SES distribui 16,6 mil testes rápidos de antígeno para covid-19 aos municípios de Mato Grosso do Sul

 

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) iniciou o repasse de 16,6 mil testes rápidos de antígeno para Covid-19 às secretarias municipais de saúde do Estado. Somente nesta semana, com a doação feita pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), a SES vai atender 57 municípios de Mato Grosso do Sul.

 

A liberação de testes rápidos de antígeno para Covid-19 é realizada conforme fluxo estabelecido, onde as secretarias municipais de saúde precisam apresentar comprovação de 80% ou mais de uso dos testes e os quantitativos são calculados de acordo com o estoque, com a população e o número médio de sintomáticos respiratórios atendidos na semana em cada município.

 

Para a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, é imprescindível que os municípios evitem o uso indiscriminado dos testes. “Com a doação que recebemos da Opas, fizemos o fornecimento dos testes aos municípios e assim vai continuar. À medida que nós recebermos, nós vamos repassar aos 79 municípios. Então, nesse momento, a recomendação é que os testes sejam utilizados em pacientes com sintomas respiratórios (síndrome gripal) atendidos em todo o estado, conforme Nota Técnica estadual em vigência”.

 

Ao todo, 57 municípios atenderam aos critérios estabelecidos para o repasse dos testes. São eles: Água Clara, Amambai, Anastácio, Anaurilândia, Angélica, Antônio João, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Aral Moreira, Bandeirantes, Batayporã, Bela Vista, Brasilândia, Camapuã, Campo Grande, Caracol, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Figueirão, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Japorã, Jaraguari, Jardim, Ladário, Maracaju, Miranda, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Paranhos, Pedro Gomes, Ponta Porã, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, Rochedo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Sete Quedas, Sonora, Tacuru, Taquarussu, Três Lagoas e Vicentina.

 

A retirada acontece até a próxima quinta-feira (29), das 7h30 às 16h30, na empresa Consórcio LIM (Logística Inteligente de Medicamentos), em Campo Grande. Municípios que optaram pelo recebimento via caminhão precisam consultar o cronograma do mês.

 

É importante frisar que o teste rápido de antígeno para Covid-19 é recomendado para síndrome gripal, gripes leves atendidas em Unidades Básicas de Saúde ou até mesmo em Unidades de Pronto Atendimento, pacientes que não internam, que não possuem fatores de risco e que não são de grupos prioritários.

 

A metodologia RT-PCR via Lacen/MS (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul) permanece disponível para casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) hospitalizados, síndrome gripal de unidade sentinelas e para grupos de risco: gestantes, puérperas e imunossuprimidos.

MTur oferece mais de 500 vagas em cursos gratuitos de inglês e espanhol para profissionais e estudantes do turismo

 

Condutores e guias de Turismo, estudantes de Turismo e profissionais que atuam na cadeia produtiva do Turismo já podem se inscrever nos Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) de Inglês e Espanhol aplicados aos serviços turísticos. Estão sendo ofertadas 500 vagas da capacitação que é realizada na modalidade à distância. A qualificação é uma parceria do Ministério do Turismo com o Instituto Federal do Tocantins (IFTO).

 

Para o curso de inglês estão abertas 268 oportunidades e, para o de espanhol, 260. As inscrições podem ser realizadas até o dia 3 de março pela internet, através de um formulário de inscrição disponível do endereço eletrônico: https://seletivo.ifto.edu.br/ead20241/

 

O candidato poderá escolher apenas um dos cursos, que serão realizados de 18/03/2024 a 31/07/2024. A classificação do processo seletivo será definida por ordem de inscrição, atendendo ao quantitativo de vagas estipulado no quadro geral.

 

Após a publicação do resultado final, previsto para o dia 6 de março, os candidatos que tiveram a inscrição homologada serão matriculados e alocados nas turmas, conforme prazo estabelecido no cronograma de execução dos cursos, que pode ser acessado através do Edital de abertura.  As aulas acontecem ao vivo, ou seja, não são aulas gravadas.

 

MAIS QUALIFICAÇÃO

 

A busca pela qualificação profissional tem sido uma prioridade para o Ministério do Turismo. Além do seu próprio conteúdo de formação disponibilizado através do portal https://qualifica.turismo.gov.br/, o ministério também promove cursos por todo o país com diversos parceiros.

Em nova campanha para os Estados Unidos, Embratur celebra ancestralidade, alegria e biodiversidade brasileiras

 

A Embratur lança, na quinta-feira (22), a primeira campanha publicitária de 2024. Nos Estados Unidos, os vídeos e as peças publicitárias da Agência irão enfatizar a ancestralidade, a natureza, a gastronomia e a alegria do povo brasileiro. A campanha é uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Um vídeo traz a experiência em alguns dos mais representativos destinos do país. Mostra imagens de um mergulho no mar de Fernando de Noronha, de um voo livre no Rio de Janeiro, do ritmo das ruas e da capoeira de Salvador, do maracatu do Recife, além dos sabores típicos da região amazônica. Na peça, a protagonista é coroada pelo carinho, alegria e hospitalidade do povo brasileiro, que cativam os turistas dos Estados Unidos.

 

O mercado estadunidense é o segundo maior emissor de turistas internacionais para o Brasil. Em 2023, o país enviou 668.478 visitantes aos destinos brasileiros. O número é mais de 50% superior ao de 2022, quando 441 mil turistas dos EUA visitaram o Brasil.

 

IT’S SPECTACULAR! IT’S FOR YOU!


Com o tema “É espetacular. É para você” (It’s spetacular! It’s for you!, em inglês), a campanha da Embratur reforça o posicionamento de promoção da diversidade, da sustentabilidade e do afroturismo dos destinos nacionais.

 

“O Brasil tem uma experiência e um destino ideal para cada perfil de turista. Nossa campanha publicitária para os Estados Unidos em 2024 avança consideravelmente na segmentação de público e mensagem, com monitoramento de resultados e calibragem em tempo real. Com peças criativas, que emocionam, geram curiosidade e interesse, estamos mostrando o que o Brasil tem de melhor: a força de nossa cultura afrobrasileira, nossa natureza tão rica e diversa, nossas cidades dinâmicas e com uma gastronomia sem igual”, afirmou o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

 

A campanha utiliza uma linguagem comum nas plataformas digitais, principalmente no segmento de turismo. O filme foi construído a partir do conceito de experiência, com inspiração no ato de vivenciar cada lugar, onde a turista mostra seu percurso por destinos como Rio de Janeiro, Manaus, Recife, Fernando de Noronha e Salvador. As peças desenvolvidas e a sequência dos filmes foram especialmente pensadas para criar uma conexão com o espectador, com versões de 15, 30 e 60 segundos.

 

As peças estão disponíveis em plataformas online e redes sociais, além de um circuito de DOOHs em algumas das principais cidades dos Estados Unidos, como Nova York, Miami, Los Angeles e Houston.

 

Conectividade EUA – Brasil


Os visitantes americanos têm uma ampla variedade de conexões para destinos brasileiros, com 27 rotas diretas ligando os principais hubs dos EUA ao Brasil – entre as adições mais recentes, a LATAM Airlines iniciou em agosto uma nova operação semanal entre Los Angeles e São Paulo; o voo da Delta Airlines de Atlanta para o Rio de Janeiro é válido para todo o ano; e a American Airlines se comprometeu com um aumento nos voos diários no Brasil para o próximo inverno de Miami para São Paulo e Rio, além de uma nova operação sazonal de Dallas para a Cidade Maravilhosa.

 

Os voos têm origens nas cidades de Atlanta, GA; Boston, MA; Chicago, Illinois; Dallas, Texas; Fort Lauderdale, Flórida; Houston, Texas; Los Angeles, Califórnia; Miami, Flórida; Newark, Nova Jersey; Nova York-JFK, NY; Orlando, Flórida e Washington DC. Os destinos são Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Fortaleza, Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o momento é extremamente favorável. “Estamos comemorando os resultados da nossa economia com um Produto Interno Bruto (PIB) que surpreendeu todas as previsões, uma inflação sob controle e números recordes de empregos, gerados principalmente pelas micro e pequenas empresas. Nesse contexto, a retomada da indústria do turismo abre perspectivas positivas para todo o setor, desde as pequenas pousadas e restaurantes até os artesãos. Sebrae e Embratur são parceiros nessa empreitada de fortalecer a atividade no Brasil”, acrescenta.

 

Confira a campanha: https://www.youtube.com/watch?v=Qj8623TLVJs.

Eucalipto é capaz de armazenar grandes quantidades de carbono, mostra estudo realizado pela Embrapa Cerrado

 

Estudo coordenado pela Embrapa Cerrados (DF) em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) mostra que os plantios de povoamentos de eucalipto podem armazenar grandes quantidades de carbono na biomassa da parte aérea e no solo, assim como as áreas de Cerrado nativo, contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa (GEE), em especial o gás carbônico (CO2). Os resultados indicam elevados níveis de carbono em plantios de eucalipto e em uma área de vegetação natural analisados (acima de 183,99 toneladas por hectare – t/ha), acumulado principalmente no solo, demonstrando que a espécie pode contribuir para a fixação de mais de 674,17 t/ha de CO2.

 

As árvores, tanto naturais como plantadas, podem atuar como drenos de carbono, pois fixam grande quantidade de carbono pelo processo da fotossíntese e o alocam na biomassa da parte aérea (tronco e copa), nas raízes e na adição de resíduos orgânicos ao solo. Pesquisas sugerem que as florestas, de modo geral, têm papel fundamental não apenas no ciclo do carbono, mas também podem contribuir para minimizar o aquecimento global reduzindo a circulação de GEE como o óxido nitroso (N2O), o metano (CH4) e o gás carbônico (CO2).

 

“Nesse sentido, a remoção de GEE da atmosfera por plantios florestais em savanas deve ser considerada, se não para longo prazo, pelo menos para compensações de carbono no curto prazo. No caso de povoamentos de eucalipto, o corte é realizado aos 7, aos 14, e aos 21 anos do plantio para papel e celulose, que é o principal uso no Brasil”, aponta o pesquisador Alcides Gatto, da UnB, um dos autores do trabalho.

 

De acordo com o Relatório Anual 2022 da Indústria Brasileira de Árvores, o Brasil tem uma área aproximada de 10 milhões de hectares de florestas plantadas, sendo 76% plantações de eucalipto destinadas a diversos fins comerciais, desde a produção de carvão, papel e celulose, mourões para cerca, postes de eletrificação e madeira para móveis e construção civil, com ciclos do plantio ao corte variando de cinco a vinte anos, dependendo do destino da madeira produzida.

 

A pesquisadora Alexsandra de Oliveirada Embrapa, lembra que há diversos estudos sobre estoque de carbono no solo e mitigação de GEE em áreas de Cerrado convertidas em lavouras ou pastagens. Por outro lado, apesar da expansão da cultura do eucalipto no bioma, ainda há pouca informação quanto ao impacto dos plantios sobre os estoques de carbono e as emissões de GEE.

 

Além disso, os pesquisadores apontam que muitas pesquisas estão restritas a mensurações do carbono na biomassa do solo e acima do solo, enquanto havia uma lacuna em estimar a quantidade de carbono nos diferentes compartimentos de plantios de eucalipto, como raízes e biomassa morta no Cerrado.

 

 

“Dada a importância das florestas na fixação de carbono, e como nos ecossistemas terrestres a vegetação e o solo são os principais drenos de carbono, informações sobre o carbono acima do solo e nas raízes são essenciais para reduzir incertezas em métricas regionais sobre áreas de plantio de eucalipto no Cerrado, além de alimentarem modelos nacionais de armazenamento de carbono e mudanças climáticas”, completa Eloisa Ferreira, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF).

 

Assim, o estudo buscou quantificar o estoque de carbono e a biomassa por compartimentos em plantios de eucalipto (híbrido Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis) de diferentes idades e estimar, por métodos diretos e indiretos, a biomassa e o estoque de carbono de uma área com vegetação nativa de Cerrado. O trabalho foi realizado na zona rural do Paranoá (DF), em áreas vizinhas com dois plantios de eucalipto – uma com o clone EAC1528 de quatro anos e outra com o clone GG100 de seis anos – e uma área de Cerradão, uma das formações vegetais de Cerrado.

 

Carbono das árvores

 

A equipe realizou um inventário florestal para estudar a composição florística da área de Cerrado nativo. Foram encontradas 84 espécies de 41 famílias botânicas. As espécies nativas mostraram diferentes capacidades de armazenamento de biomassa e carbono. O pau-terra (Qualea grandiflora), com 161 árvores/ha, foi a espécie que estocou mais carbono, 2,87 t/ha (13% do total), cerca de 17,88 kg/ha de carbono por árvore. Por outro lado, o pau-terrinha (Q. parviflora), com 24 árvores/ha, foi a espécie que mais estocou carbono por indivíduo: 77,88 kg/ha.

 

Para a biomassa e o carbono acumulado na parte aérea das árvores, foi observado que a madeira foi o componente com a maior contribuição (81,35% no plantio mais jovem e 88,46% no eucalipto mais velho). Segundo os pesquisadores, no eucalipto, a madeira é a parte da planta que mais acumula biomassa e carbono, sendo que nas demais partes, como a casca, folhas e galhos, o acúmulo pode variar de acordo com as características da área estudada.

 

O estoque de biomassa e o armazenamento de carbono aumentaram com a idade do plantio das árvores. No de quatro anos, o carbono e a biomassa acumulados na parte aérea foram respectivamente de 62,1 t/ha (27,5% do total) e 141,1 t/ha, enquanto no plantio com seis anos foram de 81,7 t/ha (37,78% do total) e 189,7 t/ha.

 

Carbono no solo e nas raízes

 

A principal reserva de carbono nas três áreas estudadas está no solo, que fixou cerca de 68%, 58% e 84% do carbono total, respectivamente, nas áreas de eucalipto de quatro anos, de eucalipto de seis anos e de Cerrado nativo. Foi observado que a concentração total de carbono no solo diminui exponencialmente com a profundidade.

 

 

Detalhes da pesquisa

 

A pesquisadora Karina Pulrolnik, da Embrapa Cerrados, explica que a maior concentração de carbono na camada superficial (0 a 5 cm) se deve à deposição de material orgânico e à lenta decomposição em florestas plantadas e naturais, ricas em lignina e com uma alta relação carbono/nitrogênio, fatores que aumentam o tempo de decomposição da serapilheira e os níveis de carbono no solo. A densidade das raízes finas também contribui para o aumento dos níveis de carbono no solo, mesmo naqueles com baixa fertilidade natural, como os de Cerrado.

 

Do total de carbono encontrado no perfil do solo de 0 a 100 cm de profundidade, a camada de 0 a 30 cm representou 48% do total na área de plantio de eucalipto de quatro anos, 50% no plantio de eucalipto de seis anos e 52% no Cerrado nativo.

 

As áreas de plantio de eucalipto com quatro anos de idade (154,23 t/ha) e de Cerrado nativo (154,69 t/ha) estocaram as maiores quantidades de carbono para todas as camadas de solo estudadas. Ou seja, após quatro anos da implantação do eucalipto, não houve redução de carbono no solo, enquanto o plantio de eucalipto de seis anos apresentou os menores valores de carbono no solo (126,26 t/ha).

 

“O plantio de eucalipto de quatro anos pareceu ter reposto os estoques de carbono do solo no primeiro metro de profundidade, apesar de algumas perdas que possam ter ocorrido logo após o estabelecimento. Por outro lado, uma perda significativa de carbono no solo, de 18% (28,43 t/ha), foi observada devido ao uso alternativo, onde uma área natural similar foi convertida em agricultura, principalmente lavoura de soja e, anos depois, transformada em um plantio de eucalipto de seis anos”, comenta Alexsandra de Oliveira.

 

Ela acrescenta que estudos científicos mostram diminuição nos níveis de carbono nos primeiros anos de conversão da vegetação natural para outros tipos de uso do solo, como lavouras de grãos, período em que uma proporção significativa de carbono do solo que estava fisicamente protegida em agregados estáveis é abruptamente oxidada, resultando na mineralização e na perda para a atmosfera sob a forma de CO2.

 

As raízes tiveram menor contribuição para o armazenamento total de carbono – 4,9 t/ha na área com eucalipto de quatro anos, 1,9 t/ha no eucalipto de seis anos e 3,1 t/ha no Cerrado nativo – considerando uma profundidade de 0 a 60 cm de profundidade, o que representa, respectivamente, 2,16%, 0,88% e 1,68% do carbono total nas áreas.

 

Assim, enquanto o eucalipto de seis anos teve o maior estoque de carbono na parte aérea, no eucalipto de quatro anos ocorreu o maior estoque de carbono nas raízes. Os pesquisadores apontam que a menor quantidade de raízes superficiais no plantio mais antigo pode estar relacionada à proporção de raízes que cresceram em profundidade à medida que a idade do plantio aumentava.

 

Eucalipto jovem estocou mais carbono

 

 

Apesar dos diferentes resultados de dinâmica de carbono entre os componentes das árvores, das raízes e do solo nas três áreas avaliadas, os estoques totais de carbono foram maiores no plantio de eucalipto mais jovem, com quatro anos de idade (226,23 t/ha), possivelmente em função da maior produção de biomassa nos estágios iniciais de crescimento – com o passar dos anos, o crescimento da planta diminui. Mas esse resultado, segundo os autores, indica a necessidade de mais estudos em escala de plantios comerciais e com diferentes idades para confirmar as similaridades dos dados encontrados nesse trabalho.

 

Os pesquisadores destacam a notável capacidade das espécies florestais, nativas ou plantadas, em fixar o gás carbônico (CO2), sempre apresentando saldo positivo (veja a ilustração), mesmo descontando as perdas por respiração, morte das plantas e retorno gradual do CO2 fixado inicialmente para a atmosfera. Eles lembram, no entanto, que o carbono estocado é mantido nas árvores enquanto vivas, na serapilheira e na matéria orgânica do solo por décadas e até milhares de anos em formas orgânicas estáveis no solo.

 

“Isso valida a importância de florestas nativas e plantadas como drenos de GEE, em especial o CO2, pois mitigam as mudanças climáticas, mostrando relevância para a sustentabilidade local e para a geração de mercado de carbono”, finaliza a engenheira-florestal Fabiana Piontekowski Ribeiro, doutoranda pela UnB à época da pesquisa.

 

 

Os autores do estudo

 

A publicação, que está disponível na integra aqui, é assinada por Fabiana Piontekowski Ribeiro, Alcides Gatto, Alexsandra Duarte de Oliveira, Karina Pulrolnik, Marco Bruno Xavier Valadão, Juliana Baldan Costa Neves Araújo, Arminda Moreira de Carvalho e Eloisa Aparecida Belleza Ferreira.

 

 

Embrapa Cerrado

Abrasel MS reúne empresários e formaliza núcleos nos municípios de Dourados e Ponta Porã

 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul reuniu empresários do setor nos municípios de Dourados e Ponta Porã, região Sul do estado, para o primeiro Encontro Empresarial e formalização dos núcleos nos dois municípios.

 

O Encontro, que segue os moldes dos que são realizados na capital, foi conduzido pelo presidente da entidade, João Francisco Fornari e contou com a participação do consultor Francisco Pezzino.

 

Em sua palestra, Pezzino, que é consultor máster e diretor proprietário da Food Service Consultoria, deu dicas para os participantes sobre os principais pontos no gerenciamento de bares e restaurantes, apontando os segredos para que tenham sucesso.

 

João Francisco pontuou a importância da formalização dos núcleos. “Nesta reunião também formalizamos a abertura do núcleo Abrasel em Dourados e Ponta Porã, um grande passo de nossa gestão, que assim deve apoiar ainda mais os empresários da região sul”.

 

Como líder do núcleo de Dourados, foi escolhido o empresário André Queiroz Leite, já em Ponta Porã, Mercês Cristina Nogueira da Rocha será a líder.

 

Além do consultor, o presidente foi aos municípios acompanhado da executiva da Abrasel MS, Paola Lani, e da Relações Institucionais do Sindha MS – Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação, Cátia Almeida, que falou aos participantes sobre a atuação do sindicato em favor dos empresários do setor.

Goiânia sediará 1º Fórum de Compras Públicas; evento será realizado em 2 de abril, no TCE-GO

 

Goiânia será a sede do 1º Fórum de Compras Públicas, encontro promovido pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), por meio do Comitê Técnico de Estudo e Sistematização da Administração Pública (CTESAP), em parceria com os Tribunais de Contas do Estado (TCE-GO) e dos Municípios de Goiás (TCMGO). O evento visa capacitar servidores públicos de toda a região Centro-Oeste para as novidades introduzidas pela Lei Federal nº 14.133, de 1º de abril de 2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos). O Fórum ocorrerá no dia 2 de abril, das 8h às 18h, no Auditório do TCE-GO.

O encontro visa disseminar o conhecimento sobre ações realizadas pelo controle externo quanto às compras públicas a partir da nova regulamentação do tema; sensibilizar acerca da relevância do planejamento; debater os procedimentos de fiscalização a serem utilizados nas compras públicas, licitações e contratos diante das mudanças normativas; e formar uma base de conhecimento sobre o tema.

 

A programação contará com debates e palestras com membros e servidores dos tribunais realizadores, além dos TCs da União (TCU), do Distrito Federal (TC-DF) e dos estados do Mato Grosso (TCE-MT) e Mato Grosso do Sul (TCE-MS). O público-alvo são controladores internos e externos, servidores públicos das esferas estadual e municipal, profissionais, estudantes e sociedade civil interessada.

 

O 1º Fórum de Compras Públicas é uma realização do IRB, TCE-GO e TCMGO, com apoio institucional da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), TCU, TC-DF, TCE-MT e TCE-MS. Essa é a primeira edição do evento, que também contemplará as regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil.

 

 

1º Fórum de Compras Públicas: Como será a atuação dos Tribunais de Contas Brasileiros?

Data: 02 de abril de 2024

Horário: das 8h às 18h, com intervalo para almoço

Local: Auditório Conselheiro José Sebba, TCE-GO, Goiânia

Projeto da Meta, Robbu e Defesa Civil Nacional envia mais de 11 mil alertas de desastres para a população em 2023

 

Em 2023, a população brasileira recebeu mais de 11,3 mil mensagens do governo via WhatsApp sobre riscos de desastres em suas regiões. Desse montante, 72,91% foram sobre chuvas intensas – principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além desses, houve alertas de inundações, deslizamentos, ondas de calor e frio, epidemias, incêndios florestais, dentre outros. Os avisos para a sociedade, bem como os números do balanço de 2023, são do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com a Robbu e a Meta.

 

No mundo, o ano passado foi o mais quente já registrado, ficando em média 1,48°C acima do nível pré-industrial, muito perto de 1,5ºC, o que é considerado entre muitas convenções climáticas como o “limite seguro”. A conclusão é do observatório europeu Copernicus. No Brasil, além de lidar com as secas nas regiões Norte e com o forte calor no restante do País, houve também o problema das chuvas com a chegada do verão. Só a cidade de São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), registrou o mês mais chuvoso da história em outubro de 2023 – acumulando 307 milímetros de chuva antes dos 30 dias.

 

Para 2024, especialistas do clima avaliam que pelo provável retorno do fenômeno La Niña (que causa a diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico), a expectativa é que o segundo semestre do ano seja marcado por chuvas intensas no Norte e Nordeste, e calor e secas no Sul. “Essas constantes mudanças climáticas afetam diretamente a vida da população, que corre o risco de perder patrimônio com as chuvas intensas, de sofrer com a saúde e bem-estar no calor e na baixa umidade do ar. Por isso, a importância de os cidadãos estarem conscientes do que está acontecendo ao redor, sabendo dos riscos e das formas de se proteger ganha força. É justamente isso que o nosso projeto com a Defesa Civil Nacional e a Meta prevê”, avalia o diretor de negócios da Robbu, Francisco Dabus.

 

Além de comunicar sobre o risco de desastres, o chatbot desenvolvido pelas empresas em conjunto com o MDR também avisa sobre colapsos ambientais, como foi o caso de Maceió (AL), em que houve o afundamento do solo. Em 2023, a região com o maior números de pessoas cadastradas para receber os alertas foi o Sudeste (62,13%), seguido pelo Sul (25,71%) e Norte (5,75%). Tendo em vista o cenário climático previsto para 2024, Dabus reforça a importância de a população se cadastrar no projeto para evitar acidentes.

 

Como funciona?

 

O chatbot é gratuito e dispara alertas via WhatsApp para todas as regiões do País que apresentarem algum risco de desastres. A pessoa pode cadastrar mais de uma localização para monitoramento, assim, mesmo quando estiver em viagem ou em outra localidade, ele fica ciente da situação onde for importante.

 

No WhatsApp – é possível cadastrar o número 61 2034-4611 ou clicar no link Link.

 

“Essa é uma forma de a população se proteger e de evitar ao máximo danos ao patrimônio e riscos de vida. O cadastro é um processo simples, leva apenas alguns segundos e traz diversos benefícios, como recomendações e ações emergenciais para a população em situação de risco”, diz Dabus, da Robbu.

 

Para obter mais informações, acesse o site do Governo.

 

Sobre a Robbu

 

A Robbu é líder em soluções de comunicação de negócios, oferecendo uma plataforma omnichannel altamente personalizável que se integra perfeitamente aos serviços, sistemas e APIs de cada parceiro. É especializada em ajudar empresas a otimizar seu contato com os clientes e é ativa na construção de chatbots personalizados.

 

Nesse sentido, a Robbu tem uma vasta lista de clientes, incluindo grandes empresas em diferentes segmentos como Banco BV, Yamaha, Vibra Energia e EMS Farmacêutica, bem como parcerias estratégicas com o Poder Público, incluindo projetos com a Defesa Civil Nacional e o Ministério da Saúde. Desde sua fundação em 2016, a Robbu tem mantido muitos de seus clientes em diferentes segmentos e países como parceiros de longa data.

Foto: Fausto Brites / Agência Zero Um Informa

Na FEBRACE 2024, estudantes brasileiros apresentam soluções tecnológicas alinhadas aos ODS da ONU

 

Nano satélite para monitoramento de queimadas no Amazonas; sistema solar para purificação de água; prótese com impulso neural; papel feito de bagaço de cana-de-açúcar; larvicida natural contra o Aedes Aegypti; robô para reconhecimento e localização de vítimas de afogamento; e lenha ecológica feita de borra de café e da casca do caroço de manga. Esses são alguns dos 226 projetos finalistas da 22ªedição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontece na USP, na capital paulista, de 18 a 22 de março.

 

A FEBRACE é a maior mostra nacional de projetos de Ciências e Engenharia, desenvolvidos por estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Os trabalhos finalistas foram selecionados entre 500 semifinalistas, escolhidos em uma etapa anterior, feita a distância, na qual foram avaliados os 2.900 projetos inscritos, um número recorde considerando os 22 anos da FEBRACE.

 

“A maior parte dos projetos está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS] da ONU; cada vez mais os estudantes apresentam soluções criativas para problemas reais das comunidades em que estão inseridos ou mesmo para problemas complexos que afligem o planeta”, afirma a coordenadora geral da FEBRACE, a profª. Roseli de Deus Lopes. “O rigor na aplicação de métodos de pesquisa científica e tecnológica também é cada vez maior”, destaca.

 

Nesta edição, participam do evento 498 estudantes. “São jovens de todas as regiões do país, que terão a oportunidade de apresentar e discutir suas descobertas e inovações com cientistas de diversas áreas do conhecimento, de interagir com professores, pesquisadores, patrocinadores e visitantes, além de conhecerem a Cidade Universitária da USP”, afirma Lopes. “É uma vivência importante na formação acadêmica deles.”

 

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Caso importado de sarampo acende alerta para vacinação em dia

 

Um caso importado de sarampo registrado no Rio Grande do Sul, em dezembro de 2023, acendeu um alerta importante sobre a necessidade de se manter as vacinas em dia. Mesmo sem novos registros da doença, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas que ainda não receberam o imunizante tomem a vacina, recomendada para crianças a partir de 1 ano até adultos de 59 anos. Nos últimos dois anos, esse foi o segundo registro no país da doença, que havia sido erradicada em 2016: o outro foi em 2022.

 

O médico infectologista Claudilson Bastos, consultor técnico do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca que a vacinação é o único caminho para prevenir e erradicar o sarampo, que pode ser transmitido de pessoa a pessoa, por via aérea, ao espirrar, tossir, falar e até mesmo respirar. “O sarampo é causado por um vírus da família Paramyxoviridae, com alto potencial contagioso, mas que pode ser evitado por meio da imunização, que é eficaz e segura. Por isso, é importante vacinar, principalmente, as crianças. Uma das opções disponíveis é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A primeira dose deve ser aplicada no primeiro ano de vida, com o reforço feito após 15 meses”, informa.

 

O infectologista ainda acrescenta que adolescentes, adultos e idosos não imunizados na infância ou que não tenham a certeza da imunização devem se proteger o quanto antes para prevenir a contaminação e possíveis casos graves. Para isso, há vacinas disponíveis no SUS e na rede privada. “O Calendário Nacional de Vacinação oferece imunização para pessoas de 12 meses a 59 anos, sendo recomendadas duas doses até 29 anos e uma dose para indivíduos não vacinadas acima de 30 anos. Já o esquema da rede privada consiste em realizar a aplicação das duas doses a partir do primeiro ano de vida, sem limites, com intervalo mínimo de um mês entre elas”, afirma.

 

Sintomas do sarampo

 

Os primeiros sintomas do sarampo se assemelham aos de um resfriado comum ou da gripe, como tosse seca, coriza, mal-estar intenso, inflamação nos olhos (que lembra conjuntivite) e febre maior que 38 oC. O indício mais emblemático, conforme explica o infectologista, é quando as pessoas apresentam manchas na pele, sem secreção, que aparecem entre 3 e 5 dias após a contaminação. Inicialmente, as lesões surgem no rosto e atrás das orelhas e se espalham, em seguida, pelo restante do corpo.

 

“Devemos ficar atentos após o aparecimento das manchas, porque ela pode vir com a persistência da febre, apontando para uma possível gravidade da doença, principalmente em crianças menores de 5 anos”, informa Bastos, que acrescenta: “Há quem apresente ainda outros sintomas, como os gastrointestinais (vômito e diarreia); neurológicos, que podem evoluir para uma encefalite (inflamação cerebral); e pulmonares, com uma pneumonia viral”.

 

Outras vacinas disponíveis

 

Além da vacina tríplice viral, o Brasil disponibiliza outros imunizantes que previnem o sarampo: a dupla viral, que protege contra o vírus do sarampo e da rubéola e que pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; e tetraviral, responsável por prevenir os vírus do sarampo, da caxumba, rubéola e varicela (catapora).

 

Sobre o Grupo Sabin

 

Referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades onde está presente, o Grupo Sabin nasceu na capital federal, fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje, conta com cerca de 7000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.

 

Presente em 15 estados, além do Distrito Federal, a empresa oferece serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente e atende a mais de 7 milhões de clientes por ano, em 350 unidades distribuídas de norte a sul do país.

 

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra um portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária, contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, com a Amparo Saúde, e a plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

 

Fonte: Sabin