Festival de Dança Itacaré abre inscrições para trabalhos de artistas nacionais e estrangeiros

 

A 12ª edição do Festival de Dança Itacaré, com o tema Expande Expande, está com inscrições abertas, até o dia 12 de abril de 2024, para projetos de performances, espetáculos e oficinas de artistas e grupos, brasileiros e estrangeiros. As inscrições para apresentação no festival podem ser feitas por meio deste endereço eletrônico: https://festivaldedancaitacare.com.br/ANO-XII/. O festival foi contemplado no Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023 – Eventos Artísticos Calendarizados.

 

A 12 ª edição do festival será realizada em duas etapas: a primeira, nos dias 4 e 5 de novembro de 2024, no município de Ilhéus (BA) (a 75 km de Itacaré); e a segunda etapa, de 6 a 10 de novembro, no município de Itacaré (BA).

 

“Na cidade de Itacaré, não há teatros. Então, usamos as ruas e o galpão no quilombo urbano do Porto de Trás como espaços possíveis. O próprio processo de continuidade do Festival nos possibilitou compartilhar as experiências do evento, por curiosidade de artistas brasileiros que não moram no Brasil e artistas estrangeiros que se mostraram interessados em conhecer a nossa programação”, destaca a idealizadora do festival, Verusya Correia.

 

Categorias e número de selecionados

 

Na categoria de inscrição Trabalhos Cênicos, a convocatória aceita propostas já estreadas ou inéditas. Serão selecionados cinco espetáculos nacionais e três internacionais, com cachê de R$ 5 mil.

 

Já na categoria Trabalhos de rua ou Espaço alternativo, serão selecionadas três performances em formato de solos, duetos e trio, que receberão R$ 3,5 mil cada.

 

Na categoria oficina-espetáculos, serão selecionadas três iniciativas de encontros em dança, a serem realizados nos municípios de Ilhéus e Itacaré, no Sul da Bahia, com o objetivo de integrar artistas locais, visitantes e moradores para, no final, apresentar um trabalho inédito. Nessa categoria, o cachê será de R$ 8 mil para cada proposta.

 

O festival vai disponibilizar, além dos cachês, transporte, hospedagem e ajuda de custo para alimentação dos artistas e grupos selecionados.

 

O resultado da convocatória será divulgado no site do evento, no dia 17 de maio. 

 

 

Convocatória de artistas de dança brasileiros e estrangeiros

 

12º Festival de Dança Itacaré

 

Inscrições abertas até 12 de abril de 2024

 

Exclusivamente pelo formulário disponível em

https://festivaldedancaitacare.com.br/

Estudante da Universidade Federal da Grande Dourados vence o Prêmio Marta Guarani e defende mais políticas públicas

 

Escolhida entre 11 indicadas para receber o Prêmio Mulher Cidadã – Marta Guarani em sua 17ª edição, a universitária indígena Aline de Souza da Silva elencou algumas conquistas das mulheres, da luta das indígenas e defendeu mais políticas públicas nas aldeias do Estado. “É importante estarmos ocupando espaços, podendo dialogar, apresentar nossas demandas (…) As políticas públicas quase não chegam até nós e quando chegam é muito pouco”, cobrou ela, que é moradora da Reserva Indígena de Dourados.

 

 

Acadêmica do curso Licenciatura em Educação do Campo da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Aline de Souza é da etnia Guarani-Kaiowá e foi indicada ao Prêmio pela sua atuação em defesa das causas indígenas e pela luta em favor de avanços nas políticas voltadas às mulheres.

 

Se disse honrada em receber o Prêmio que homenageia “uma parente guarani, símbolo da luta e da resistência de nosso povo”, e defendeu a continuidade da luta daqueles que antecederam, por vida digna e garantia de direitos.

 

 

Aline de Souza, cujo nome indígena é Che Hara’pe ka’aguy ygua kunatai yvotyju (moça das flores amarelas), é indígena do povo Guarani-Kaiowá, tem 25 anos e reside na Reserva Indígena de Dourados. Artista plástica e ativista, artesã e defensora das causas indígenas, ela compõe a comissão de diversidade sexual e de gênero da 4ª subseção da OAB de Mato Grosso do Sul.

 

 

SOBRE O PRÊMIO

 

O Prêmio “Mulher Cidadã – Marta Guarani” foi instituído pela Câmara de Dourados para agraciar mulheres que tenham oferecido contribuição relevante à defesa dos direitos da mulher, questões do gênero e atuação de destaque no município.

 

 

Saiba mais em: https://www.camaradourados.ms.gov.br/noticia/dia-da-mulher-vencedora-do-premio-marta-guarani-celebra-avancos-e-defende-mais-politicas-publicas

Projeto “ODS nos Muros” encerra atividades com roda de conversa e galeria digital, em Campo Grande

 

Depois de doze meses de muito trabalho árduo e criativo, o projeto “Agenda 2030: ODS nos Muros” chega em sua reta final com uma programação especial, que vai de uma galeria digital (mapeamento das obras) até uma roda de conversa com mulheres artistas. O evento de encerramento será realizado no sábado (23), a partir das 18h, na Estação Cultural Teatro do Mundo, que fica na Rua Barão de Melgaço, n.º 177, centro da Campo Grande. A entrada é gratuita.

 

Com a participação de 17 talentosas artistas, cada uma dedicada a representar um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o projeto transformou os muros de escolas públicas em verdadeiras obras de arte, transmitindo mensagens poderosas de conscientização social e ambiental.

 

“Foi um projeto grande porque considerando desde a pré-produção até aqui, somamos um ano de trabalho”, lembra a proponente do projeto e coordenadora da Fuá Produções, Julia Basso, que vê na atividade de encerramento a possibilidade de reunir todos os atores que deram o tom dessa iniciativa. “Foram mulheres de diferentes lugares de MS que participaram, contamos com parceiros como a Mucha Tinta e com o Bernardo Bravo, ambos de Curitiba. Agora, a gente vem com essa roda de conversa pra reunir todo mundo. Como o projeto aconteceu nas escolas, ambiente de alunos e professores, essa é a oportunidade de ampliarmos para mais pessoas”.

 

Julia, explica que razão das obras terem sido pintadas na parte interna dos muros escolares, devido uma norma da RED – Rede Estadual de Educação – de manter uma pintura externa padrão entre as escolas. A galeria digital serve de plataforma de acesso ao projeto para toda a população.

 

“Há um site criado para todo mundo ter acesso. A ideia de fazer um mapa digital é justamente por ter essa dimensão geográfica, de que as obras estão em todas as regiões da cidade, e daí a necessidade de ter um lugar em que as pessoas possam ver as imagens, entender do que se trata. Ao navegar no site, a pessoa consegue ter informações sobre cada artista e cada ODS. Tudo está detalhado ali.”, informa Julia.

 

Artistas – Ladys, Maria Carol, Maria Angélica Chiang, Érika Pedraza, Bárbara Dantas, Nathálya Escobar, Letycia Almeida, Patrícia Helney, Gabriela Bonifácio, Bruna Maia, Jaqueline Cabral, Thalita Valiente, Alice Hellman, Natacha IK, Maria Auxiliadora, Isabê e Daniele Castro são as artistas que deram cores e formas ao projeto.  Trabalho que pode ser conferido online pelo site: www.odsnosmuros.com.br.

 

E, quem participar do evento de encerramento terá a possibilidade de entender detalhes de como foi projetado esse mapa virtual, bem como conhecer e conversar com as artistas que deram cores e formas a esse projeto. Além de curtir o som da DJ Maíra Micura. Também haverá uma intérprete de Libras à disposição durante todo o encontro.

 

Para a assistente de produção, Thallitha Leal, que acompanhou todo o processo de criação das artes nos muros, essa atividade de finalização é mais que uma comunhão com a sociedade, representa mais um importante lugar de fala dessas mulheres que escolheram a arte como profissão.

 

“Infelizmente, aqui a gente tem pouca representatividade, pouca acessibilidade com projetos voltados para mulheres. Então, o projeto teve uma grande importância, não só sobre a questão dos objetivos sustentáveis para a gente buscar uma melhora do planeta, mas, também, na representatividade que ele trouxe com as 17 artistas mulheres do nosso estado”, lembra.

 

Vivência – Por falar em protagonismo feminino, Alice Hellman e Nathálya Escobar compartilham uma visão semelhante da experiência de ter passado pelo projeto “ODS nos Muros”, que muito além das cores, construiu pontes, canais de comunicação entre as artistas, abrindo caminhos para novas parcerias e fortalecendo vínculos entre a equipe envolvida.

 

“Achei a ideia do projeto surreal, principalmente por ser um projeto criado por mulheres, executado por mulheres, entendeu?! Contratando outras mulheres, isso assim, é de suma importância, ainda mais porque a gente [artista] estava fazendo esses trabalhos dentro de escolas e voltado realmente a interagir, conversar com alunos, professores e até mesmo os pais que, na hora que a gente pintava, puxava conversa”, lembra Nathálya que retratou na Escola Estadual José de Mamede de Aquino, a ODS de número seis – “Água Limpa e Saneamento”.

 

“As mulheres vêm fazendo sua arte e se destacando, se inserindo na história do muralismo, com muita profundidade e o projeto deixa bem nítido o quanto a cena feminina de MS é forte”, afirma a artista Alice que, também, destacou momentos marcantes que teve na escola, em especial, quando uma adolescente grávida se viu retratada em sua obra. “Minha pintura tem um bebê do lado esquerdo e, do direito, uma semente brotando. E, a jovem quando viu, pôs a mão na barriga e disse que iria plantar uma árvore para que ambos pudesse crescer juntos”, pontuou ela que retratou a 13º ODS – “Ação Contra a Mudança Global do Clima” – na Escola Estadual Lino Vilachá.

 

“Agenda 2030: ODS nos Muros” é fruto da parceria da Fuá Produções com a Mucha Tintas e Bernardo Bravo Produções, ambas produtoras culturais do Estado do Paraná. O projeto conta com financiamento do FIC – Fundo de Investimentos Culturais – da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), do Governo do Estado. Mais informações sobre o projeto acesse o Instagram e Facebook, @fuaproduções ou o site www.fuaproducoes.com.br/.

 

ODS nos Muros 

 

 Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma série de metas globais criadas pela ONU para serem alcançadas até o ano de 2030 e assumidas em um acordo assinado por 193 países. O objetivo é colaborar com a qualidade de vida, conservação da biodiversidade e manutenção dos recursos naturais do planeta.

 

Serviço:

Projeto “Agenda 2030: ODS nos Muros” – encerramento

 

Data: Sábado (23 de março)

 

Local: Estação Cultural Teatro do Mundo

 

Horário: A partir das 18h

 

Endereço: Rua Barão de Melgaço, n.º 177, Campo Grande

 

Entrada Franca

Guia ajuda comunidades tradicionais na implementação do projeto Experiências do Brasil Original em seus territórios

 

Na busca pelo desenvolvimento de projetos voltados a produtos e experiências turísticas, como relevante oportunidade para impulsionar o turismo de base comunitária nas comunidades tradicionais no Brasil, o Ministério do Turismo lançou o Guia de Implementação do Projeto Experiências do Brasil Original. O documento apresenta toda metodologia para replicação de ações locais com potencial para promover a inserção social, o desenvolvimento econômico e a valorização dos recursos naturais e culturais em territórios Indígenas e Quilombolas por meio do turismo.

 

O projeto é uma parceria do MTur com a Universidade Federal Fluminense (UFF) para impulsionar o turismo de base comunitária em comunidades tradicionais. Para isso, foi desenvolvido um manual metodológico para ser o guia de implementação do projeto nas esferas estadual e municipal, buscando sempre o apoio das instâncias de governança regionais e das instituições de ensino.

 

No Guia, que é um documento de referência, é possível saber detalhadamente a metodologia de aplicação das cinco etapas do projeto. Inicialmente, apresenta-se a etapa de diagnóstico, que tem como objetivo coletar dados estruturados sobre a situação atual do turismo nos territórios e comunidades participantes.

 

Na sequência, é detalhada a metodologia das oficinas, que têm como objetivo estimular o desenvolvimento de competências técnicas para o planejamento e oferta de experiências turísticas memoráveis e transformativas. A partir desses passos, realiza-se cursos de qualificação e visita às comunidades para validação das experiências. Por fim, vem o apoio à promoção e à comercialização das experiências.

 

Acesse aqui o Guia e veja como promover as potencialidades do seu território.

Embratur conhece projeto para realização do Gramado Summit em Punta del Este, no Uruguai

 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e o diretor de Gestão e Inovação da Agência, Roberto Gevaerd, conheceram o projeto Gramado Summit, que será levado para a cidade de Punta del Este, no Uruguai. O CEO da Gramado Summit, Marcus Rossi, pretende promover uma edição especial do evento no país vizinho, nos dias 26 e 27 de setembro.

 

O Gramado Summit reúne palestrantes de diversas áreas, desde entretenimento até negócios, e recebeu 10 mil participantes na última edição, na cidade gaúcha de Gramado.

 

Para o CEO, Marcus Rossi, levar a Embratur para o evento engrandece o debate sobre turismo e inovação. “Pretendemos ampliar o debate sobre inovação e levar o turismo neste ano que, como as  outras edições, traz diversidade, equidade e muita geração de negócios”, afirmou.

 

O presidente Freixo e a equipe da Embratur também foram convidados a participar do Gramado Summit, que será realizado de 10 a 12 de abril. A expectativa da organização do evento é receber 15 mil participantes.

 

“Temos levado a inovação aliada ao turismo nesses eventos e mostrando que o turismo, por meio dos negócios, geração de emprego e renda, responde a quase 8% do PIB brasileiro. Por meio do EmbraturLAB, a Agência já tem propostas importantes para continuar alavancando o país pelo turismo”, pontuou Freixo.

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) é a principal depositante de pedidos de patente do Centro-Oeste

 

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, divulgou os rankings dos maiores depositantes residentes de 2023. A UFMS conquistou a 12ª posição entre os principais pedidos de registros de programas de computador e a 29ª posição na categoria patente de invenção, no ranqueamento geral. Entre as universidades federais, a Instituição ocupa o 4º lugar em registro de programa de computador, e o 15º lugar entre os depositantes de pedidos de patentes de invenção.

 

O documento do Inpi apresenta os dados dos pedidos depositados de patentes de invenção, modelos de utilidade, certificados de adição, marcas, desenhos industriais, programas de computador e indicações geográficas. A responsável técnica do Núcleo de Inovação Tecnológica da Agência de Internacionalização e de Inovação (Aginova), Vilma dos Santos Ramos, explica que os pedidos se referem à proteção de invenções, dispositivos ou até mesmo novos processos.

 

“O pedido de proteção é necessário para que terceiros não se apropriem indevidamente das nossas invenções, quando isso ocorrer será necessário o consentimento da UFMS, que deverá ser remunerada. Da mesma forma, o registro dos programas de computador visa resguardar os direitos da Universidade de obter ganhos econômicos derivados do licenciamento para interessados”, explica.

 

As novas pesquisas, os novos produtos e até mesmo uma maneira inovadora de alcançar um resultado, podem ser protegidas, garantindo os direitos da Universidade e dos pesquisadores, sejam eles docentes, técnicos-administrativos ou estudantes, que investiram tempo, recursos financeiros e mão-de-obra nas descobertas.

 

“O ranking é importante para avaliarmos a evolução dos pedidos de proteção da UFMS, em comparação a outras instituições públicas e privadas, refletindo o resultado dos esforços realizados pela Universidade na promoção da pesquisa, desenvolvimento e inovação, e sua contribuição em nível nacional”, reforça.

 

Pedidos de propriedade intelectual

 

Os pesquisadores interessados em realizar a avaliação do potencial de patenteabilidade de invenções ou novas tecnologias de suas atividades, podem encaminhar suas propostas pelo formulário de comunicação de invenção, disponível no Sistema de Informação de Gestão de Projetos. Os documentos e pré-requisitos necessários para submissão, podem ser encontrados no edital divulgado pela Aginova e pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação.

 

As demais solicitações, como registros de software, de marca e proteções de desenhos industriais e indicações geográficas, por exemplo, podem ser efetuadas diretamente na página de propriedade intelectual da Aginova.

 

“O Núcleo é a unidade responsável por realizar os depósitos e acompanhamento dos pedidos de proteção da propriedade intelectual da UFMS, que além das invenções e programas de computador inclui, as marcas, desenho industrial, topografia de circuitos integrados e cultivares desenvolvidos por docentes, técnicos ou estudantes”, aponta a responsável.

CNA Jovem 10 anos: Conselho do pai inspira filho a ir à luta e aplicar conhecimento no campo situado em povoado da Bahia

 

“Vá estudar para ter uma vida melhor”. Quando Jildson Oliveira Souza ouviu o conselho do pai tinha apenas 15 anos. Apesar de muito jovem, já carregava uma certeza: iria sim seguir a orientação e sair em busca de conhecimento, mas para construir sua própria história ali mesmo, na propriedade da família, no povoado de Rose, em Santaluz, a cerca de 270 quilômetros de Salvador.

 

Hoje com 26 anos, Jildson sempre soube que o “vá estudar”, mais do que uma obrigação, seria uma oportunidade para transformar a vida do pai, José Nilson Souza, de sua família, e de outros produtores no “território do sisal”, uma região que abrange 20 municípios do semiárido baiano.

 

A iniciativa para aproveitamento dos resíduos da extração da folha de sisal foi destaque no CNA Jovem

 

Aos 15 anos, ao iniciar o curso de técnico agrícola, integrado ao ensino médio, na Escola Família Agrícola do Sertão (Efase), em Monte Santo, a 116 km de sua cidade natal, o jovem começou a estudar a cultura do sisal e uma questão sempre estava presente: como aproveitar a versatilidade da fibra, já usada na fabricação de tapetes, cordas, carpetes, para transformá-la em alimentos?

 

José Nilson na colheita de sisal na propriedade da família

 

“Meu pai vendia apenas a fibra, que corresponde a cerca de 4% da folha, então passei a buscar o conhecimento para aproveitar os resíduos de sisal, gerados na extração, para alimentar os animais do sítio. Ficou como um desafio, um objetivo: mostrar ao meu pai que isso seria viável”.

 

A busca pelo conhecimento mudou de patamar, mas os objetivos continuaram os mesmos quando Jildson, com 19 anos, foi aprovado no curso de engenharia agronômica na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), no campus de Euclides da Cunha (BA).

 

Jildson na propriedade da família peneira os resíduos com a máquina peneira rotativa, desemvolvida pela Embrapa

 

“Os professores me ajudaram a delimitar o estudo na utilização dos resíduos gerados na extração da fibra do sisal para fazer compostagem e também utilizar na adubação e cobertura de solo. Meu sonho era transformar todo aquele conhecimento, a pesquisa, em algo aplicável”.

 

Na 4ª edição do CNA Jovem, Jildson foi um dos destaques com o grupo EducaAgro

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oi então que, em 2020, Jildson soube do CNA Jovem por meio de um professor da própria Universidade e decidiu se inscrever para a 4ª edição do programa, realizada entre agosto daquele ano e outubro de 2021 e, pela primeira e única vez, totalmente virtual em razão da pandemia de Covid-19.

 

O CNA Jovem é uma iniciativa do Sistema CNA/Senar focada no desenvolvimento de novas lideranças capazes de mudar realidades locais, gerando valor aos seus beneficiários e deixando um legado de conhecimento no campo. Ou seja, tudo aquilo que Jildson procurava.

 

À época, ele integrou o grupo EducaAgro, que se sobressaiu no CNA Jovem entre as dez equipes formadas para apresentar soluções aos desafios prioritários do agro que, para a sua equipe, era aproximar a pesquisa ao campo e tornar-se uma rede propulsora de uso de bioinsumos na agropecuária.

 

Gostou tanto da experiência de integração e aprendizados com outros jovens do agro do Brasil que resolveu se inscrever e participar da 5ª edição do CNA Jovem, em outubro de 2022, para trazer mais respostas que pudessem ajudá-lo a implementar seus projetos no campo. Agora, os tempos eram outros e não havia mais o distanciamento social imposto pela pandemia.

 

“Nas atividades de propósito de vida, autoconhecimento e oficinas ao longo da jornada do CNA Jovem, finalmente descobri que poderia desenvolver uma ação concreta em prol dos produtores de sisal”, lembra.

 

Então, ele percorreu de moto 600 quilômetros para visitar produtores e representantes de algumas entidades dos municípios de Valente, Santaluz, Conceição do Coité, tudo para identificar os reais problemas de seus beneficiários antes de pensar em soluções. “Precisava das informações de outros produtores, pois só tinha a experiência do meu pai”.

 

O apoio e a vivência adquirida no CNA Jovem, programa que em 2024 completa dez anos e já envolveu 7.047 jovens de 22 a 30 anos de todas as regiões o país, representaram uma virada de chave para a concretização dos objetivos de Jildson.

 

“Consegui desenvolver a liderança empreendedora para a identificação de um problema, que já vinha estudando há dez anos, e transformá-lo em uma oportunidade para os produtores da minha região melhorarem a renda de suas famílias por meio da reutilização dos resíduos do sisal na sua produção”.

 

Dia de campo com os produtores de sisal no povoado de Rose, em Santaluz (BA)

 

Em 2023, na execução da sua iniciativa de liderança, Jildson reuniu 30 produtores de sisal, incluindo o pai, em um dia de campo no povoado de Rose. Como “ninguém faz nada sozinho”, ele mobilizou instituições e contou com o apoio do Sindicato de Produtores Rurais, secretarias municipais de agricultura, além de técnicos do Senar-BA.

 

Essa foi apenas uma das grandes ações que foi reconhecida como destaque na categoria Iniciativa de Liderança Empreendedora ao término do programa CNA Jovem.

 

Jildson compartilhou com os produtores de sisal o resultado de suas pesquisas

 

“Mostrei aos produtores como implantar unidades de processamento do resíduo do sisal em suas propriedades. Para quem cria animais, como é o caso do meu pai, expliquei o processo para o aproveitamento e conversão em alimentação para o rebanho, desde a mucilagem do resíduo até a transformação em feno”, explicou.

 

Para os produtores que não criam animais, a alternativa apresentada foi a unidade de processamento para a adubação do solo da lavoura de sisal. “É um processo de ciclagem de nutrientes, que contribui para a qualidade do solo e crescimento das culturas, tornando a propriedade mais sustentável”.

 

Dos 30 produtores que participaram do dia de campo, 13 já implantaram a unidade de beneficiamento de resíduo. Neste ano, Jildson vai dar continuidade na iniciativa para compartilhar o resultado de suas pesquisas com mais produtores.

 

Jildson em atividade no ensino técnico agrícola

 

Ao lembrar de sua jornada, Jildson sente como “se estivesse assistindo a um filme” onde o CNA Jovem ocupa uma parte fundamental do roteiro. A caminhada continua, mas ele não esquece da inspiração do passado.

 

“Meu pai é minha inspiração. Lá atrás, quando ele me falou para estudar, tudo foi se encadeando até eu conseguir concretizar uma ação que está contribuindo para a melhoria de vida dele e de outras pessoas do povoado. A importância do sisal em minha vida é fora do normal”, disse emocionado.

 

A história de Jildson faz parte da série de dez matérias que serão divulgadas até dezembro de 2024 para celebrar os 10 anos do programa CNA Jovem.

 

Para saber mais, acesse: https://cnajovem.org.br/

 

Fotos: Wenderson Araujo e arquivo pessoal

 

 

Senar

Projeto brasileiro de acessibilidade é finalista do Prêmio Ibero-Americano de Destino Turístico Inteligente

 

Na transformação turística nacional, onde todos possam ter um melhor acesso às praias alguns destinos vêm aprimorando a experiência de pessoas com deficiência (PcD). Como fruto desse trabalho, o Projeto Praia Acessível, em Fortaleza (CE) acaba de se classificar para a final do Prêmio Ibero-Americano de Destino Turístico Inteligente (DTI), na categoria Acessibilidade Turística. A premiação será entregue na Feira Internacional de Destinos Inteligentes (FIDI), encontro que será realizado em Curitiba (PR), entre os dias 17 e 19 de março e que conta com o apoio do Ministério do Turismo.

 

Entre os finalistas ao prêmio, o projeto brasileiro, realizado pela Secretaria do Turismo de Fortaleza, concorre com o Circuito Acessível Descubra Montevidéu (Divisão de Turismo de Montevidéu, no Uruguai) e com a Estratégia de Turismo Accesible del Instituto Distrital de Turismo para Bogotá (Instituto Distrital de Turismo, na Colômbia).

 

Criado em 2016, o projeto Praia Acessível já realizou mais de 11 mil atendimentos. Entre os serviços oferecidos pelo Projeto está um espaço de lazer com esteira de acesso e cadeiras anfíbias, além do suporte personalizado e seguro de cuidadores na Praia de Iracema.

 

O local dispõe, ainda, de tendas, cadeiras de praia, guarda-sóis, estrutura com banheiro acessível, piscinas, vôlei e frescobol adaptados e vagas de estacionamento específicas para o público participante.

 

MAIS INCLUSÃO

 

Reconhecendo a importância da autonomia para as pessoas cegas ou com baixa visão, o Ministério do Turismo oferece o curso de Orientação e Mobilidade de Pessoas Cegas em Ambientes Urbanos. Esse curso visa capacitar profissionais do turismo a fornecer suporte adequado e a criar ambientes urbanos acessíveis para turistas cegos.

 

Saiba mais AQUI na Plataforma Qualifica Turismo.

 

GUIA

 

Ministério do Turismo conta com Guia que traz dicas de como atender bem turistas com deficiência. A publicação foi produzida em parceria com o Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência e com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Nele, o leitor pode entender os conceitos básicos sobre acessibilidade, desenho universal, exemplos de deficiência, capacitismo e dicas de como atender bem este público.

 

Confira AQUI.

Documentários da série Turismo Transforma, da Embratur, apresentarão destinos brasileiro na França

 

A Embratur vai levar os destinos brasileiros para a 26ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. A Agência vai exibir, no evento, três mini documentários da série Turismo Transforma que abordam temas como turismo religioso, afroturismo, turismo de base comunitária e produção e cadeia turística no Brasil. As exibições acontecerão fora do circuito competitivo tradicional e são uma contrapartida pelo patrocínio da Agência ao festival, que se repete há 26 anos. Em 2024, as exibições acontecerão de 26 de março a 2 de abril.

 

Um dos documentários que serão apresentados na capital francesa conta um pouco da história da festividade religiosa do Círio de Nazaré, a maior do Pará, que remonta a história de um milagre acontecido no Século 18. A festa se tornou um atrativo turístico fomentando a fé e a economia do estado. Já o do queijo canastra, focado na gastronomia, mostra a importância do produto a partir do pequeno produtor e do turismo rural até os restaurantes belorizontinos.

 

O terceiro filme destaca o afroturismo e a história preta do Brasil. O doc apresenta o impacto positivo do afroturismo nas localidades em que este segmento tem se estruturado e recebe turistas estrangeiros. A primeira parte tem como pano de fundo a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte, uma das mais tradicionais celebrações religiosas afro-brasileiras, em Cachoeira (BA).

 

A segunda fala sobre o Recôncavo Baiano, região que tem Cachoeira como um de seus municípios. A influência africana na colonização e na história da região aparece, no filme, a partir da gastronomia, uma forma de fortalecimento da autoestima cultural e de sobrevivência da população preta. E a terceira trata da saída do bloco do Ilê Aiyê no Carnaval e a importância da música para a ancestralidade.

 

Filmes no festival


Nesta edição, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris apresentará 30 filmes em cinco mostras: Competitiva, Hors-concours, Documentários, Sessão Escolar e Homenagem a Antonio Pitanga (premiado ator e diretor do cinema negro brasileiro). O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, participará do evento, realizado pela empresa Jangada, da carioca Katia Adler, e que reúne, anualmente, mais de 5 mil espectadores.

 

O festival é a principal vitrine da cinematografia brasileira na Europa e também é conhecido por ajudar a formar um público francês apaixonado pelo cinema brasileiro e pela nossa cultura. A 26ª edição vai acontecer no L’Arlequin, cinema tradicional modernista de rua no bairro de Saint-Germain-des-Près, sede do evento. O festival também marcará o lançamento do livro “A Nudez da Cópia Imperfeita”, de Wagner Schwartz.

 

Segundo Freixo, “levar os documentários do Turismo Transforma para o Festival de Cinema Brasileiro de Paris é uma forma de colocarmos em evidência os destinos turísticos do Brasil.” “Fazemos isso mostrando nossa cultura, nossa história, nossa diversidade, e um país plural e democrático. Mostramos, mais uma vez, que o Brasil voltou. Isso fica ainda mais importante quando pensamos que o ano de 2025 será o ano do Brasil na França e da França no Brasil, e temos muito a oferecer aos franceses em cultura, sustentabilidade, gastronomia, natureza e muito mais”, complementa.

 

A mostra também contará com a presença de Antônio Pitanga e da filha do homenageado, a atriz Camila Pitanga. Na ocasião, serão apresentados seis longas com o ator, entre eles “Na Boca do Mundo”, primeira produção dirigida por ele, o clássico “Barravento”, do Cinema Novo, de Glauber Rocha, e “Nosso Sonho”, o filme nacional mais visto de 2023, além de um trecho de “Malês”, novo longa de Pitanga como diretor, ainda em finalização.

 

França-Brasil


De acordo com o Portal de Dados da Embratur, a França foi o sexto maior emissor de turistas para o Brasil no mundo e o primeiro da Europa em 2023. No ano passado, o Brasil recebeu 187.559 turistas franceses. O número é pouco mais de 43% maior do que o registro de 2022, quando o total de entradas foi de 130.910. Além disso, no primeiro mês de 2024, a entrada dessa parcela de turistas internacionais foi de 15.509, um aumento de 29,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Para este ano, estão previstos 616.125 assentos em 1.953 voos vindos da França. O número representa, novamente, um aumento de 9,2% no número de assentos e de 7,2% no de voos. Eles são operados pelas empresas Air France (1251), Latam (359) e Azul (343, um crescimento de 61% em relação ao ano passado). Esses voos irão pousar nos aeroportos de Guarulhos (55,7%), Galeão (18,7%), Viracopos (17,6%) e Fortaleza (8%).

 

O crescimento é resultado de uma série de ações da Embratur na França em 2023. Entre elas, a feira de turismo de luxo ILTM de Cannes, em dezembro, e a Feira IFTM TopResa e a montagem da Galeria Visit Brasil, em Paris, em outubro. Antes, em julho, a Agência e o Sebrae promoveram uma press trip com cinco jornalistas franceses na Serra da Capivara (PI), ocasião em que também ocorreu a Ópera da Serra da Capivara, festival que mistura arte, música e história para impulsionar e fortalecer o turismo no sertão nordestino.

 

A Embratur fez, ainda, ações cooperadas com os grupos Voyage Prime e Odigeo, e retornou à condição de membro associado da Confederação de Organizadores de Turismo de América Latina da França (Cotal). E a Agência também participou do Vamos Voar para o Brasil 2023 – 4º Encontro Empresarial dos Profissionais do Turismo, promovido pela Embaixada Brasileira na França em parceria com companhias aéreas, hotelaria e os receptivos que promovem destinos brasileiros.

 

Assista aos vídeos da série especial da Embratur: https://tinyurl.com/TurismoTransforma.