que estão aqui no lançamento do Chefes de Origem como laticínios, cajuína, doces, pães” conta Jonata Canela, do Rio Grande do Norte e embaixador do Movimento Feito Potiguar.

Para quem é do Rio de Janeiro, a emoção de participar do evento é ainda mais especial. “A importância de estar nesse evento é a oportunidade de ser vitrine para tantos chefs, tantos restaurantes e como foi falado ali na palestra, é uma porta de oportunidade para venda dos nossos produtos que são tão especiais, mas que as pessoas não sabem disso” comenta Fernanda Braga, produtora do estado.

Alex Atala finalizou o evento com uma palestra e um cozinha show | Foto: Divulgação Sebrae/RJ

As sessões de negócios que reunirão produtores locais e compradores vai acelerar a cadeia produtiva em uma plataforma on-line para promoção de rodada de negócios. Para finalizar o evento o chef Alex Atala contou sobre a trajetória de valorização dos ingredientes brasileiros e o poder transformador da gastronomia, além de realizar um cozinha show.

“A cozinha do futuro une sabor e consciência. Comer bem, com ética e responsabilidade, é o novo padrão. Ingredientes que não atendem aos valores de qualidade, sustentabilidade e origem serão naturalmente substituídos — a indústria se adapta, mas quem transforma é o cidadão. Como exemplo, foi preparada uma receita tradicional brasileira de arroz vermelho com ovo, valorizando produtos com Indicação Geográfica, que carregam história, cultura e identidade regional”, reforçou o chef Atala.

Carbono Zero

A partir do lançamento do Chefs de Origem, todos os eventos organizados pelo Sebrae Nacional serão de Carbono Zero. Todas as emissões de carbono foram mapeadas e compensadas por meio de aquisição de créditos do projeto Corredor dos Senandes, certificado pela ONU. Este projeto evita, em média, a emissão de 110 mil toneladas de carbono por ano, gera energia limpa e contribui para o desenvolvimento econômico local, com geração de empregos e ações sociais.

Fonte: Sebrae

  • Base de dados ajuda a indústria a criar análogos de pescados com precisão

    O crescente mercado de produtos análogos aos de origem animal já pode contar com uma base de dados abrangente sobre sete espécies de pescado de grande importância econômica e preferência de consumo no Brasil. Pesquisa pioneira da Embrapa Agroindústria de Alimentos e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) resultou na caracterização das propriedades físicas, químicas, funcionais e sensoriais das espécies. “Essas características são importantes para reproduzir o pescado à base de plantas (plant-based) ou de carne cultivada (cell-based), cujo mercado busca alimentos o mais próximo possível do produto fresco in natura”, explica a pesquisadora da Embrapa Fabíola Fogaça, que coordenou a pesquisa.

    As espécies alvo do estudo são: a Garoupa (Epinephelus marginatus), o Robalo (Centropomus spp.), o Bijupirá (Rachycentron canadum), o Atum Bigeye (Thunnus obesus), Atum Albacora (Thunnus albacares), o Camarão Cinza (Litopenaeus vannamei) e o  Salmão-do-Atlântico (Salmo salar), usado como modelo por já possuir um sistema de produção bem definido e um produto padrão.

    A pesquisa analisou e mensurou, de forma padronizada, atributos químicos como o pH, que mede o grau de acidez ou alcalinidade do músculo do peixe. Em geral, o pescado fresco tem pH levemente ácido.

    “Conhecer o pH natural do músculo de cada espécie é essencial para imitar as condições reais e reproduzir sabor, textura e estabilidade do pescado in natura”, pontua a pesquisadora. Essa informação pode ser a chave para medir o frescor, prever a vida útil, definir parâmetros de processamento e guiar a indústria de proteínas alternativas no desenvolvimento de produtos mais fiéis ao peixe convencional.

    Para ajudar a indústria a reproduzir de forma mais precisa o cheiro e o sabor no desenvolvimento de análogos (plant-based ou cultivados), o estudo avaliou o perfil de compostos aromáticos voláteis, uma espécie de impressão digital química do aroma do pescado, formada por pequenas moléculas que evaporam facilmente (aldeídos, cetonas, álcoois e hidrocarbonetos). “Determinar esse perfil ajuda a entender o bouquet aromático do peixe e saber, por exemplo, por que o salmão tem um cheiro distinto do robalo ou do atum”, esclarece Fabíola Fogaça.

    Conhecer a coloração típica do pescado ajuda a indústria de proteínas alternativas a simular visualmente o peixe real. A cor da carne, a microestrutura muscular e a textura são aspectos físicos que têm papel fundamental tanto na percepção sensorial pelo consumidor quanto na replicação em produtos análogos. A cor, por exemplo, é atributo decisivo de aceitação comercial, porque o consumidor associa diretamente cor à frescura, qualidade e espécie. Em todos os casos a cor foi avaliada com o alimento cru e cozido.

    Já as informações sobre as fibras musculares do peixe, incluindo a espessura e o tamanho dos espaços entre elas, quando reproduzidas nos análogos plant-based e cell-based, permitem ao consumidor a mesma sensação na boca que o peixe causa. Essa estrutura explica, por exemplo, porque um salmão “desfia” em lascas largas e um camarão tem carne mais firme. Com o uso de microscopia e análise da textura, os pesquisadores chegaram a essas informações de forma detalhada.

    Banco de dados inédito de características do pescado

    A base de dados resultante da pesquisa está hospedada na plataforma PISCES (Phylogenetic Index of Seafood CharactEriStics) – um índice filogenético de características de pescado –, criada e mantida pelo The Good Food Institute (GFI). A plataforma funciona como um repositório estruturado com informações padronizadas sobre espécies de pescado. Os resultados também alimentam o ATLAS (ArcheType Library for Alternative Seafood), outra ferramenta desenvolvida pelo GFI, que organiza informações qualitativas e quantitativas para orientar o setor na priorização e no desenvolvimento de análogos de pescado plant-based e cell-based.

    Essas duas ferramentas de alcance internacional compõem um repositório aberto das propriedades de pescados convencionais. Ao compartilhar tais dados de forma centralizada, visam “acelerar o desenvolvimento e a comercialização de alternativas de pescado”. Com a integração dos dados brasileiros ao PISCES/ATLAS, pesquisadores e startups de proteína alternativa passam a ter à mão uma variedade de informações úteis sobre essas espécies, facilitando a inovação baseada em evidências científicas.

    Referência para produtos plant-based e cultivados

    Segundo um levantamento do Good Food Institute com consumidores em 2020, os atributos sensoriais mais importantes a serem reproduzidos por alternativas de pescado são aparência, cor e textura. No entanto, outros fatores menos óbvios – como o pH, a microestrutura muscular, a funcionalidade das proteínas, o grau de frescor e a presença de compostos voláteis aromáticos – também afetam diretamente a experiência sensorial do consumidor. Por isso, medir e entender esses parâmetros através de técnicas analíticas padronizadas é fundamental para correlacioná-los com as percepções de sabor, aroma e consistência do pescado.

    Com a criação desse banco de dados inédito, tais informações passam a estar disponíveis de forma unificada e comparável. Em outras palavras, detalhes sobre as características do músculo de peixes reais, torna possível o desenvolvimento de fórmulas e processos que resultem em salmões ou camarões alternativos mais realistas, seja utilizando proteínas vegetais texturizadas ou cultivando células de peixe em biorreatores, – entregando ao consumidor final aparência, sabor e textura semelhantes aos do pescado convencional.

    Lacuna de dados preenchida com padronização e qualidade

    Antes desse banco, não existia um repositório abrangente de dados físico-químicos e sensoriais de diferentes pescados que pudesse orientar de forma integrada a pesquisa e a inovação em alternativas ao peixe. “Os dados disponíveis na literatura estavam fragmentados e dispersos, muitas vezes obtidos por métodos não comparáveis de uma espécie para outra”, relata a pesquisadora Fabíola Fogaça (foto à direita) .

    Ao aplicar protocolos uniformes de análise nas diferentes espécies, a pesquisa gerou resultados de qualidade que trazem diversos benefícios potenciais para a ciência e a indústria de proteínas alternativas:

    • Compreensão aprimorada: melhorar a compreensão da estrutura e composição do músculo do pescado, subsidiando o desenvolvimento de análogos mais competitivos.
    • Avaliação otimizada: otimizar a avaliação dos atributos de qualidade do pescado e de seus produtos análogos, permitindo comparações mais consistentes e confiáveis.
    • Maior aceitação de mercado: definir parâmetros-chave que possam melhorar a aceitação dos produtos alternativos de pescado pelo consumidor.

    O conhecimento gerado cria uma base científica sólida para embasar a formulação de novos alimentos sustentáveis. Tal como ocorreu com as carnes vermelhas e aves – que contam há décadas com estudos detalhados de composição e qualidade –o setor de seafood alternativo dispõe agora de referências para evoluir em direção a produtos mais realistas.

    Os pesquisadores enfatizam que compreender o pescado convencional em nível celular e molecular é fundamental para que a indústria consiga igualar os produtos de pescado alternativo aos seus equivalentes convencionais em sabor, textura, cor e aroma.

    Próximos passos

    Como próximos passos, a equipe pretende aplicar esse conhecimento na criação efetiva de produtos alternativos. Para a equipe de pesquisadores, o avanço se dará com o uso dos dados na produção de pescado cultivado ou plant-based.

    “A expectativa é que esses dados impulsionem novas pesquisas e contribuam para levar ao mercado produtos de origem vegetal ou cultivada com qualidade cada vez mais próxima à do pescado tradicional”, finaliza Fabíola Fogaça.

    Guia prático

    Além de alimentar bancos de dados internacionais, os resultados foram compilados no Catálogo de Caracterização do Pescado Marinho para a Indústria de Proteínas Alternativas, publicado em 2025. Esse catálogo resume as propriedades levantadas para cada espécie estudada, servindo como guia prático para empresas de alimentos e startups de biotecnologia interessadas em criar sushis veganos, fishburgers vegetais, salmão cultivado e outras inovações. Trata-se de um material inédito que preenche uma necessidade do setor, ao reunir informações antes dispersas em um só documento de referência.

    Imagem acima: reprodução da capa da publicação

    Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos

    Abrasel no MS homenageia os profissionais que brilham nas cozinhas

     

     

    20 de outubro é o dia internacional do chef de cozinha e para homenagear esses profissionais de excelência, a Abrasel no MS realiza a ação pocket Semana do chef de cozinha, com apoio do Sebrae, produzindo e publicando vídeos com os chefs Junior Vasconcelos, do D’Casa Restaurante, André Nardo, do Divino Prato e Paolla Fernandes do Funky Fresh.

     

    O presidente da Abrasel no MS, João Francisco Denardi, lembrou que ser chef vai muito além de criar pratos. “Além do talento culinário, o chef precisa entender de gestão, liderança, nutrição e inovação, por isso essa profissão é tão valorizada e perseguida por quem trabalha nas cozinhas. Chegar ao cargo de chef é coroar todo o esforço e dedicação pela profissão e isso, com certeza, merece ser homenageado. E, a ação pocket tem justamente essa finalidade, mostrar por meio de um vídeo profissional quem se destaca e se dedica a oferecer os melhores sabores e técnicas para os clientes”.

     

    Paola Lani, executiva da Abrasel no MS, reforçou o apoio do Sebrae à ação pocket. “Nossa intenção é dar visibilidade para nossos associados, e o apoio do Sebrae é fundamental para entregarmos vídeos profissionais e que valorizam nossa culinária”.

     

    Os vídeos serão compartilhados nas redes sociais da Abrasel no MS e dos estabelecimentos participantes. Acesse @abraselms

     

    Chef de cozinha

     

    O papel de chef de cozinha tem suas origens na Idade Média. De acordo com registros históricos, os grandes banquetes servidos para a nobreza eram elaborados por “cozinheiros reais”, que mantinham um status de privilégio dentro das cortes europeias. 

     

     

    No século 19, o chef Georges-Auguste Escoffier atingiu status de celebridade ao reorganizar a brigada de cozinha do Hotel Savoy, em Londres. Após fazer carreira dentro do exército francês, o chef intensificou a eficiência das cozinhas profissionais, estabelecendo hierarquia dentro das estações de trabalho e melhorando a qualidade do serviço. Além disso, seu talento se estendia muito além da organização da cozinha, mas também era muito bem expresso na harmonização dos ingredientes e composição dos pratos.

     

    Nos dias atuais, para ser um chef de cozinha, é preciso ter formação em gastronomia, que pode ser um curso técnico ou superior, além de adquirir experiência prática em cozinhas profissionais. É fundamental desenvolver habilidades culinárias, de gestão, liderança de equipe e planejamento de cardápios, e também ter noções de nutrição e segurança alimentar. 

    Bares, restaurantes e o paradoxo: entre o desperdício e as doações

    A operação de estabelecimentos fora do lar acontece com margens reduzidas. A lógica é aproveitar o máximo dos ingredientes e evitar perdas, afinal, aos custos dos produtos, são somados a energia elétrica, a água, a mão de obra e toda estrutura de produção. Quando há sobras, elas representam perdas financeiras, mas também podem servir de alimento para os mais necessitados.

    No início do mês, o Governo Federal instituiu a Lei nº 15.224, que diz respeito a Política Nacional de Combate à Perda e ao Desperdício de Alimentos (PNCPDA), que busca ampliar o diálogo entre governo, sociedade e iniciativa privada sobre o uso de recursos e a promoção da segurança alimentar no país.

    A nova política estabelece princípios como a visão sistêmica das perdas, a educação para o consumo sustentável, o fortalecimento dos bancos de alimentos e a criação do Selo Doador de Alimentos, que reconhecerá estabelecimentos doadores que atendam aos critérios de segurança e qualidade.

    Educação e eficiência: o papel das boas práticas

    Com o propósito de orientar o setor, a Abrasel disponibilizou a cartilha “Como evitar desperdício de alimentos e economizar no seu bar ou restaurante”, que reúne procedimentos práticos para reduzir perdas na operação. O material é gratuito e aborda desde o armazenamento adequado até o reaproveitamento responsável de alimentos, orientando empreendedores a transformar a gestão em aliada da sustentabilidade. O material está disponível clicando aqui.

    Para Adriana Lara, líder de Educação e Produtividade da Abrasel, o equilíbrio entre eficiência e solidariedade é um desafio diário para o setor de alimentação fora do lar. Ainda assim, mesmo nas operações mais eficientes, excedentes acontecem e podem ser transformados em um gesto de impacto social.

    “A sustentabilidade começa dentro da cozinha. Quando o empresário controla o estoque, planeja o cardápio e treina sua equipe, ele não está só evitando desperdício, mas também fortalecendo a saúde financeira do negócio. Contudo, mesmo em operações bem planejadas, sobras podem acontecer. Nesse momento, pode ser feita a doação segura e simplificada, e o excedente deixa de ser perda e passa a ser oportunidade de gerar valor social”, comenta.

    Da eficiência à solidariedade: a ponte da doação

    Mesmo com gestão precisa, excedentes podem acontecer. Nesses casos, a doação de alimentos seguros e dentro do prazo de validade representa a alternativa mais responsável, agora fortalecida pela PNCPDA, que traz diretrizes para simplificar e ampliar as ações de redistribuição.

    A legislação também prevê incentivos e parcerias que podem aprimorar a segurança jurídica e logística das doações, ponto considerado essencial para ampliar a participação de bares e restaurantes nessas iniciativas.

    Fonte: Abrasel

    Estão abertas as inscrições para evento que conecta gastronomia e produtores de alimentos de origem

    A conexão entre o campo e a gastronomia brasileira ganha um novo espaço de valorização: estão abertas as inscrições para o lançamento do Chefs de Origem, evento que busca dar visibilidade aos produtos de origem e a cultura alimentar do país.

    Promovida pelo Sebrae com o apoio da Abrasel, a iniciativa contará com duas sessões de negócios com o objetivo de gerar parcerias entre empreendedores do setor de alimentação fora do lar e pequenos produtores, além de aulas-show com chefs renomados e painéis sobre gestão e empreendedorismo.

    O lançamento do projeto ocorrerá no dia 22 de outubro, no EXC Rio (Jardim Botânico, Rio de Janeiro). Os empreendedores interessados em participar do lançamento do Chefs de Origem podem se inscrever gratuitamente por meio do formulário.

    Com uma programação que une conhecimento, negócios e experiências gastronômicas, o evento terá palestras, painéis e cozinha-show com grandes nomes da gastronomia nacional, além de exposição, degustação e venda de produtos típicos dos biomas brasileiros.

    Sessão de negócios

    Já a Sessão de Negócios, voltada à geração de oportunidades comerciais entre empreendedores e produtores locais, consistirá em reuniões rápidas e simultâneas, nas quais cada participante tem dois minutos para apresentar sua empresa, trocar cartões e materiais informativos, e depois seguir para uma nova rodada de conversas. As sessões ocorrerão no dia 22 de outubro, das 14h às 16h e das 16h às 18h.

    Trata-se de um momento único para os empreendimentos de alimentação terem a oportunidade de conhecer e firmar parceria e/ou fechar negócios com fornecedores de produtos diferenciados e típicos dos biomas brasileiros, muitos premiados, originários de regiões de Indicações Geográficas e com selos exclusivos. É o primeiro passo para levar inovação aos seus cardápios, proporcionando uma experiência gastronômica única aos seus clientes.

    As vagas para a sessão de negócios são limitadas e podem ser feitas preenchendo o formulário de inscrição próprio para participar das rodas de conversa.

    Confira abaixo a programação do evento:

    Apresentação: jornalista, escritor, palestrante e apresentador Zeca Camargo

    13h30 –Abertura

    14h – Mesa de debate com Chefs dos Biomas: A importância da valorização dos ingredientes brasileiros e seu impacto na gastronomia e no desenvolvimento local

    • Mediadora – chef Bel Coelho

    • Amazônia – chef Saulo Jennings

    • Cerrado – chef Diego Badra

    • Caatinga – chef Ieda de Matos

    • Pampa – chef Marcos Livi

    • Pantanal – chef Ariani Malouf

    • Amazônia Azul – chef Eudes Assis

    • Mata Atlântica – chef Rodrigo Bellora

    15h – Slow Food apresenta A biodiversidade brasileira e as tendências de valorização e sustentabilidade

    • Palestrante: Georges Schnyder (conselheiro do Slow Food e Embaixador da UNISG)

    15h35 – Lançamento do Movimento Chefs de Origem:

    • Palestrante: Bruno Quick (diretor-técnico do Sebrae Nacional)

    16h – Chef Alex Atala: Minha trajetória de valorização dos ingredientes brasileiros e o poder transformador da gastronomia

    16h40 – Cooking show com o chef Alex Atala

    17h30 – Coquetel de Encerramento

    Fonte: Abrasel

    Festival Bar em Bar segue com inscrições abertas e promete movimentar bares de todo o país

    Estão abertas as inscrições para a 19ª edição do Festival Bar em Bar, promovido pela Abrasel. Com o tema “A cidade inteira cabe no bar”, ele acontece de 30 de outubro a 16 de novembro, e os empresários do setor têm até o dia 15 de outubro para garantir a participação de seus estabelecimentos, pelo site oficial do evento.

    Mais do que uma vitrine para porções criativos, o festival é uma oportunidade concreta de atrair novos públicos, aumentar o faturamento e fortalecer a marca dos bares participantes.

    Daniel Borges, líder de Marketing da Abrasel, explica que a participação no evento se conecta diretamente à atração e fortalecimento da base de clientes. “Um estabelecimento de sucesso entende que o relacionamento com o cliente começa antes de ele entrar no salão e continua depois, nos diversos canais em que ele está.”

    “Estar no Bar em Bar é como estar numa rua cheia: você entra no fluxo certo, influencia a decisão antes de o cliente conhecer a casa e chama atenção justamente quando ele escolhe onde comer e se divertir. O festival cria um polo de consumo e permite novas experiências no salão, com pratos e produtos que despertam a curiosidade de clientes novos e antigos”, comenta Daniel.

    Impactos reais

    Aline Silva de Araújo, proprietária do Bar do Vila, em Macapá (AP), conta que já participou de três edições. “O festival trouxe mais movimento e ajudou a atrair clientes que ainda não conheciam o bar. Participar foi uma ótima forma de divulgar a casa e fidelizar esse novo público”, afirma.

    “Durante as edições anteriores, registramos um crescimento significativo no faturamento, especialmente pelo aumento no consumo das porções que foram destaque no festival”, acrescenta a empresária.

    Em Fortaleza (CE), o Zé Bodega também colheu bons frutos. Segundo o proprietário Henry Pinheiro Vidal, o evento foi decisivo para renovar o público e impulsionar as vendas.

    “Sentimos que o público mudou, teve muita carinha nova com a divulgação do concurso. Com o movimento da última edição do festival, tivemos um aumento de 10% no faturamento”, comemora. “A expectativa para este ano é a melhor possível. Queremos nos destacar!”

    A cada edição, o Festival Bar em Bar mobiliza milhares de consumidores em todo o país, valorizando a cultura do bar brasileiro e promovendo a criatividade gastronômica.

    Inflação em bares e restaurantes é menor que o índice geral em setembro

    A inflação do setor de alimentação fora do lar em setembro ficou em 0,11% segundo o IPCA divulgado na quinta-feira (9), ficando abaixo do índice geral — que registrou alta de 0,48%. Os números, divulgados pelo IBGE, indicam que os empreendedores de bares e restaurantes voltaram a conter repasses dos custos aos consumidores.

    Os dados também refletem um movimento de cautela entre os empresários do setor, que buscam equilibrar margens e preservar o consumo em um momento de recuperação gradual da renda das famílias. Dentro do grupo, as refeições tiveram deflação de -0,16%, enquanto os lanches subiram 0,53%.

    A cautela no repasse fica evidenciado pela pesquisa mais recente da Abrasel: segundo o levantamento, mais da metade dos empreendedores (56%) reajustaram os preços dos cardápios conforme ou abaixo da inflação nos últimos 12 meses; outros 38% não conseguiram fazer nenhum ajuste.

    Para Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, o resultado mostra que o setor segue fazendo um esforço para manter os preços atrativos aos clientes. “Mesmo com o avanço da inflação geral, os bares e restaurantes estão evitando repasses diretos ao consumidor. O objetivo é preservar o poder de compra e estimular o hábito de sair de casa, que é fundamental para a economia e para os empregos”, afirma.

    A decisão dos empreendedores de não repassar integralmente a inflação para os cardápios é uma estratégia que muitos empresários têm adotado para não perder clientes, algo que está auxiliando no atual cenário de equilíbrio dos negócios no setor: a pesquisa da Abrasel de setembro indicou que o setor de alimentação fora do lar tem o menor número de empresas operando em prejuízo desde a pandemia (16%).

    Fonte: Abrasel

    Abrasel no MS participa do Conexão Gastronômica do Celeiro do MS, em Dourados

    A secretária executiva da Abrasel no MS, Isabella Ribeiro, representou a entidade no evento e pontuou as vantagens e benefícios oferecidos aos associados, bem como reforçou a atuação para o fortalecimento do setor. “Aproveitamos essa oportunidade para mostrar aos empresários como a Abrasel no MS atua, estando presente nas principais pautas relacionadas a bares e restaurantes, defendendo e fortalecendo o setor e ainda oferecendo benefícios e vantagens que facilitam o dia a dia de quem trabalha com alimentação fora do lar”.

    Rodrigo Jeferson Trambuch, presidente do Celeiro do MS e associado Abrasel no MS, agradeceu a presença da entidade no evento. “Primeiro agradecer à Isabella e ao André pelo esforço de movimentar a Abrasel para participar desse evento importantíssimo que o Celeiro do MS fez hoje aqui em Dourados, para a gente conseguir criar um movimento para o setor de gastronomia não só de Dourados, mas de toda a região da Grande Dourados. E a gente sai dessa reunião com uma proposta de ação a ser implementada no começo do ano que vem e que com certeza vai dar certo com o apoio da Abrasel, com o apoio do Sebrae, de todas as organizações que estavam ali participando, a gente vai conseguir implementar esse projeto. Em especial, eu quero agradecer a cada um dos nossos empresários da Abrasel que conseguiram vir e participar desse evento”.

    O Conexão Gastronômica do Celeiro do MS reuniu 12 cidades da região da Grande Dourados numa jornada para pensar, criar e transformar ações regionais que valorizem a culinária, fortalecendo negócios e experiências gastronômicas. O evento foi realizado com sucesso, sendo uma oficina de muita ideação que impactou o setor de gastronomia do Território da Grande Dourados.

    Celeiro do MS

    O Celeiro do MS foi criado a partir do programa LIDER – Liderança para o Desenvolvimento Regional do Sebrae/MS, realizado entre 2021 e 2022. De acordo com o gerente da Regional Sul do Sebrae/MS, Marcus Faria, o programa mobilizou lideranças locais para impulsionar o crescimento e a melhoria dos municípios, estimulando a articulação de movimentos independentes voltados para a execução de ações estratégicas.

    No Shopping Bosque dos Ipês, Festival da Culinária Sul-Mato-Grossense

    Até domingo, 12 de outubro, o Shopping Bosque dos Ipês será palco do Festival da Culinária Sul-Mato-Grossense, um evento que reúne sabor, cultura e tradição em um só lugar.

    O festival celebra a rica diversidade gastronômica de Mato Grosso do Sul, oferecendo ao público a oportunidade de experimentar pratos típicos que representam a identidade e os sabores da região. Entre as delícias, estarão presentes clássicos como o arroz carreteiro, sobá pantaneiro, frango com pequi, puchero, saltenha, espetinho, sarrabulho, além de outras iguarias tradicionais que fazem parte da mesa e do coração dos sul-mato-grossenses.

    Além da gastronomia, o evento contará com programação cultural, promovendo um ambiente de convivência, lazer e valorização das tradições locais. A iniciativa é realizada pela ACVV-MS em parceria com o Shopping Bosque dos Ipês.

    O Festival da Culinária Sul-Mato-Grossense acontece no estacionamento do shopping, no acesso A, a partir das 18h e terá entrada gratuita.

    O Shopping Bosque dos Ipês fica na avenida Cônsul Assaf Trad, 4796, Novos Estados. Mais informações pelo telefone (67) 3004-5555 ou pelo site bosquedosipes.com . Siga a página do shopping nas redes sociais @bosquedosipes e fique por dentro de todas as novidades.