Abrasel | Mesa ao Vivo Brasília: Conheça os nomes e temas confirmados no 36º Congresso

Maior encontro de conhecimento e inteligência do setor de alimentação fora do lar, o 36º Congresso Abrasel | Mesa ao Vivo Brasília é um evento confirmado no calendário de empreendedores de todo o Brasil que querem buscar soluções de negócio e a evolução dos resultados em bares e restaurantes.

Com o tema Produtividade – Novos horizontes, grandes resultados, o evento acontece nos dias 14 e 15 de agosto e traz diversas abordagens sobre como a Inteligência Artificial pode ser uma forte aliada para impulsionar o segmento. O Congresso também promove o diálogo sobre os desafios e oportunidades para a alimentação fora do lar no Brasil e sobre o fortalecimento do ambiente empreendedor no país.

Nos dias 14 e 15, painéis apresentando vivências, adversidades e soluções para o setor irão reunir profissionais de destaque para transmitir seu conhecimento e agregar à bagagem dos participantes. Conheça os membros de cada painel:

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Projeto PANC – Futuro na Mesa, do SESC MAIS, realiza aula-show com o chef Paulo Machado

No dia 1º de agosto, quinta-feira, às 19 horas, o Sesc MS, por meio do Sesc Mais, realiza uma aula-show do Projeto “PANC – Futuro na Mesa”, com o chef Paulo Machado, com intuito de estimular um debate voltado a inserção de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) na alimentação diária das pessoas.

 

O evento será no Sesc Sabor & Arte Centro, na rua Dom Aquino, 1.631. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.

 

Paulo Machado, que é um dos grandes nomes da culinária de Mato Grosso do Sul e responsável pela disseminação da cultura local em diversas aulas de gastronomia pelo Brasil e pelo mundo, conta que teve a chance de conhecer as PANC há quase 20 anos. Foi quando trabalhou em um projeto no Centro de Pesquisa em Gastronomia Brasileira, em São Paulo, com uma unidade de plantações de ervas e especiarias chamada “Sabor de Fazenda”. Na ocasião, foi feita uma matéria sobre o tema com receitas do chef que usavam plantas como dente-de-leão, bertalha, ora-pro-nóbis e capuchinha. A partir de então, ele não só incorporou as PANC em suas produções, mas também à própria dieta.

 

“O Sesc encampar essa ideia de entregar para a população de Campo Grande e região um conhecimento maior das PANC é algo que urge, no sentido de entender o que a gente tem no nosso entorno: um clima semitropical, muitas vezes bem aquecido; temos as épocas das chuvas; a época da seca; um solo muito fértil e tudo isso contribui para que a gente tenha plantas alimentícias não convencionais, que por muito tempo foram chamadas de ‘pragas’ e hoje servem de alimento. Então, é quase que um encontro de gerações porque muitos dos nossos avós, bisavós já usavam essas plantas, tanto para o uso medicinal, quanto para o uso na culinária”, reflete o chef, lembrando que as PANC atualmente são incorporadas por muitos dos que trabalham com gastronomia.

 

Paulo Machado é chef do Instituto Paulo Machado, apresentador de TV do canal Modo Viagem da Rede Globo e colunista de gastronomia da CBN, além de ministrar aulas sobre gastronomia pelo Brasil e pelo mundo. Foi convidado especial do MasterChef Brasil e apresentador do Sabor à Prova. Em 2015, recebeu o Prêmio Dólmã de melhor chef de cozinha na categoria nacional e, em 2018, ganhou o concurso do programa Fantástico com o melhor estrogonofe do Brasil, feito com carne de jacaré.

 

Projeto PANC – Futuro na Mesa

 

Estima-se que haja cerca de 78 mil pessoas em situação de extrema pobreza em Mato Grosso do Sul, conforme o Instituto Jones dos Santos Neves (2023) e que cerca de 40% da população possua algum tipo de obesidade, de acordo com dados de 2024 do IBGE. Dentre os principais motivos, estão a falta de uma alimentação saudável, com destaque para os altos valores dos alimentos, autocontrole e falta de tempo.

 

Com base nestes dados, o projeto “PANC – Futuro na Mesa” foi concebido com foco em uma alimentação mais acessível e sustentável, incentivando a inserção das PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e frutos do cerrado nas escolas e comunidades em situação de vulnerabilidade social de Campo Grande, além de estimular a geração de renda.

 

Nos dias 20 e 21 de junho, o projeto foi lançado, em parceria com o Recanto das Ervas. No primeiro dia, houve um bate-papo com a nutricionista e criadora do termo PANC no Brasil, Irany Arteche e no seguinte um dia de campo na Agrofloresta Flor do Cerrado Brasil, localizada no Indubrasil, com a participação de cerca de 80 pessoas, entre acadêmicos, professores, representantes de instituições sociais, chefes de cozinha e nutricionistas.

 

 

Trigo: fonte de energia e glúten

 
 
Uma das principais fontes de carboidratos e proteínas do ser humano, o trigo possui glúten em sua composição e está presente no pão, na farinha, biscoitos, bolos, massas, tortas e pizzas. Ganhou destaque nos últimos tempos e virou objeto de discussões nas últimas décadas, principalmente voltado à assuntos relacionados à doença celíaca.
 
 
O trigo é consumido e cultivado desde 4000 a. C. e possui três estruturas: o gérmen, a casca e o endosperma. É rico em vitaminas do complexo B e minerais, principalmente ferro, magnésio e fósforo.
 
 
No mês de julho, o mundo celebra uma das mais amadas e versáteis delícias gastronômicas: a pizza. O trigo desempenha um papel importante na fabricação da pizza, sendo a base principal da massa que dá estrutura e textura ao prato. A qualidade e a espécie do trigo utilizado influenciam diretamente na elasticidade da massa, sua capacidade de fermentação e no sabor final da pizza.
 
 
Para garantir uma massa perfeita, os pizzaiolos precisam selecionar trigos de alta qualidade e saber equilibrar os ingredientes para obter a consistência desejada. Além disso, o cuidado com o processo de preparo, como o tempo de descanso da massa e a temperatura de cozimento, são cruciais para garantir que a pizza tenha a textura leve e crocante, que a torna tão apreciada.
 
 
O problema não é o trigo em si, mas sim a forma como ele é utilizado na fabricação de alguns produtos e os ingredientes que costumam o acompanhar. “O glúten é formado por proteínas e está presente no trigo. É importante pois dá elasticidade na massa e é responsável pela retenção do gás carbônico expelido no processo de fermentação. O glúten deve ser retirado da dieta apenas em casos de intolerâncias ou alergias, como a doença celíaca. Nesses casos é importante o acompanhamento de profissionais médicos e nutricionistas para uma melhor qualidade de vida desses indivíduos.”, destaca Danielle Miron, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da Uniderp. 
 
 
 
Além de sua rica história e evolução ao redor do mundo, a pizza também destaca a criatividade dos chefs e a diversidade gastronômica. É uma oportunidade para experimentar novos sabores ou reviver memórias gustativas, transformando simples refeições em momentos memoráveis de partilha e celebração da boa comida.
 
 
 
Sobre a UNIDERP
 
Fundada em 1974, a Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp) já transformou a vida de milhares de alunos, oferecendo educação de qualidade e formação compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, mestrado, doutorado e extensão, presenciais ou a distância. Uma das universidades mais tradicionais do estado do Mato Grosso do Sul, presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio do Núcleo de Práticas Jurídicas e das Clínicas-Escola na área de saúde que abre espaço para a atuação dos acadêmicos, unindo formação de qualidade com a preocupação de compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. O curso de Medicina oferece infraestrutura completa com laboratórios de simulação que aprimoram o aprendizado por meio de aulas práticas. A universidade tem parcerias em hospitais conveniados, em diversos pontos da região, com programa de estágio e residência. Para mais informações, acesse o site.
 

Chef Bel Coelho no 36ª Congresso Abrasel

Nos dias 14 e 15 de agosto ocorrerá o 36º Congresso Abrasel | Mesa ao Vivo Brasília, evento que discute desafios e propõe soluções inovadoras para o setor de alimentação fora do lar. O Congresso será presencial em Brasília, mas com transmissão gratuita e online para todo o Brasil. Para acompanhar, basta se cadastrar no site.

Com uma programação variada, o Congresso Abrasel, realizado em parceria com o Mundo Mesa, inclui painéis de debate, aulas-show de gastronomia com renomados chefs brasileiros e oportunidades de networking.

Além das atividades principais, o evento contará com uma feira de pequenos produtores locais (Farofa) e uma degustação com restaurantes de Brasília (Melhor das Cidades), organizada pela revista Prazeres da Mesa.

Entre os palestrantes confirmados nos painéis, estão nomes influentes do empreendedorismo e da gastronomia nacional, como a chef Bel Coelho, proprietária do Cuia Restaurante e apresentadora do programa de TV Food Connection, no canal Sabor e Arte.

Cuia, de Bel Coelho, valoriza cozinha brasileira criativa

Chef de cozinha desde os 23 anos, Bel Coelho iniciou a sua carreira como estagiária nos restaurantes Laurent Suaudeau e Fasano. Ao decorrer do tempo, compôs a cozinha de outros negócios, como o D.O.M, Madeleine, Buddha Bar e Sabuji. A chef também atuou fora do país, como em Portugal, Espanha, Inglaterra e França.

Em 2009, Bel Coelho abriu o seu próprio negócio, o Cuia. No ano passado, o negócio recebeu o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, prêmio focado na gastronomia de qualidade a um bom preço. O restaurante, como a própria chef destaca, é focado em valorizar a cozinha brasileira criativa, exaltando ingredientes e receitas nacionais.

Bel Coelho é um exemplo de sucesso em um setor cuja presença feminina tem se fortalecido ano após ano. Segundo dados de levantamentos da Abrasel, a partir de informações fornecidas pelo Caged e pela PNAD, são cerca de 3 milhões de mulheres trabalhando nos bares e restaurantes, entre empreendedoras e trabalhadoras com ou sem carteira assinada.

E a força feminina na gestão dos negócios é o tema da palestra da chef Bel. Mediada pela jornalista Mariella Lazaretti, da revista Prazeres da Mesa, o painel “A mulher onde ela quiser: como ocupar espaços e vencer preconceitos da cozinha ao empreender”.

A palestra abordará tópicos sobre a atuação feminina, tanto na parte técnica quanto no processo de gerir, consolidar e expandir um negócio, enfrentando desafios como desigualdade de gênero, representatividade e a atuação das mulheres na gastronomia.

O painel ocorrerá no dia 15 de agosto, às 10h20, no auditório do centro universitário do IESB na Asa Sul de Brasília, com transmissão online para todo o Brasil. Para retirar os ingressos e acompanhar presencialmente, basta retirar o ingresso no Sympla; para assistir pela internet, basta se cadastrar no site do Congresso gratuitamente.

Serviço:
36º Congresso Nacional Abrasel | Mesa ao Vivo Brasília
14 e 15 de agosto
Realização: Abrasel e Mundo Mesa
Patrocínio: Alelo, Ambev, BAT, Caixa, Coca-Cola Brasil, Diageo, Friboi, Heineken, iFood, Philipe Morris Brasil, PicPay, Pluxee, Santander, Seara, Stone, Tectoy e Ticket.
Apoio: IESB, Unecs e Reutiliza-Já.
Parceria de mídia: Bares & Restaurantes e Correio Braziliense
Mais informações em: congressoabrasel.com.br/

Padaria aumenta em 20% faturamento com digitalização

Farinha, fermento, açúcar… Mas também aplicativos, marketing digital e tecnologias são os ingredientes que fazem a Arizona Pães, em São Paulo (SP), crescer cada vez mais. Criado em 1983, o negócio familiar faz parte de um grupo de empresas (com quatro unidades espalhadas pela capital) que tem se reinventado, conquistado novos clientes e aumentado o faturamento com a digitalização – a média, nos últimos anos, é de um incremento de 20%.

A possibilidade de crescimento é muito grande, principalmente para quem busca inovação, tecnologia e melhoria de qualidade. O nosso crescimento é baseado na busca por melhorar o ambiente para o cliente, fazendo com que a padaria seja uma extensão da casa dele. Que seja um ponto de encontro agradável, sempre levando inovação, tendências, novidades e um bom atendimento.

Rodrigo Chaluppe, sócio da Arizona Pães

Segundo Chaluppe, que é formado em Engenharia de Alimentos, a tecnologia só vem a somar na condução do negócio. Algumas das novidades que a padaria dispõe são: totens de autoatendimento, cardápio com QR Code nas mesas e a possibilidade de fazer todo o pedido on-line (com clube de pontos para quem utiliza a opção), uso de aplicativos de entrega (delivery) e de ferramentas digitais que apoiam nos pedidos e nos pagamentos feitos pelo WhatsApp, como o Anota AI e o Epadoca.

Outro aliado é o Instagram, que serve como vitrine para os quitutes e para aproximar a clientela da padaria e dos seus colaboradores. “Temos observado que o perfil do cliente tem mudado. Os mais novos já fazem tudo pelo celular. Para quem ainda não o utiliza, só posso dizer: não perca mais tempo!”, sugere Rodrigo. “As ferramentas digitais vão melhorar o negócio, a gestão, as vendas, os processos, a divulgação e a fidelização da marca para os clientes e colaboradores. As ferramentas digitais vieram para ficar”, completa.

O gestor conta ainda que a padaria tem se tornado referência na região e que a busca por inovação tem passado para o lado de dentro do balcão. “Sempre estamos atrás de colocar um equipamento diferente na área de produção para que otimizar os processos em escala e conseguir um produto de qualidade, além de diminuir as perdas”, detalha.

Sebrae junto com as padarias

O Sebrae é parceiro das padarias na implementação de ferramentas digitais no negócio. Por isso, nos dias 23 e 26 de julho, estará na maior Feira de Panificação e Confeitaria do país, a Fipan.

O objetivo é alavancar os pequenos negócios por meio da transformação digital, com ações voltadas para a melhoria da gestão e vendas. Os principais benefícios são ampliar alcance no mercado, conquistar novos clientes e aumentar as vendas de forma significativa, além de trazer mais eficiência na gestão do negócio.

Bruno Lopes, analista de Competitividade do Sebrae

Festa de sabores que dura o ano todo

 

O mês de julho. assim como junho, é também marcado pela alegria das músicas e comidas típicas e serve de tema para muitas comemorações. Números de um levantamento feito pelo Ministério do Turismo, com informações das Secretarias Estaduais e Municipais de Turismo, e divulgado na segunda quinzena do mês apontam que mais de 21,6 milhões de pessoas devem curtir os tradicionais festejos pelo Brasil. A representatividade desta que é considerada a segunda maior festa do país, perdendo apenas para o Carnaval, foi confirmada com a aprovação do Senado e posterior sancionamento pela Presidência da República da Lei nº 14.900, de 21 de junho de 2024, que reconhece as quadrilhas juninas como manifestação da cultura nacional.

 

Em todos os anos, a criatividade do povo brasileiro faz nascer novos sabores nessa mistura. Em Goiânia, por exemplo, duas paixões se uniram e vem fazendo a alegria de muita gente: pastel e pamonha. O prato nasceu da curiosidade de uma família proprietária de uma pastelaria na capital.

 

Há dois anos e meio no mercado, o Quintal da Zi começou como delivery na pandemia, tendo a família se unido para comercializar pastéis. De lá para cá, o quintal da casa literalmente ganhou vida reunindo todas as noites pessoas para rodadas de pastéis com sabores diferentes. Entre os sabores, o de carne seca e costela com tomate e muçarela têm a preferência do público, inclusive com os molhos produzidos em um fogão a lenha. No entanto, uma combinação bem inusitada fez o movimento aumentar, inclusive com o registro de clientes que andam longe para conhecer a mais nova iguaria do cardápio. Quem afirma é Jennifer Moraes Silva, filha da proprietária.

 

“Meu irmão e a mãe são sócios na pastelaria e apaixonados por pamonha. Em uma tarde em casa, o irmão chegou com uma pamonha e utilizou para rechear um pastel. Acabou que todo mundo aprovou, achou uma delícia e eles aproveitaram a época junina pra poder lançar e ver como seria a aceitação dele”, conta Jennifer. O local ganhou destaque na imprensa, com a criação do prato como edição especial para período junino, e que agora tem tudo para permanecer no cardápio. “Até o momento, a aceitação dele foi de 100%. Temos uma amiga da igreja que produz pamonha há mais de 15 anos. Como conhecíamos a procedência e que é extremamente saborosa também, passou a nos fornecer a pamonha pronta e recheamos os pastéis. Hoje, 40% das nossas vendas estão revertidas no pastel de pamonha nesses últimos dias. Todo mundo diz que deveria ficar no cardápio e não retirar mais. Estamos pensando na sugestão”, conta animada a empresária.

 

Para a pamonha: milho verde

 

Apesar das festas juninas serem reconhecidas pela sua grandiosidade na região Nordeste do País, na região Centro-Oeste a ligação com o agro garante um cardápio repleto de comidas típicas. Em Goiás, pode se dizer que é junho o ano todo, pelo amor que o povo tem pelos pratos tradicionais para a época. Várias comidas típicas foram incorporadas ao dia a dia das pessoas, como é o caso da pamonha. A mistura que tem como base o milho verde ganhou até um dia no ano para ser celebrada. Em dezembro de 2022, o prato foi declarado patrimônio cultural imaterial goiano pelo governador Ronaldo Caiado. Essa decisão reflete a relevância histórica e social da pamonha, que tem suas raízes na cultura indígena e foi influenciada pela culinária portuguesa. O amor é traduzido em números bem expressivos pois, atualmente, Goiás conta com mais de 11 mil pamonharias, sendo que só a capital do estado abriga cerca de 3.175 desses estabelecimentos.

 

 

 

Para dar conta da demanda que aumenta nessa época do ano, produtores rurais do Estado investem na produção do milho verde o ano todo, em rotatividade com outras culturas e a divisão por talhões plantados em ciclos. Além disso, a utilização da irrigação garante o produto o ano todo.

 

 

Itaberaí, cidade localizada a 100 quilômetros de Goiânia, tem papel importante nesta cultura, já que ocupou há alguns anos o primeiro lugar na produção no Estado. “Itaberaí hoje é o quarto maior produtor de milho verde do Estado, atrás de Anápolis, Palmeiras de Goiás e Cristalina. Tivemos, há três anos, problemas com a questão de doença e outras variedades não se adaptaram em todas as áreas. Mesmo assim ainda temos representação do município pois conciliamos o milho com feijão, fazemos o revezamento de talhões e a irrigação em períodos mais secos para conseguirmos produzir o ano todo”, explica Marciel Reis da Costa Chaves, presidente do Sindicato Rural de Itaberaí.

 

 

 

 

Vem deste município o milho que abastece a panificadora da empresária Maria Luzia Nunes, em Goiânia. O cardápio oferecido pelo estabelecimento nessa época inclui pipoca, caldos e cocadas, mas os bolos de pamonha à moda e o bolo de pamonha doce são os carros chefes. Demanda que requer mais gente para dar conta de todos os pedidos, uma vez que, segundo ela, em 2024 registrou aumento de 60% nas vendas.

 

“Este ano tive que contratar mais quatro pessoas para conseguir atender os consumidores que compram no balcão e as empresas que também procuram muitos produtos para as festas temáticas nessa época. Mesmo a matéria prima vinda de longe, prefiro investir por conhecer a qualidade do produto e ter certeza que não vai faltar, pois até meados do dia 15 de julho ainda temos muita procura pelos pratos típicos das festas juninas”, comemora a empresária.

 

Impossível imaginar todo esse movimento na economia do País com os festejos juninos sem a participação do que é produzido no campo. O produtor rural Coriolando Inácio Carneiro Neto, da Chácara Novo Tempo, em Ipameri, comemora esses bons ventos desta época, oportunidade de melhorar os ganhos com a venda do milho verde. “Eu já me programo para o milho estar pronto nessa época. Só conseguimos isso com a irrigação, e tem a vantagem de já ter tudo vendido antes mesmo de plantar. O preço do produto melhora nessa época, sem muita oferta, com melhor preço. Hoje, deve estar R$ 1.200 por tonelada; em outras épocas do ano, quando tem oferta, pagam até R$ 500 por tonelada na nossa região. Ao longo do ano, faço três ciclos da cultura e agora, neste mês, já plantei novamente milho verde que vai para pamonharias em Goiás.”

 

 

 

O produtor é assistido pelo Senar Goiás desde março de 2021. A técnica de Campo, Paula Regina, afirma que para lidar com as pragas, como a cigarrinha do milho, que vem sendo problema para quem produz a cultura no estado, a rotação de cultura foi uma das estratégias adotadas. “Para o controle de pragas recomendo o cuidado com solo. Essa orientação que passo para o produtor é importante, o que tem apresentado resultados bem positivos nos oito hectares que ele produz. Na rotação de culturas, optamos pela produção de abóbora cabotiá, no qual ele plantou da última vez uma abóbora que chama sergipana. Essas são orientações que a gente fornece ao produtor para não empobrecer o solo, além de outros manejos para mantermos uma matéria orgânica melhor no solo”, explica.

 

Demanda por diversos segmentos

 

As festas temáticas também alavancam a demanda por produtos típicos, onde empresas aproveitam para investir e receberem seus convidados com a alegria das cores na decoração. Um exemplo é a Record Goiás que promoveu, recentemente, uma comemoração pelo Dia do Mídia e o tema escolhido foi o Arraiá. A temática agradou os cerca de 300 convidados com muita música, decoração e comidas da época. “O evento reuniu o mercado publicitário, clientes e empresas parceiras. A escolha do tema foi por conta do período e a gente quis entrar no clima o que teve grande aceitação e fez com que recebêssemos muitos elogios”, celebra Michelly Bruna, do departamento de Marketing da TV.

 

Pensando que a produção no campo pode ser também oportunidade para aumento nas receitas com as delícias culinárias, o Senar Goiás aproveita a época para ensinar como processar o milho verde e seus derivados em receitas deliciosas. No mês de junho, moradoras de Joanápolis, distrito de Anápolis, participaram de curso e serviram seus produtos para os visitantes do 10º Festival do Milho. “O curso ensina a trabalhar o milho verde e seus derivados, como torta salgada de milho com linguiça de frango, bolo de fubá com coco e queijo ralado, bolo de fubá com erva doce, broa salgada, curau de milho verde e canjica de amendoim. A nossa intenção é que, além de saber aproveitar o que produzem no campo, isso se torne até uma nova fonte de renda para a família”, enfatiza o instrutor do curso, Cristiano Ferreira.

 

 

 

Como nesses festejos não pode faltar o tradicional quentão para esquentar as noites frias e animar os festeiros para dançar um forró pé de serra, Goiás também produz cachaça que ajuda nesse tempero. O instrutor Antônio Pereira percorre todo estado ministrando o curso de produção artesanal de cachaça, pelo Senar Goiás, e conta que a procura pelo curso cresceu muito esse ano e que é um produto que se faz com paciência e boa matéria prima. “O preparo de uma fermentação é um pouco demorado. Eu posso gastar até 15 dias para desenvolver 100%. Basicamente uso farelo de milho e caldo de cana-de-açúcar. Agora está muito bom de treinamento, normalmente eram um, dois, até três por mês, mas esse ano está diferente, está derramando treinamento!”, celebra Antônio.

 

Para participar do curso, os grupos devem ter no mínimo 8 participantes e máximo de 14, e segundo o instrutor são grupos com públicos bem diferentes que querem aprender mais sobre a produção e até mesmo começar a vender a cachaça. Para ele, há mais de 20 anos como instrutor, o mais gratificante é poder ajudar a transformar o que o campo produz e as pessoas para quem repassa os ensinamentos. “Tudo isso é muito bom. Aprendi muito ensinando e ainda quero aprender mais ainda”, finaliza.

 

Fonte: CNA

Pinhão, a delícia do inverno curitibano

 

O inverno curitibano traz consigo uma das tradições gastronômicas mais saborosas e apreciadas da região: o pinhão.

 

Este tesouro culinário transforma-se em uma infinidade de pratos que aquecem o corpo e encantam o paladar. Seja em sua forma salgada, em sopas reconfortantes e até mesmo nas mais variadas sobremesas, o pinhão é a estrela que brilha nas cozinhas locais.

 

 

Gosto de Minas: Biscoito João Deitado

 

Em Minas Gerais, o chamado Biscoito João deitadoPau a PiqueCubu e vários outros nomes, é uma receita feita à base de fubá semelhante à uma broa assada que tem sua apresentação feita em uma folha de bananeira.

 

A iguaria,  assim como todas as outras quitandas que levam a cara e o sabor da mineiridade, é um ótimo acompanhamento para uma xícara de café e uma boa prosa.

 

Com apresentação e sabor que destacam o prato, o João deitado é uma descoberta única, que não conhecido por muitas pessoas é um achado valioso para o paladar.

 

Fonte: Governo de MG

 

Baviera: a famosa sopa de cebola no forno a lenha

 

Uma das grandes estrelas do gênero em Curitiba (PR) é a famosa sopa de cebola gratinada do Baviera, restaurante clássico no Centro da cidade, com 52 anos de funcionamento e uma decoração rústica que lembra as velhas tabernas europeias.

 

De origem no século 17, na França, numa época em que a cebola era um ingrediente básico e amplamente disponível, esta iguaria é usualmente servida uma cumbuca com um formato típico, o toque final fica por conta da gratinação, após cobrir a sopa com o pão e polvilhar o queijo ralado por cima.

 

Bem caramelizada e escura, a sopa do Baviera é montada uma a uma em camadas na cumbuca e gratinada com queijo parmesão em forno a lenha, o que ainda acrescenta um irresistível toque defumado ao prato.

 

Substanciosa, está no menu de entradas do restaurante mas pode tranquilamente ser o seu prato principal. E com a vantagem de ser servida todas as noites, de domingo a domingo.

 

Você pode encontrar essas delícias na unidade da Alameda Augusto Stellfeld, número 18.

 

Fonte: Governo do PR