Mesmo com dificuldades, bares e restaurantes são destaque na geração de emprego e renda

 

O setor de alimentação fora do lar tem mostrado consistência na taxa de contratações. Nos últimos 12 meses o setor apresentou um aumento de 1,7% no número de pessoas empregadas, informou na terça-feira (30) o IBGE, por meio da PNAD Contínua. O crescimento se deu no item Alojamento e Alimentação, no qual a alimentação fora do lar representa 85% do volume de empregos, segundo a Abrasel.

 

Além disso, o rendimento médio real do setor apresentou um aumento de 2,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. A expansão no emprego, com quase 100 mil novas vagas geradas, se deu apesar da contração no volume de vendas, registrado pelo índice Abrasel-Stone: em março de 2024, o movimento ficou 2,3% abaixo do mesmo mês de 2023.

 

Considerando-se um prazo mais curto, o número de pessoas empregadas em bares e restaurantes teve uma queda de -0,5% no trimestre encerrado em março de 2024, em comparação com o último trimestre de 2023. No entanto, esse índice foi melhor que o índice geral, que registrou uma queda de -0,8%.

 

“Os números são coerentes com o momento mais difícil que se apresenta. Tivemos uma queda do movimento em relação ao mesmo período do ano passado, no geral. Fatores como a inflação e o endividamento alto da população prejudicam o poder de compra, o que nos afeta muito diretamente. Mesmo assim, continuamos a gerar empregos nos últimos 12 meses”, comenta Paulo Solmucci, presidente executivo da Abrasel.

 

Segundo os dados da PNAD Contínua, o salário real do setor de alimentação fora do lar teve forte alta no trimestre de 4%, a terceira maior entre os setores analisados e acima do índice geral de 1,5%. Nos últimos 12 meses, o rendimento real mensal em bares e restaurantes registrou um aumento de 2,5%, chegando ao maior valor da história – R$ 2.083, segundo os dados de março.

 

“O aumento expressivo no salário médio real do setor, apesar da queda no movimento, se explica pelo desafio que temos de atrair e reter talentos, pois há dificuldade em encontrar profissionais. E isso acaba pressionando ainda mais as margens dos estabelecimentos”, completa Solmucci.

 

Fonte: Abrasel

Em 11 de maio, 7 ª Festa do Queijo do Distrito de Rochedinho dá oportunidade para empreendedores mostrarem produtos

 

Produtores estão se organizando para a 7 ªFesta do Queijo de Rochedinho a fim de vender seus produtos e divulgá-los. Os empresários Márcia Alves Gomes e Celso dos Santos Henrique, proprietários da Sorvetes Dubom, são alguns deles. Eles já participaram da festa no ano passado e estão se preparando para o dia 11 de maio.

 

Celso conta que os eventos da PrefCG têm sido muito importantes para empresários como eles fazerem com que seus produtos cheguem a novos mercados. “Ano passado na Festa do Queijo vendemos muito, foi maravilhoso. Quando foi a festa junina, lá na Esplanada, a gente também participou. Isso ajuda muito na divulgação”, diz.

 

A esposa, Márcia Alves Gomes, lembra que foram os eventos que os ajudaram a se reinventar e seguir firmes em seus propósitos de empreender mesmo com a concorrência acirrada. “A gente vinha em um crescimento acelerado, aí vieram várias empresas de picolés e sorvete de fora do Estado para cá e a concorrência ficou difícil. Muitas franquias, e a fabricação deles é muito grande, em escala, e eles pegam, exatamente, o nosso público, o picolé do bairro”, frisa.

 

“Mas fomos nos reinventando, participando de eventos… Começamos a ir para festa de aniversário, casamentos. Fui atrás de cerimonialistas e passamos a oferecer o nosso produto e trabalhar”, diz. Hoje eles são figuras cativas em diversos eventos e festivais pela cidade, e tem um ponto fixo na Praça Ary Coelho, ao lado do Chamariz.

 

 

Para quem começou há 23 anos fazendo uma receita caseira, ensinada por uma vizinha, a prescrição é estudar! “Fizemos o curso e fomos atrás para entender o mercado, como funcionava. Foi aí que aprendemos a fazer o sorvete industrial. Daí adiante a gente teve a ideia de abrir uma empresa e profissionalizar. Tiramos o nosso CPNJ e desde então estamos trabalhando com sorvete. Depois compramos a picoleteira e fomos estudar sobre picolé. A partir daí que com esse equipamento fomos desenvolvendo novos produtos”, conclui.

 

Quem quer provar o Sorvete Dubom é só ir até o ponto fixo da marca na Praça Ary Coelho, ao lado do Chamariz. Ou ainda aproveitar a 7ª Festa do Queijo de Rochedinho, que vai acontecer no dia 11 de maio.

 

7ª Festa do Queijo

· Quando: 11 de maio

· Horas: A partir das 16h

·Distrito de Rochedinho, em frente à Escola Agrícola Barão do Rio Branco – localizada na Rua Guia Lopes, 340.

Rio Grande do Norte: Circuito Gastronômico fortalece interiorização do turismo na região do Seridó

 

Através do incentivo da Lei Câmara Cascudo, o Rio Grande do Norte apoia o 1º Circuito Gastronômico Sabores da Serra, lançado oficialmente no último dia 21, no Complexo Cultural da Rampa, no bairro de Santos Reis, zona leste de Natal. O

 

O 1º Circuito Gastronômico Sabores da Serra ocorre em Cerro Corá (RN) nos dias 3 e 4 de maio, e além da cidade sede, envolve mais dois municípios do Seridó potiguar: Lagoa Nova e Tenente Laurentino.

 

O 1º Circuito Gastronômico Sabores da Serra é realizado pelas prefeituras da região, com patrocínio de empresas privadas através de recursos captados pela Lei Câmara Cascudo, do governo do estado. No total, foram investidos R$ 166 mil reais pela lei, através da Fundação José Augusto.

 

A ideia do circuito é promover a interiorização do turismo na região antes mesmo do inverno, que já tem festival próprio e consagrado, o Festival de Inverno de Cerro Corá, que completa 20 anos em agosto. Cerro Corá é conhecida como a “Suíça do Seridó” por seu clima ameno e aconchegante.

 

“A gastronomia é o reflexo da nossa cultura, de quem a gente é, de onde a gente veio. Algumas comidas nos trazem afetos, a gente lembra de uma avó, de uma tia, de uma fase de nossa vida. Um evento como esse nos traz memórias. Também teremos a oportunidade de sair um pouco do calor e ir para o frio da serra”, afirma Mary Land Brito, secretária extraordinária de Cultura do estado.

 

“Esse segmento novo da cultura, que é a gastronomia, no caso a gastronomia da serra, que é própria da região do Seridó, tem o apoio das leis de fomento para que possa de fato se estabelecer”, diz Gilson Matias, diretor geral da Fundação José Augusto.

 

Gilson lembra que para o norte rio-grandense da região do Semiárido trabalhar com o leite tem um valor histórico. “Tudo isso acontece devido a um decreto real que determinava a proibição da criação de gado no litoral [onde se iniciava o cultivo da cana de açúcar], e esse gado foi para a região do Semiárido. Eles souberam manusear muito bem a cultura do gado e do leite. E aí os melhores queijos e outras especiarias se encontram no Seridó”, diz.

 

A Lei Câmara Cascudo foi criada em 1999 por proposição da então deputada estadual Fátima Bezerra. A norma foi instituída para estimular o desenvolvimento cultural no Rio Grande do Norte e constitui na renúncia fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) pelas empresas patrocinadoras de projetos culturais. Somente em 2023, o governo do estado investiu cerca de R$ 20 milhões através da lei. O evento tem patrocínio das empresas Agaé e Grupo Unimetais, além do apoio do SEBRAE-RN e do Geoparque Seridó.

 

Também estiveram presentes o prefeito de Cerro Corá, Raimundo Marcelino Borges (Novinho); o prefeito de Tenente Laurentino, Inácio Macedo; a secretária estadual do Turismo, Solange Portela; João Hélio, diretor do SEBRAE-RN; Marcos Nascimento, coordenador científico do Geoparque Seridó; João Marcelo, que representa o turismo e a Associação do Turismo e Eventos da Serra de Santana; os deputados estaduais Ubaldo Fernandes e Luiz Eduardo; e demais autoridades e gestores das áreas de cultura e turismo.

 

Foto: Raiane Miranda

Melhor pizzaria da América Latina é do Brasil; guia italiano inclui 25 casas entre as melhores da região, em sua primeira edição

 

A melhor pizzaria, melhor pizzaiolo e melhor pizza são do Brasil, da cidade de São Paulo. O que os brasileiros já sabiam na prática ficou referendado pelo guia italiano 50 Top Pizza, que divulgou essa semana as melhores pizzarias da América Latina. O Brasil emplacou metade das casas no conceituado ranking.

 

A Leggera Pizza Napoletana, de São Paulo ocupa o primeiro lugar na lista do guia mais influente do setor mundial de pizzas. O pizzaiolo do ano também é brasileiro! O eleito foi Matheus Ramos, do QT Pizza Bar, que fica em São Paulo. E não acabou! A pizza Sobrasada PIRINEUS, de A Pizza da Mooca, que também é paulistana, é a número um do ranking consolidando a terra da garoa como a capital da pizza de qualidade na América Latina com nada menos que 10 restaurantes presentes no Guia.

 

Além de São Paulo, o guia traz pizzarias de outras 12 cidades brasileiras: Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Brasília (DF), Santo André (SP), Foz do Iguaçu (PR), Porto Alegre (RS), Bento Gonçalves (RS), Governador Valadares (MG), Carlos Barbosa (RS), Santos (SP), Domingos Martins (ES) e Passo Fundo (RS).

 

O guia 50 Top Pizza nasceu em 2017, na Itália, e se expandiu para outros países. A escolha dos restaurantes é feita anualmente por jurados anônimos que avaliam a qualidade do alimento (massa, molho, combinação de ingredientes, origem dos produtos). Também são analisados o serviço, a recepção ao cliente, a apresentação do produto e o ambiente.

 

Os 10 primeiros colocados no 50 Top Pizza Latin America 2024 entram direto nas 100 Melhores Pizzarias do Mundo, que se reunirão no Teatro Mercadante de Nápoles, no dia 10 de setembro, para o 50 Top Pizza World 2024.

 

TURISMO GASTRONÔMICO

 

Para auxiliar gestores e profissionais que já atuam ou desejam atuar no segmento de turismo gastronômico a criarem e desenvolverem rotas, roteiros ou experiências nos diversos destinos turísticos brasileiros, o Ministério do Turismo (MTur) disponibiliza dois produtos voltados ao segmento: uma websérie e uma Cartilha Técnica sobre Roteirização em Turismo Gastronômico.

 

Clique aqui para a Websérie e para a Cartilha Técnica.

 

Os materiais foram produzidos por meio de uma parceria entre MTur e Instituto Federal de Brasília (IFB) e fazem parte do projeto “Prospectivas para o Turismo Gastronômico no Brasil”. A iniciativa pretende ampliar rotas, roteiros e experiências gastronômicas, uma vez que a gastronomia brasileira é um dos quesitos que melhor ilustram a identidade do país e constitui fator de atração de visitantes, sendo um dos itens mais bem avaliados por estrangeiros que visitam o Brasil.

 

Confira a lista completa das 50 melhores pizzarias da América Latina:

1. Leggera Pizza Napoletana – São Paulo, Brasil
2. QT Pizza Bar – São Paulo, Brasil
3. Ti Amo – Adrogué, Argentina
4. A Pizza da Mooca – São Paulo, Brasil
5. Allería – Providencia, Chile
6. Ardente – Cidade do México, México
7. Pizzaria Unica – São Paulo, Brasil
8. Imilla Alzada – La Paz, Bolívia
9. Ferro e Farinha – Rio de Janeiro, Brasil
10. Pizzaria Napoletana – Buenos Aires, Argentina
11. Flama – Miraflores, Peru
12. Veridiana – São Paulo, Brasil
13. Grazie Pizzaria Napoletana – Maceió, Brasil
14. 400 Pizzaria – Las Condes, Chile
15. Chichilo’s – Santa Fé, Argentina
16. Siamo nel Forno – Buenos Aires, Argentina
17. Baco Pizzaria – Brasília, Brasil
18. Grazie Napoli – Santo André, Brasil
19. Capricciosa – Rio de Janeiro, Brasil
20. Domani – Pizza Napoletana – Providencia, Chile
21. Coltivi – Rio de Janeiro, Brasil
22. Davvero Pizzería – Ñuñoa, Chile
23. Luigia – Foz do Iguaçu, Brasil
24. Ciao Pizzeria Napoletana – Porto Alegre, Brasil
25. Núvola – Buenos Aires, Argentina
26. Otto e Mezzo Pizza Verace – Bento Gonçalves, Brasil
27. Cincinnati – Buenos Aires, Argentina
28. Locale Pizza – Rio de Janeiro, Brasil
29. Capri – Lo Barnechea, Chile
30. Quintal 333 – Governador Valadares, Brasil
31. ST Giovanni’s – Las Condes, Chile
32. Frasca – Carlos Barbosa, Brasil
33. Vinny’s – Brasília, Brasil
34. Carlos – São Paulo, Brasil
35. Francisca del Fuego – Buenos Aires, Argentina
36. Pizzaiolo – Medellín, Colômbia
37. Portarossa – Pampatar, Venezuela
38. Paradiso – Pedro Juan Caballero, Paraguai
39. Pizzeria La Clásica – San Salvador, El Salvador
40. L’Incanto – Punta del Este, Uruguai
41. Di Bari Pizza – São Paulo, Brasil
42. Il Caminetto – Santo Domingo, República Dominicana
43. Seba’s – Uvita, Costa Rica
44. Dopodomani – Naguanagua, Venezuela
45. Pizza di Casabona – Santos, Brasil
46. Piccola Fattoria – Rio de Janeiro, Brasil
47. L’Aperó Pizza – Cidade da Guatemala, Guatemala
48. Wilma’s Pizza – São Paulo, Brasil
49. Vallino Pizzaria Napoletana – Domingos Martins, Brasil
50. Paesano – La Plata, Argentina
50. Le Mani Pizza Napoletana – Passo Fundo, Brasil
50 .La Nonna – Aguascalientes, México

Prazo para se inscrever no Brasil Sabor, Maior festival gastronômico do mundo, se encerra nesta sexta-feira

 

Se você deseja que seu restaurante faça parte da 18ª edição do Brasil Sabor, só tem até nesta sexta-feira, 26 de abril, para garantir sua participação. Para se inscrever, basta acessar o site oficial do festival e preencher o formulário.

 

Com o lema “Pra toda gente e pra todo gosto”, esta edição do evento promete ser a maior da história. Com 23 estados confirmados e expectativa de 1000 estabelecimentos, o Brasil Sabor estará presente nos quatro cantos do país. O festival ocorre entre os dias 16 de maio e 2 de junho e tem os patrocínios nacionais da Ambev, Coca-Cola Brasil, Friboi, PicPay, Pluxee e Seara.

 

Presente nas últimas duas edições do Brasil Sabor, o Banana Café, de Campinas/SP, está novamente confirmado para o evento. “A adesão do público aos nossos pratos anteriores foi fantástica. Muitos clientes vieram em busca do que preparamos para o festival neste ano”, analisa Camila Coratti, proprietária do restaurante.

 

Além disso, Camila destaca que o prato preparado para o festival nesta edição é um prato feito de banana. “A receita leva um bife ancho com cebola crocante, mexido de arroz com feijão, farofa de ovo, vinagrete e batatas crocantes. Esperamos um aumento de 10% no faturamento do restaurante durante os dias do Brasil Sabor”, revela.

 

Em 17 anos, o festival Brasil Sabor, organizado pela Abrasel, tem se consolidado cada vez mais no calendário gastronômico dos restaurantes em todo o país. O número esperado de estabelecimentos participantes nas diferentes regiões do país, apenas confirma o sucesso do maior festival de gastronomia do mundo.

 

Como funciona o Brasil Sabor?

 

Cada restaurante inscrito prepara um prato a partir da “comida do lugar”, valorizando modos de preparo e ingredientes encontrados na própria região. Neste ano, assim como nas últimas edições, o evento acontece em formato híbrido, de forma que as receitas poderão ser experimentadas pelos consumidores nos próprios restaurantes ou em casa, por meio de delivery. Todos os pratos do festival serão vendidos a preços promocionais.

 

18ª edição do Brasil Sabor
16 de maio a 2 de junho
Realização: Abrasel
Patrocínio nacional: Ambev, Coca-Cola Brasil, Friboi, PicPay, Pluxee e Seara
Mais informações em: www.brasilsabor.com.br
Instagram: @festivalbrasilsabor

Bares e restaurantes registram crescimento de 5,2% no volume de vendas, aponta índice Abrasel-Stone

 

Os indicadores do índice Abrasel-Stone de março apontam que houve aumento de movimento nos bares e restaurantes. No mês, foi registrado um crescimento de 5,2% em relação a fevereiro.

 

Dentre os estados que apresentaram maior aumento mensal, destacam-se Pará (11,2%), Roraima (9,9%), Ceará (8,8%), Tocantins (8,8%) e Piauí (7,1%). Apenas o estado do Rio de Janeiro apresentou queda (-0,5%).

 

O Instituto Propague, em parceria com o time de Economic Research da Stone, também analisa outros segmentos, o que permite uma comparação. Nacionalmente, o índice de varejo apresentou uma alta geral de 0,2%, puxado por tecidos, vestuários e calçados (3,0%) e hipermercados ou supermercados (2,7%). As maiores quedas foram em materiais de construção (-4,9%) e artigos farmacêuticos (-2,6%).

 

Nos bares e restaurantes, embora os números apontem maior movimentação quando comparados com o mês anterior, foi observada uma queda de -2,3% em relação ao ano de 2023.

 

Movimento parecido ocorreu com o setor de varejo, que apresentou baixa de -2,5%. Dentre os cinco segmentos de varejo acompanhados pelo índice, todos registraram quedas anuais, com destaque para livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentou uma queda de -13,2%.

 

“O crescimento dos bares e restaurantes em março reflete a vitalidade desse setor, que tem se destacado como um dos principais do país. Embora tenhamos observado uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, os números de março, juntamente com os dados dos meses anteriores, sinalizam uma tendência positiva para o setor”, comenta Matheus Calvelli, pesquisador do time de Economic Research, da StoneCo.

 

Para José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel, os resultados de março trazem boas expectativas para o período, que ainda deve ser impulsionado por datas comemorativas.

 

“O início deste ano foi difícil para boa parte dos empreendedores. A última pesquisa da Abrasel, relativa ao resultado de fevereiro, mostrou que 31% dos bares e restaurantes operaram no vermelho. Mas, em março, o indicador em conjunto com a Stone aponta para uma melhora e, neste semestre, ainda contamos com a aproximação de duas datas excelentes para o setor, que são o Dia das Mães e o Dia dos Namorados”, comenta.

 

Com divulgação mensal, os números do índice Abrasel-Stone podem ser usados para análises de empresários e especialistas por meio de uma visualização gráfica disponível no site da revista Bares&Restaurantes, editada pela Abrasel. O índice reflete a variação das vendas do setor de alimentação fora do lar por meio da estrutura financeira da Stone em recortes mensais e anuais.

 

Para mais informações sobre o relatório, acesse o site oficial da Bares&Restaurantes.

 

 

Fonte: Abrasel

Estudo inédito mapeia características que influenciam a produtividade dos bares e restaurantes no país

 

Entre o vai e vem de garçons e o aroma tentador de pratos saindo da cozinha, há uma complexa rede de processos que determinam o sucesso de um bar ou restaurante.

 

Pensando em tornar a gestão desses estabelecimentos mais produtiva, Sebrae e Abrasel realizaram uma pesquisa inédita que revela quais são os principais desafios enfrentados por empreendedores do setor de alimentação fora do lar, ao mesmo tempo em que identifica oportunidades para o crescimento dos negócios no mercado.

 

Em um setor competitivo, medidas como treinamento da equipe, padronização dos serviços, definição de metas e adaptação às demandas dos consumidores são fundamentais para o destaque do negócio.

 

No entanto, parte dos empreendimentos ainda não têm esses atributos, segundo o levantamento: a maioria dos empreendedores de bares e restaurantes não usam sistema de metas para avaliar o desempenho do negócio. Além disso, outros desafios foram identificados, como a resistência à adaptação dos cardápios por parte de alguns estabelecimentos e o pouco incentivo ao treinamento dos colaboradores.

 

Para Vicente Scalia, analista de Competitividade do Sebrae, a busca pela produtividade precisa estar entre as prioridades de toda empresa, independentemente do segmento de atuação.

 

“No contexto de bares e restaurantes, a produtividade não se limita ao resultado no caixa. Ela pode ser medida por outros aspectos, como a eficiência da operação e o engajamento da equipe”, comenta Scalia.

 

O líder de Conteúdo e Inteligência da Abrasel, José Eduardo Camargo, enfatiza que investir em um estabelecimento produtivo é investir no sucesso do negócio.

 

“É essencial que os empreendedores reconheçam a importância de estratégias bem definidas para se destacarem no mercado e garantirem sua competitividade, especialmente em um setor tão amplo e com alto número de concorrentes como o de bares e restaurantes”, ressaltou.

 

Reconhecimento dos colaboradores

 

De acordo com a pesquisa, no que diz respeito à gestão de pessoas, 65,9% das empresas costumam reconhecer o trabalho dos bons colaboradores, sendo que cerca de 45% dos entrevistados afirmaram fazer esse reconhecimento por meio de alguma recompensa financeira aos funcionários.

 

Outros 22,3% agradecem pessoalmente ao empregado que se destacou, 15,6% elogiam o trabalho dos bons colaboradores em reuniões internas e 8,4% oferecem algum benefício, como capacitação, cursos, comemorações, entre outros.

 

Entretanto, em relação ao desempenho do negócio, o levantamento indicou que 56,5% dos empreendedores não utilizam sistema de metas para avaliar a empresa, decisão que possibilitaria uma mensuração concreta dos resultados e entregas, além de tornar os processos internos mais efetivos.

 

Fichas técnicas

 

Pouco mais da metade (53,1%) dos empreendedores de bares e restaurantes entrevistados utilizam uma ficha técnica para todos os pratos. Esse é um instrumento para documentar o processo produtivo, a qualidade e o custo dos produtos servidos, já que permite a padronização tanto da produção quanto dos materiais.

 

A ficha técnica também garante o padrão na preparação dos pratos, evitando variações na qualidade e apresentação, melhorando a experiência do cliente e a reputação do estabelecimento.

 

Entre a parcela que não adota a ficha técnica, o diagnóstico do Sebrae e da Abrasel mostra que 14,3% já estão em fase de implementação. Outros 22,6% adotam somente as receitas dos pratos, sem o detalhamento da ficha técnica, enquanto 10% possuem o padrão apenas para os pratos mais vendidos.

 

Ouvindo o cliente

 

A pesquisa mostra que ainda há dificuldade em adaptar o negócio aos desejos dos clientes e à padronização gastronômica. Referente à montagem do cardápio, 33,6% dos estabelecimentos possuem pratos fixos, mas também acompanham as tendências do mercado, enquanto 31,1% mantêm o cardápio apenas com pratos fixos, que já são conhecidos e pedidos pelos clientes.

 

O estudo surpreende ao mostrar que 11,1% mantêm o cardápio com pratos fixos, sem mudanças, independentemente dos pedidos dos clientes, da época do ano ou dos preços dos ingredientes. O dado aponta para uma falta de capacidade de adaptação que pode afetar o sucesso do empreendimento.

 

Treinamento

 

Ainda de acordo com o levantamento, a minoria dos empresários do setor (9%) tem programas permanentes e estruturados para treinamento de seus empregados. Outros 37,9% ofertam cursos em situações eventuais, para sanar alguma deficiência detectada e 16,7% não custeiam nenhum tipo de curso ou treinamento.

 

Fonte: Abrasel

Empanado com receita à base de vegetais e fibra de caju

 

A receita do empanado contém ingredientes vegetais usados de forma a deixar o produto com características sensoriais de textura, sabor e aparência similares ao feito com frango. A composição do produto tem como um dos ingredientes a fibra de caju tratada, que apresenta características neutras de sabor e odor. Na receita, ela contribui especialmente para a textura e melhoria do valor nutricional com o acréscimo de fibra alimentar.

 

DESTAQUES

 

– Alimento à base de plantas, os chamados plant-based;

 

– Características sensoriais de textura, sabor e aparência similares aos feitos com produtos de origem animal;

 

– Mercado em evidente crescimento para produtos vegetarianos similares aos produtos de origem animal;

 

– Atende aspectos demandados pelo mercado, como saudabilidade e praticidade.

 

Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com outra(s) instituição(ões).

 

Produto comercial: Empanado Amazonika

 

Onde Encontrar:


 Amazonika Mundi – Sotille Alimentos

https://amazonikamundi.com.br/

Telefone: (21) 3741-4013

e-mail: comercial@amazonikamundi.com.br

Nome comercial do produto: Tirinha Amazonika

 

 

Fonte: Embrapa Agroindústria de Alimentos

Foto: SULEIMAN, Kadijah

Viva Brasília 64 anos: a diversidade da gastronomia brasiliense que reúne vários ”brasis” representados pelas cinco regiões

 

Definir de forma prática a culinária do Distrito Federal pode ser um grande desafio, já que a cidade que está prestes a completar 64 anos teve a população forjada por representantes das cinco regiões do Brasil. Ao reunir vários “brasis” – e até o mundo –, Brasília ficou conhecida por apresentar uma gastronomia múltipla, que abarca o regionalismo brasileiro e a influência internacional, ao mesmo tempo em que busca uma identidade própria. E o resultado é o título de terceiro polo gastronômico do país.

 

“O Distrito Federal conta com muitas opções gastronômicas devido à pluralidade cultural. Temos pessoas de todas as regiões do país e do mundo – com as mais de 130 embaixadas –, que trouxeram um pouco de cada cultura, tudo isso contribui para o potencial gastronômico no centro e nas regiões administrativas”, analisa o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

 

Há alguns anos, o cenário gastronômico de Brasília movimenta a economia gerando emprego e renda, e colocando a cidade na rota turística. Um exemplo disso é a quantidade de estabelecimentos em expansão na cidade, desde iniciativas genuinamente locais até a implantação de unidades renomadas de outros estados.

 

“Tem um bom tempo que o cenário da gastronomia tem crescido no Brasil. Começamos a ver essa cena servindo como referência para fora desde 2016. Temos vários chefs e restaurantes de fora vindo para Brasília, além de turistas em busca da nossa culinária. Então, se eles estão vindo é porque alguma coisa tem. Isso é bem legal para todos nós”, destaca o chef brasiliense Thiago Paraíso, 32 anos.

 

Um dos sabores afetivos mais antigos surgiu há mais de 30 anos no Guará: a “bomba atômica” leva pão de hambúrguer, carne de hambúrguer, ovo, salsicha, presunto, queijo, tomate e alface servido com maionese especial

 

O chef está à frente de cinco operações gastronômicas (Ouriço, Ouriço Farol, Moca, Saveur Bistrot e Maré) que tem as culinárias francesa, nordestina e nortista como inspirações. “Sou a segunda geração de Brasília da minha família. Minha mãe nasceu aqui, mas meus avós são de fora e se encontram aqui. Essa formação familiar tão comum aos brasilienses é a resposta para a característica da culinária local ser a união do Brasil no coração do país”, defende.

 

Thiago Paraíso acredita que os chefs locais abraçam as raízes, mas as tornam originais em seus projetos, incluindo uma pegada candanga. “Vejo que todos os chefs em Brasília tem essa cabeça de querer mostrar o Brasil para fora, porque o nosso cliente também não conhece. O país é gigante e há tanto para desbravar com os nossos produtos que são mais ricos e frescos”, comenta. Para isso, Paraíso incorpora ingredientes do bioma do Centro-Oeste em suas receitas. Os insumos mais usados por ele são a baunilha do Cerrado, a castanha de baru, o cajuzinho do Cerrado, o buriti e o pequi.

 

 

Sabores internacionais

 

Outra característica do cenário gastronômico de Brasília é o espaço cativo de restaurantes e chefs estrangeiros. Há mais de uma década, o italiano Francesco Bravin celebra a culinária italiana no restaurante Vittoria D’Italia. “No começo foi um pouco traumático, porque estava acostumado com uma forma de cozinhar bem parecida com os italianos. Só que fui me adaptando. O interessante é que Brasília é um pequeno mundo, com um pouco de tudo. Hoje tenho um restaurante que os clientes buscam quando querem uma comida típica italiana”, diz.

 

O intercâmbio de sabores tem sido estimulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de ações da Secretaria de Relações Internacionais, como o projeto Paladar Internacional, onde chefs internacionais dão aulas shows de pratos típicos de seus países, e a inserção de embaixadores na culinária local, como a participação no evento Comida di Buteco, onde eles atuam no festival provando os petiscos em diversos bares do DF e votam nos que mais gostam.

 

“Temos desenvolvido muitas ações envolvendo a gastronomia até porque as embaixadas têm muito a contribuir com a cidade em relação a isso. Algumas delas têm trazido chefs de seus países para difundir sua gastronomia”, comenta o secretário de Relações Internacionais, Paco Britto. A pasta também estimula a gastronomia local ao apresentá-la aos diplomatas que vivem na cidade. “Temos convidado e acompanhado os embaixadores em dezenas de eventos no DF e no Entorno, onde apresentamos não apenas o evento em si, mas as comidas que são servidas neles”, acrescenta.

 

O titular da pasta destaca a importância do setor gastronômico para a economia da cidade: “Está entre o quarto ou quinto segmento com maior arrecadação no DF, empregando 100 mil trabalhadores diretos. Além de fazer parte do segmento de turismo, que é essencial para o desenvolvimento da nossa capital”.

 

O intercâmbio de sabores tem sido estimulado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio de ações da Secretaria de Relações Internacionais, como o projeto Paladar Internacional | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

Comida afetiva

 

Outra característica da culinária brasiliense é a formação da identidade própria, ainda em construção. Em suas mais de seis décadas de inauguração, Brasília ainda não tem um prato típico para chamar de seu, mas tem alguns candidatos marcados no paladar candango, como o cachorro quente de rua, o sanduíche bomba, a pizza de muçarela com molho de tomate e o pastel de feira.

Um dos sabores afetivos mais antigos surgiu há mais de 30 anos no Guará em um restaurante próximo a um cinema na QE 7. Para alimentar os cinéfilos após as sessões, o dono de um estabelecimento local criou a “bomba atômica”, um sanduíche com pão de hambúrguer, carne de hambúrguer, ovo, salsicha, presunto, queijo, tomate e alface servido com maionese especial. O prato fez tanto sucesso que tomou a região administrativa por completo. Quase em cada esquina da cidade há uma bomba diferente para alimentar os moradores.

 

Na QE 17, Ênio dos Santos faz a receita há 25 anos no quiosque Alô Bomba. Ele foi um dos funcionários da bomba original e anos depois criou a própria. “Trabalhei nove anos na lanchonete onde conheci a bomba, aprendi a fazer e até onde sei a minha é a que tem mais sabor”, afirma. Ênio diz que é difícil explicar o sucesso do sanduíche, mas arrisca: “é um sanduíche de primeira qualidade”.

 

O fascínio pelo prato é tanto que ele tem clientes que vêm de fora para provar o sabor: “Tenho um cliente que vem uma vez por ano dos Estados Unidos a Brasília e no dia de ir embora vem aqui. Ele chega a levar 10 bombas. Tenho uma outra cliente que vem de Maceió e leva bomba na caixinha de isopor”.

 

Outra iguaria que é a cara de Brasília é o cachorro quente de rua. Um dos mais aclamados na cidade é o Dog da Igrejinha. Entre os pioneiros, ele surgiu em 1998 na entrequadra da 307/308 da Asa Sul. “A maioria das carrocinhas de hot dog que tem hoje nas quadras do Plano Piloto foram inspiradas no Dog da Igrejinha. Fomos os primeiros ao lado do Dog do Baixinho e do Landi”, comenta Raimundo Sousa, proprietário da marca.

 

O projeto fez tanto sucesso na rua que hoje tem braços no aeroporto, em shoppings e em prédios comerciais, totalizando mais cinco lojas. “Nenhum dog teve coragem de fazer o que a gente fez. Fizemos confiando na marca e aqui estamos com cinco anos de aeroporto renovados para mais cinco”, destaca.

 

A implantação da loja em outros espaços serviu para expandir a visibilidade do produto. “Na 307/308 ficamos muito conhecidos pelo brasiliense, mas quando chegamos a outros locais passamos a ser conhecidos no Brasil. Hoje temos pedidos para levar a marca para São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Mas, por enquanto, estamos focados em atender a demanda de Brasília”, completa.

 

Ao ser questionado sobre o segredo do sucesso, Raimundo garante que vem do diferencial do produto: “Produzimos a nossa própria maionese e o pão é feito diariamente. Também fomos os primeiros a trazer a ideia do cachorro quente na chapa para Brasília”.

 

Fonte: Agência Brasília