ISI Biomassa sediou 1° Encontro de Biodefesa em Eucalipto, no município de Três Lagoas

 

O ISI Biomassa (Instituto Senai de Inovação em Biomassa), em Três Lagoas, sediou, na última quinta-feira (29/02), o 1° Encontro de Biodefesa em Eucalipto focado em debater o manejo integrado de pragas.

 

O evento é realizado pela Reflore e Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas, em parceria com a empresa Vittia.

 

Foram mais de 90 inscritos entre empresas filiadas à Reflore. No período da manhã, foi realizada uma dinâmica de campo na Fazenda Eldorado Brasil, que permitiu a aplicação de técnicas específicas.

 

Na parte da tarde, houve debates sobre uso de agentes biológicos no controle de pragas; uso do Criso-Vit no controle de Psilídeo de Concha em eucalipto; tecnologia de liberação de agentes biológicos por drone e estrutura de produção dos agentes biológicos.

 

Três Lagoas é uma localidade estratégica para o setor florestal e a região é uma das que mais cresce em termos de área plantada em eucalipto. Além da Eldorado Brasil, empresas como a Suzano e Arauco se instalam no leste de Mato Grosso do Sul.

Embrapa Cerrados: Publicação internacional destaca saúde do solo e agricultura sustentável no Brasil

 

Mostrar ao mundo os esforços dos pesquisadores e agricultores brasileiros para manter solos tropicais saudáveis, biologicamente ativos e produtivos. Esse é um dos objetivos do livro “Soil Health and Sustainable Agriculture in Brazil”, editado pela pesquisadora da Embrapa Cerrados, Ieda Mendes, e pelo professor do Departamento de Ciência do Solo (Esalq/USP), Maurício Cherubin, e publicado pela Sociedade Americana de Ciência do Solo (SSSA). A publicação é o terceiro volume da prestigiosa série “Soil Health” publicada pela SSSA desde 2020 e o primeiro com foco internacional sobre saúde do solo.

 

“Com 432 páginas, ricamente ilustradas, o livro reuniu 12 capítulos, de 68 autores para mostrar os esforços que o Brasil tem feito para se preparar para as condições adversas relacionadas às mudanças climáticas e encarar o desafio de produzir alimentos para uma população mundial crescente, num cenário de recursos limitados”, explica a pesquisadora Ieda Mendes. “Trata-se de um marco referencial para o Brasil. Saúde do solo é a base da agricultura resiliente para os próximos anos. Para conseguirmos superar eventos climáticos cada vez mais intensos é fundamental termos solos bem equilibrados sob o ponto de vista físico, químico e biológico”, afirma Cherubin.

 

 

De acordo com Ieda Mendes, o que o Brasil fez nos últimos 50 anos, quando passou de importador para o maior exportador de alimentos, é único no mundo. Para ela, ao abordar aspectos de saúde do solo em vários cultivos (cana de açúcar, café, hortaliças, sistemas florestais, sistemas de agricultura familiar) a publicação pode servir como referência para outras nações. Mas, algumas condições, no entanto, são específicas do país. “O Brasil é o único país no mundo que pode ampliar significativamente a sua área agrícola sem derrubar nenhuma árvore, só recuperando áreas degradadas, sem mencionar o fato de que conseguimos realizar até três colheitas em uma mesma área. São condições que não existem em outros lugares do mundo, só aqui”, enfatizou.

 

Segundo a pesquisadora, no século XXI o Brasil tem tudo para ser o embaixador mundial da saúde do solo e ser reconhecido como um país que além de fazer uma agricultura altamente produtiva, também preserva e mantém a saúde dos seus solos. “O Cerrado é um exemplo de como a boa ciência pode transformar o país. Já somos destaque em conservação de solo, em agricultura sustentável, e foi isso que mostramos no livro. Mas ainda temos um caminho de muito potencial nos próximos anos. Isso é percebido pelo mundo e abordado no livro em capítulos que tratam das novas fronteiras agrícolas e de políticas públicas de promoção da saúde do solo e do sequestro de carbono”, afirma Cherubin.

 

Bioanálise de Solos – um dos capítulos do livro é dedicado a apresentação da tecnologia de Bioanálise de Solos – BioAS (em inglês, Soil Bioanalysis, SoilBio).  Lançada em 2020, a tecnologia é uma ferramenta que permite ao agricultor alcançar avanços significativos na saúde dos solos das lavouras, uma vez que facilita a identificação das melhores práticas de manejo e, também, daquelas que podem vir a degradar o solo e comprometer a produtividade futuramente. Desenvolvida pela Embrapa, a BioAS inovou ao agregar o componente biológico à análise de solo, antes limitada aos atributos químicos e físicos, e colocou o Brasil na vanguarda desse tipo de trabalho.

 

Integração Lavoura Pecuária – os sistemas integrados de produção, como a ILP e a ILPF, também foram amplamente discutidos no livro, em um capítulo liderado pelo pesquisador da Embrapa Cerrados Robélio Marchão“A experiência brasileira mostra claramente que os efeitos benéficos da ILPF na saúde do solo também resultam em maiores produtividades e no bem estar animal”, afirma Robélio.

 

Poesia para a saúde dos solos brasileiros– o livro traz também um poema do pesquisador Douglas Karlen, criador da Série Soil Health, sobre a saúde dos solos brasileiros. “Além de ser uma das maiores autoridades mundiais em saúde do solo, Karlen é um cientista especializado na construção de pontes que aproximam os cientistas de solo de todo o mundo, e também possui um grande apreço pela agricultura brasileira”, contou a pesquisadora. O livro traz ainda o prefácio escrito por uma das lendas da agricultura brasileira, John Landers, posicionando o Brasil como líder mundial na adoção do Sistema de Plantio Direto.

 

 

A publicação “Soil Health and Sustainable Agriculture in Brazil” está em pré-venda no link https://www.amazon.com/Health-Sustainable-Agriculture-Brazil-Books/dp/089118743X

 

Mais informações sobre o Bioanálise no link: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/6047/bioas–tecnologia-de-bioanalise-de-solo–

 

Mais informações sobre ILPF no link: https://www.embrapa.br/tema-integracao-lavoura-pecuaria-floresta-ilpf 

 

 

Embrapa Cerrados

Semadesc e Embrapa Pantanal realizam mais uma etapa da 5ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de MS

 

A Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a Embrapa Pantanal, promovem no dia 8 de março, em Corumbá, mais uma etapa da quinta edição da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, abordando o tema “Biodiversidade”. O evento será realizado às 8h30 no auditório Águas do Pantanal e vai reunir pesquisadores, professores, cientistas, estudantes, instituições governamentais e não governamentais, formadores de opinião, e sociedade em geral interessada em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

 

A abertura das atividades será conduzida pelo secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna e pela chefe-adjunta em exercício de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pantanal, Catia Urbanetz. No evento, Catia Urbanetz apresentará uma palestra sobre o tema. O debatedor será Edgar Aparecido da Costa, do Câmpus Pantanal da UFMS.

 

“A iniciativa do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul visa levantar demandas e propostas do setor, contribuindo para a realização e organização da Conferência Regional. A etapa sul-mato-grossense fornecerá subsídios para as Conferências Regional e Nacional de CT&I”, informa Ricardo Senna.

 

A primeira etapa da Conferência Estadual ocorreu em Coxim, no dia 26 de fevereiro, com o tema “Desenvolvendo ciência e tecnologia em prol da sociedade”. A próxima está programada para Ponta Porã em 4 de março, com o tema “Inovação Tecnológica no Campo”. Em seguida, será em Corumbá, no dia 08 de março. Posteriormente, a conferência seguirá para Três Lagoas, em 11 de março, abordando o tema “Reindustrialização em novas bases e apoio à inovação nas empresas: os desafios do interior do Brasil”, no ISI Biomassa.

 

A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – 5ª CNCTI, será realizada em junho de 2024, em Brasília (DF). Desde novembro, estão acontecendo sessões temáticas, livres e conferências municipais e estaduais por todo o país.

 

Evento: V Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul

Data: 8 de março de 2024 – às 8h30min

Local: Embrapa Pantanal, Corumbá (MS)

Informações: valves@semagro.ms.gov.br

PRECOCE MS : Curso para capacitação de responsáveis técnicos do programa já está disponível no site da Escolagov

 

Com o objetivo de habilitar profissionais da área de ciências agrárias que queiram atuar como responsáveis técnicos de propriedades rurais cadastradas no PRECOCE-MS, o Governo do Estado, através da SEMADESC e SEFAZ com o apoio da Fundação Escola de Governo preparou o curso online para capacitar os técnicos sobre o Programa. Totalmente gratuito, o curso será ministrado em 14 vídeos aulas e tem a carga horária de 25 horas.

 

O curso é destinado aos médicos veterinários, engenheiros agrônomos e zootecnistas, registrados no estado do MS a serem cadastrados ou recadastrados no PRECOCE/MS.

 

Entre os temas que serão abordados estão: o subprograma PROAPE-PRECOCE/MS – Normas e procedimentos;“Protocolo Precoce em Conformidade” – Aplicabilidade e Funcionalidade; Aspectos fiscais-tributários relacionados ao Precoce-MS; Responsabilidade técnica e ética profissional;Sistemas de Integrações Lavoura- Pecuária- Floresta; Confinamentos e Semiconfinamentos; Conservação de Solos e Programa de Controle de Incêndios.

 

São parceiros do treinamento a Embrapa Gado de Corte, Associação De Produtores de Novilho Precoce do MS, CRMV/MS, CREA/MS e Corpo de bombeiros do MS.
Para se inscrever basta acessar o site da Escola de Governo de MS a partir do dia 1º de março, através do portal do aluno no endereço www. escolagov.ms.gov.br

Inscrições abertas para mestrado em Ciências Agrárias da UEPB em parceria com Embrapa Algodão

 

Estão abertas as inscrições para o Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias (PPGCA) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com a Embrapa Algodão. Serão ofertadas 19 vagas para o mestrado no semestre letivo 2024.1. Desse total, 12 vagas são para ampla concorrência, quatro para candidatos negros, pretos ou pardos, quilombolas, ciganos, indígenas e pessoas trans; uma para pessoas com deficiência, além de duas vagas para candidatos com vínculo empregatício efetivo na UEPB que possuam diploma de graduação.

 

Para ingressar no curso de mestrado exige-se graduação, reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), da grande área de Ciências Agrárias, tais como, Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia Florestal, Agroecologia, Engenharia de Biotecnologia e Bioprocessos, cursos de Licenciatura ou Bacharelado em Ciências Agrárias, Biologia e Agroindústria.

 

As inscrições serão realizadas pela internet no período de 24 de janeiro a 23 de fevereiro. A documentação exigida pelo edital são: cópia de identificação com foto (RG, CNH), formulário de inscrição, histórico escolar do curso de graduação, cópia do Currículo Lattes, Autodeclaração Étnico Racial ou de Gênero para os candidatos que concorrem nas cotas afirmativas, entre outros. Os documentos devem ser enviados em arquivo único em extensão PDF para o e-mail: selecao.ppgca.uepb@gmail.com.

 

O processo seletivo contará com três etapas, sendo a primeira uma prova de conhecimentos, classificatória ou eliminatória, a ser realizada no dia 1º de março, seguida de entrevista e análise de currículo. O resultado final será divulgado no dia 26 de março.

 

Os candidatos classificados no processo seletivo deverão comparecer à Secretaria do Programa de Pós-graduação em Ciências Agrárias para realizar a matrícula nos dias 1º e 2 de abril, portando cópias e originais dos documentos exigidos pelo edital.

 

O mestrado em Ciências Agrárias estrutura-se na área de concentração Agrobioenergia e Agricultura Familiar, com três linhas de pesquisa: Energias Renováveis e Biocombustíveis; Agricultura Familiar e Sustentabilidade; e Biotecnologia e Melhoramento Vegetal. Confira aqui o edital da seleção.

 

Embrapa Algodão

BTL: Embratur e Governo do Rio Grande do Norte anunciam fórum de geoparques durante feira de turismo em Lisboa

 

A Embratur e o Governo do Rio Grande do Norte anunciaram, nesta quinta-feira (29), durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), feira do setor que acontece na capital portuguesa, o 1º Fórum de Geoparques da Unesco de Língua Portuguesa. O evento vai acontecer no Seridó Geoparque Mundial da Unesco, entre os dias 25 e 28 de junho de 2024, na cidade de Currais Novos (RN).

 

Especialistas do Brasil, de Portugal e de outros países lusófonos vão se reunir para discutir e dividir práticas, conhecimentos científicos e desenvolver uma forma sustentável de viabilizar os parques através do turismo. A solenidade aconteceu no estande do Brasil, a convite da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

 

O Brasil tem cinco Geoparques integrados à rede da Unesco e outras regiões na fila para aprovação do título. O coordenador científico do Geoparque de Seridó, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Marcos Nascimento, participou do anúncio. Ele destacou que o parque em questão abrange seis municípios potiguares e ganhou o título em 13 de abril de 2022. “O projeto começou em 19 de abril de 2010 e isso é a concretização dos esforços”, disse.

 

“Não seria possível se a gente não tivesse um trabalho pautado no patrimônio geológico de relevância internacional que nós temos no território. Soma a isso a sustentabilidade e o patrimônio cultural do povo do Seridó, que tem na gastronomia, na arte rupestre, no seu dia a dia, uma riqueza que só conhece quem está lá. Isso foi feito com uma gestão dentro do consórcio público que uniu seis municípios”, destacou o professor.

 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, afirmou que irá a Currais Novos durante o fórum. “A gente na Embratur tem todo compromisso com a questão do geoparque, é o que a gente defende, é a maneira de a gente fazer um turismo com diálogo com sustentabilidade e responsabilidade. O Brasil ganhou, em agosto do ano passado, em uma publicação na Forbes, o título de principal destino de ecoturismo do mundo. Ficamos na frente do México. Isso é muito importante”, declarou.

 

“É o Brasil que voltou. Como diz o presidente Lula, o Brasil da responsabilidade climática, que busca uma maneira, um modo de desenvolvimento que seja compatível com o século 21. O turismo pode ser, no século 21, o grande gerador de emprego e renda e motor de desenvolvimento compatível com os desafios que o mundo nos coloca. Hoje no Brasil a gente tem cinco geoparques oficializados, mas vários outros estão na fila. Em breve, em março, pode ser oficializado mais um, e a gente quer que isso cresça. Estarei em Currais Novos”, comprometeu-se.

 

Descarbonização

 


A governadora Fátima Bezerra agradeceu o apoio da Embratur e de Freixo, e o trabalho da UFRN. “Estamos aqui para dizer o quanto estamos ansiosos e ansiosas para acolher todos os geoparques de Portugal e de outros países de língua portuguesa em junho, no Seridó, em Currais Novos”, ressaltou.

 

“Temos que ter compromisso com a descarbonização do planeta, de um mundo mais sustentável, e essa agenda dos geoparques se insere nesse contexto. É o turismo ecológico, de aventura, histórico, diversificando a pauta do turismo brasileiro, agregando valor. O Brasil vem fazendo um esforço muito grande, não só cuidando da Amazônia, vem olhando para os seus outros biomas, da caatinga e outros, e avançando nas energias renováveis”, acrescentou a governadora.

 

Visita técnica

 


A secretária de turismo do Estado, Solange Portela, também participou do evento. Em sua fala, ela destacou que “no fórum, todos os participantes terão a oportunidade de falar sobre suas expertises” e comemorou a confirmação da participação no encontro da Embratur, Ministério do Turismo e embaixadas. “E teremos uma visita técnica nos principais geossítios que compõem o geoparque Seridó”, revelou.

 

“É muito gratificante estarmos aqui falando do lançamento oficial do 1º Fórum dos Geoparques da Língua Portuguesa que vamos realizar no Seridó. Contamos com a presença e a participação dos cinco geoparques de Portugal e os outros cinco do Brasil juntos, para que possamos iniciar essa troca de experiências de uma maneira mais dinâmica e ativa. Será o primeiro e esperamos que, ao fim, a gente já possa lançar o segundo e quais geoparques vão se candidatar”, torc

 

 

Pequenos negócios contribuem para queda do desemprego no país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios

 

Mais uma boa notícia na economia brasileira e que tem a contribuição direta dos pequenos negócios. A taxa de desemprego do trimestre encerrado em janeiro de 2024 ficou em 7,6%. O índice é 0,7% menor se comparado ao mesmo período do ano passado (8,4%) e bem próximo do melhor resultado já registrado no país (7% de desempregados, em 2014). Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de trabalhadores ocupados chegou a 100,6 milhões, o que representa alta de 0,4% (ou mais 387 mil pessoas) ante o trimestre encerrado em outubro de 2023 e de 2% (mais 1,95 milhão de pessoas) no período de 12 meses.

 

Estudo realizado pelo Sebrae mostra que, em 2023, mais de 80% dos empregos formais do Brasil foram gerados nos pequenos negócios. No total, foram mais de 1,1 milhão de postos de trabalho no segmento. Para o presidente da instituição, Décio Lima, a redução do contingente de pessoas desempregadas e à margem da economia formal é crucial porque representa, naturalmente, uma redução da pobreza e a recuperação do poder de compra das famílias.

 

As notícias da política econômica do presidente Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, mostram claramente o entusiasmo que temos que ter com a retomada do Brasil para o povo brasileiro. O desemprego de 7,6% acumulado até janeiro e a elevação da renda em 3,8% mostram claramente o momento que nós estamos vivendo. Esses números trazem muito entusiasmo, sobretudo na economia das micro e pequenas empresas, que são as maiores oferecedoras de postos de trabalho e de renda para o povo brasileiro.

Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.

 

De acordo com o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com mais empregos e dinheiro no bolso, a perspectiva de consumo dos brasileiros em fevereiro cresceu 10,4%.

 

Segundo a coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, é comum uma estabilidade da população ocupada no trimestre encerrado em janeiro, ou até mesmo uma queda dessa população, mas não foi o que aconteceu em 2024. “Pelo contrário, vemos uma expansão da ocupação”, apontou.

 

Informalidade

 

Público-alvo de diversas ações do Sebrae, os que estão na informalidade também foram verificados. O número ficou estável em relação ao trimestre e cresceu 2,6% em comparação ao ano anterior – um acréscimo de 335 mil pessoas. A taxa de informalidade foi de 39% da população ocupada, o que representa 39,2 milhões de trabalhadores informais.

 

 

Renda

 

 

Por fim, a pesquisa do IBGE também mostrou que a soma das rendas de todas as pessoas ocupadas no mercado de trabalho do Brasil. No trimestre encerrado em janeiro, ela atingiu R$ 305,1 bilhões. Já o rendimento médio trabalhadores chegou a R$ 3.078 (1,6% maior no trimestre e 3,8% no ano).

 

Estudo confirma benefício da acupuntura auricular no tratamento da depressão, segundo pesquisas

 

A acupuntura auricular, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já oferecida como prática integrativa pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, é segura em pacientes com depressão e foi capaz de reduzir sintomas da doença em um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

 

Os resultados do trabalho foram publicados recentemente no periódico JAMA Network Open e reforçam o potencial da terapia como tratamento complementar de um problema que motiva cada vez mais atendimentos na rede pública, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

 

A depressão é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, segundo a OMS. No Brasil, a prevalência ao longo da vida está entre as mais altas: em torno de 15,5%. É responsável ainda por 10,3% dos anos de vida perdidos (conceito utilizado para quantificar o número de anos de vida que uma população deixa de viver em caso de morte prematura).

 

No entanto, menos da metade das pessoas afetadas no mundo recebe o tratamento considerado adequado, com psicoterapia e medicamentos – em alguns países, esse número é de menos de 10% –, por conta de entraves como alto custo e efeitos colaterais (por exemplo, desconforto gástrico e alteração na libido decorrentes do uso de fármacos). Esse cenário aumenta o interesse por opções mais em conta e não farmacológicas – nos Estados Unidos, um terço da população é adepta dessas alternativas.

 

É o caso da acupuntura auricular, técnica milenar chinesa que utiliza agulhas de preço acessível – para ter uma ideia, a cartela com 50 unidades, número suficiente para dez sessões, custa menos de R$ 10 – para estimular nervos do pavilhão auricular, principalmente o vago, e ativar áreas do cérebro ligadas à depressão. Simples e rápida (dura de cinco a 15 minutos), também não requer longos treinamentos por parte dos profissionais de saúde (enfermeiro, médico, acupunturista, fisioterapeuta, naturólogo) que a realizam, ao contrário da acupuntura tradicional. No entanto, sua eficácia e segurança para tratar o transtorno psiquiátrico específico ainda não estão completamente estabelecidas.

 

Foram evidências desse tipo que os pesquisadores buscaram no estudo financiado pela Fapesp, que acompanhou, entre março e julho de 2023, 74 pacientes com depressão moderada ou moderadamente grave (de acordo com pontuação no Patient Health Questionnaire-9, um questionário usado no diagnóstico, e sem aplicação prévia de acupuntura auricular ou risco de ideação suicida) submetidos a 12 sessões de 15 minutos cada durante seis semanas.

 

Os participantes, que tinham idade média de 29 anos e eram, em sua maioria, mulheres, foram divididos em dois grupos de 37 pessoas cada: enquanto o primeiro passou por acupuntura auricular específica, estimulando seis pontos no pavilhão auricular correspondentes ao diagnóstico de depressão pela medicina tradicional chinesa (Shenmen, subcórtex, coração, pulmão, fígado e rim), o segundo recebeu aplicações em áreas não associadas a sintomas de saúde mental – orelha externa, bochecha, face e quatro pontos da hélice (porção superior da orelha externa). Por questões éticas, todos os pacientes continuaram com seus tratamentos habituais. A eficácia e a segurança da terapia foram avaliadas em quatro semanas, seis semanas e três meses.

 

Ao final do acompanhamento, 58% dos pacientes do primeiro grupo apresentaram melhora de pelo menos 50% nos sintomas depressivos. Esse número foi de 43% no segundo grupo, o que não indica uma diferença estatisticamente significativa. Apesar disso, o estudo traz achados promissores: após quatro semanas do início das aplicações, mais pacientes tratados com terapia auricular específica tiveram recuperação e remissão da doença e, após três meses, essa proporção foi ainda mais relevante.

 

“Nossos resultados mostram que a acupuntura auricular específica para depressão recuperou quase 60% das pessoas, número semelhante à taxa de medicamentos, de acordo com outros estudos publicados sobre o tema”, diz Daniel Maurício de Oliveira Rodrigues, professor de naturologia da Unisul e primeiro autor do estudo. “Além disso, 46% desses participantes relataram não sentir mais sintomas, em contraste com 13% do grupo que passou pela técnica não específica – para efeitos de comparação, essa taxa gira em torno de 35% para fármacos.”

 

Outro ponto positivo do tratamento foi a ausência de efeitos adversos severos, sem diferenças significativas entre os grupos. A maioria dos participantes (94% no grupo de acupuntura auricular específica e 91% no grupo da prática genérica) relatou apenas dor leve no local de aplicação da agulha. “Isso evidencia a segurança da intervenção por mais de seis semanas”, afirma Rodrigues.

 

Mais segurança

 

“Vivemos uma verdadeira epidemia de transtornos de humor – acredito que nunca estivemos tão ansiosos e deprimidos como neste pós-Covid – e a aceitação do padrão-ouro de tratamento está longe de ser a ideal”, diz Alexandre Faisal Cury, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (FM-USP). “Na prática clínica, nos deparamos com pacientes com depressão crônica, que tomam remédios há muito tempo, com efeitos colaterais e recaídas, e precisamos de opções complementares que tragam benefícios comprovados.”

 

Faisal destaca as três principais repercussões do estudo: para o SUS, trata-se da validação de uma técnica já amplamente utilizada (é a prática integrativa mais realizada no sistema público); para o paciente, uma opção segura a mais no tratamento de saúde mental; e, para o profissional de saúde, a desestigmatização de uma terapia não alopática.

 

Mesmo com os resultados animadores, os pesquisadores lembram que, para investigar melhor a eficácia da acupuntura auricular no tratamento da depressão, são necessários estudos mais prolongados e com maior número de participantes, uma das principais limitações do trabalho atual. “Acredito que a participação de mais pessoas traria resultados ainda mais favoráveis à intervenção”, finaliza Faisal.

 

Governo de SP

Estado do Rio lidera ranking nacional de monitoramento da qualidade do ar

 

O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) divulgou no dia 28 de fevereiro um relatório que dimensiona o tamanho da rede de estações automáticas de qualidade no ar em todos os estados do Brasil. O estudo mostrou que o Rio de Janeiro lidera esse ranking com 65 estações automáticas, seguido por São Paulo, com 62, e Minas Gerais, com 54. Por aqui, quem faz a gestão da qualidade do ar é o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

 

 

O documento que levou em consideração os critérios utilizados pela União Europeia e Estados Unidos mostrou ainda que dos 26 estados do Brasil, apenas 13 possuem redes de monitoramento da qualidade do ar. Dentre as regiões, o sudeste é o que mais investe em equipamentos que medem as concentrações de gases e particulados.

 

Desde o início de 2023, o Rio de Janeiro, por meio do Inea, recebeu 15 estações automáticas espalhadas pelo estado. Para 2024 a meta é de inaugurar ao menos 4 estações, além de implantar o Programa Estadual de Monitoramento de Partículas Sedimentáveis já no próximo mês, em Volta Redonda, como previsto no decreto de qualidade do ar estadual, publicado em setembro do ano passado.

 

 

– Todas as nossas estações são responsáveis por captar informações sobre concentrações de gases, particulados e condições meteorológicas, como pressão atmosférica e radiação solar. Esses dados são transmitidos em tempo real para a central de telemetria do instituto, e após processados e validados, são disponibilizados à população por meio de relatórios e boletins disponíveis no portal – explicou o governador em exercício e secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha.

 

 

Manter uma rede de monitoramento é importante para definir o perfil da qualidade do ar no estado, já que os dados obtidos por meio desses instrumentos são utilizados na identificação e priorização dos problemas ambientais, e na formulação de políticas e metas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria da qualidade de vida da população fluminense.

 

Governo do RJ