Publicação conta a história da participação da Embrapa na Expodireto Cotrijal

 

As feiras agropecuárias exercem grande influência no produtor rural brasileiro, antecipando tendências e acelerando o processo de adoção de tecnologias no campo. A Expodireto Cotrijal é umas das maiores feiras agropecuárias do Brasil, evoluindo muito ao longo de mais de duas décadas de existência. A Embrapa é uma das expositoras da Expodireto desde a primeira edição. Os detalhes da participação da empresa na feira estão na publicação “A atuação da Embrapa na Expodireto Cotrijal 2000-2022”.

 

A Expodireto é uma feira voltada ao agronegócio, realizada na área da cooperativa Cotrijal, em Não-Me-Toque, município ao norte do Rio Grande do Sul (RS).

 

Segundo o resgate histórico, levantado pelos autores da publicação, no ano 2000, a realização do evento foi proposta pela Revista Plantio Direto e aceita pela Cooperativa Tritícola Mista Alto Jacuí Ltda. (Cotrijal), sediada em Não-Me-Toque, RS, com a premissa de que as bases do processo produtivo regional e da própria feira estariam assentadas no sistema plantio direto (SPD).

 

Nos registros também foi possível resgatar um evento prévio, a Expodireto 99 (I Exposição e Demonstração de Máquinas, Implementos e Tecnologias para Plantio Direto), realizada no Centro Rural de Ensino Supletivo (CRES) em Carazinho, RS, como indutor da série subsequente realizada pela Cotrijal, pela demanda de novas empresas para participar e que exigiam melhor estrutura para os eventos futuros.

 

Assim nascia a Expodireto Cotrijal, realizada durante cinco dias no mês de março, com o objetivo de divulgar informações de tecnologias de ponta e alternativas para tomada de decisões que promovam a produtividade e a rentabilidade dos cultivos, assim como de técnicas que agregam valor e de atualizações sobre tendências de mercado, com foco em resultados e destinadas a todos os tamanhos e perfis de produtores rurais.

 

O parque onde acontece a Expodireto Cotrijal conta com 84 hectares e a entrada na feira é gratuita. Além de tecnológica, é uma feira de negócios, sendo realizados pedidos junto às empresas e fechados contratos, com apoio de instituições financeiras. Desde a primeira edição, o evento tem se destacado pelo debate de assuntos relacionados à agricultura, à pecuária, ao agronegócio e à política agrícola, através de reuniões sobre temas específicos.

 

A Expodireto Cotrijal atrai visitantes de mais de 70 países. Um apanhado de público, número de expositores e volume de negócios pode ser observado na figura abaixo. A Expodireto Cotrijal evoluiu de 41 mil visitantes, 114 expositores e R$ 21 milhões de movimentação financeira, no ano 2000, para 263 mil visitantes, 552 expositores e R$ 4,90 bilhões de movimentação financeira em 2022.

 

 

Evolução de alguns indicadores da Expodireto Cotrijal, 2000-2022. Fonte de consulta relatórios Expodireto Cotrijal

 

 

Assim, ao longo do tempo, os expositores multiplicaram-se por cerca de cinco, o público multiplicou-se por mais de seis e os negócios, em mais de 36 vezes, em valores ajustados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) (Fundação Getúlio Vargas, 2022). Em razão da pandemia da COVID-19, a edição de 2021 foi suspensa e, portanto, não aparece na figura.

 

De acordo com o editor da publicação, Adão Acosta, da Embrapa Trigo, as feiras agropecuárias têm o importante papel de reduzir o tempo entre o lançamento de uma inovação pela pesquisa e a ampla adoção pelos usuários. No agro, as mensagens transmitidas focam em melhor qualidade, produção e produtividade.

 

“Desde a primeira edição, a Embrapa participa da Expodireto com o objetivo de estreitar o relacionamento com os produtores, assistentes técnicos, multiplicadores licenciados, lideranças e público em geral. A empresa também busca criar oportunidades nas diferentes cadeias produtivas em que atuam as unidades da Embrapa, ampliando o conhecimento acerca das tecnologias e promovendo a visibilidade institucional”, conta Acosta.

 

A Embrapa participa da feira, através de um instrumento particular de cessão de área entre a Cotrijal e a Embrapa Trigo, numa área que compreende 2.500 m2, localizada próximo a outras instituições de ensino, pesquisa e extensão rural.

 

“A vitrine tecnológica é destinada exclusivamente à promoção, divulgação e exposição de tecnologias da Embrapa e envolve cuidados ao longo de todo o ano, movimentando equipes que trabalham para garantir que a pesquisa chegue da melhor forma ao público durante o evento”, explica Giovani Faé, chefe de Transferência de Tecnologia, da Embrapa Trigo.

 

Durante o período da feira, o atendimento mobiliza mais de 40 profissionais da Embrapa, de diferentes unidades da empresa distribuídas no Brasil. Cultivares dos programas de melhoramento genético da Embrapa, como soja, milho, sorgo, feijão e cereais de inverno sempre estiveram presentes na Expodireto Cotrijal.

 

 

Nesta feira, ocorreu a primeira apresentação de cultivares de soja transgênica no Brasil, em 2005. Outros cultivos, como frutas e hortaliças também compõem a apresentação de tecnologias da Embrapa, na vitrine ou no estande institucional, bem como sistemas de produção.Considerado o tema originário do evento, o SPD, máquinas, implementos e espécies para produção de palha também sempre foram constantes na vitrine tecnológica.

 

Nos últimos eventos focou-se na compactação do solo como uma das causas de frustração agrícola na safra de verão. Para demonstração, trincheiras foram abertas em diferentes culturas de cobertura, e elementos rompedores de solo de ação profunda para elevar a porosidade do solo e a infiltração de água nas camadas mais profundas, foram demonstrados.

 

Um arranjo que evoluiu ao longo do tempo, na vitrine tecnológica, foi a demonstração de oferta de forragens ao longo do ano no formato de planejamento forrageiro, com cultivares de diferentes espécies, finalidades e picos de produção em diferentes épocas do ano, a partir do trabalho conjunto de diversas unidades.

 

Num primeiro momento, foi um espaço associado ao sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), mas depois passou a proporcionar a visualização de opções para minimizar os períodos críticos de disponibilidade de alimentos em pastagens e para ajudar o produtor no planejamento forrageiro, compondo, num mesmo ambiente, cultivares de panicum, braquiária, sorgo silageiro, sorgo de corte e pastejo, milheto, trigo de duplo propósito, trevo-branco, trevo-vesiculoso, cornichão, aveia e capim-sudão.

 

Esse formato conferiu grande versatilidade às demonstrações, permitindo que diferentes unidades pudessem escolher espécies e componentes adequados às realidades regionais dos visitantes. Durante a apresentação das tecnologias, tem sido enfatizada a importância da qualidade de sementes para bom estabelecimento das pastagens e das lavouras.

A Embrapa também participa da programação técnica da Expodireto em diferentes eventos durante a feira. Contribui e participa em eventos tradicionais das grandes culturas, como o Fórum Nacional da Soja, Fórum Nacional do Milho e Fórum da Cultura do Trigo; em eventos de outras cadeias produtivas, como o Fórum Estadual do Leite e Fórum Florestal do Rio Grande do Sul; em temas transversais, como o Fórum de Agroenergia e o Fórum Estadual da Conservação do Solo e da Água.

 

Para saber mais, acesse a publicação “A atuação da Embrapa na Expodireto Cotrijal 2000-2022” no site da Embrapa Trigo.

Central de Transplantes de Alagoas atua para reduzir índice de recusa familiar para autorização de doação de órgãos

 

O índice de famílias alagoanas que não autorizaram a doação de órgãos dos parentes que estavam em morte cerebral foi de 57% em 2023, conforme apontam dados da Central de Transplante de Alagoas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela instituição, que é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

 

A coordenadora da Central de Transplante de Alagoas, Daniela Ramos, explica que boa parte da taxa de recusa ocorre por motivos e tabus sociais e da falta de conscientização sobre a morte encefálica, que é um processo irreversível. Ela explica que a recusa acontece pelo desconhecimento da causa e da vontade do doador ainda em vida.

 

“Há também o fato de algumas famílias terem medo de que o corpo seja modificado e deformado. Mas é preciso ressaltar que trata-se de uma cirurgia eletiva como outra qualquer. Há também uma Lei que garante a recomposição do corpo para que seja entregue aos familiares visando realizar o sepultamento. Questões religiosas também são causas das recusas, embora nenhuma religião oficialmente seja contra doação de órgãos”, salientou Daniela Ramos.

 

A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas frisa que a doação de órgãos do potencial doador, juridicamente, só pode ser autorizada pela família.

 

“O primeiro passo para se tornar um doador é a decisão de continuar salvando vidas, mesmo após a morte, e de conscientizar seus familiares da sua escolha, pois a nossa legislação não permite que seja deixado nada por escrito. Então, os familiares precisam autorizar a doação de órgãos e é a decisão da família que será acatada por nós. Portanto, ressaltamos sempre a importância de avisar os familiares, de conscientizá-los e sensibilizá-los desse milagre, dando vida a outras pessoas”, ressaltou.

 

A coordenadora explica que, só após o diagnóstico de morte encefálica, prescrito na resolução 2.173, expedida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2017, os médicos procuram a família e pedem a autorização para a doação dos órgãos.

 

“Nós possuímos uma equipe especializada, a Organização de Procura de Órgãos, que faz esse trabalho, e acolhe a família durante todo o processo. Mas, precisamos ressaltar que a doação de órgãos ocorre quando há confirmação de morte encefálica e a confirmação precisa seguir alguns procedimentos, que é realizado em três etapas”, explica.

 

A primeira etapa é desenvolvida por um médico habilitado, que faz uma série de exames clínicos e, uma hora depois, outro médico repete todos os exames. O segundo passo é um teste de apneia para se ter certeza que o paciente está respirando ou não. E a terceira etapa é um exame de imagem, podendo ser um eletroencefalograma, doppler ou arteriografia.

 

Daniela Ramos, coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas frisa que a doação de órgãos do potencial doador, juridicamente, só pode ser autorizada pela família

 

Validade dos órgãos

 

Se a família autoriza a doação, é dada a largada para um processo que necessita da agilidade dos profissionais. Quando os órgãos são captados, é preciso correr contra o tempo para que cheguem ao receptor. Isso porque, cada órgão tem um tempo de validade. O coração, por exemplo, tem 4 horas, o fígado 8 horas, os rins 24 horas e a córnea dura um pouco mais, 15 dias.

 

“Com a autorização precisamos colher a sorologia do doador para saber se há alguma contra indicação, a tipagem sanguínea, o HLA para ver qual o receptor que irá receber o órgão doado. Também é analisado o RT-PCR para indicar se há Covid-19, pois é contra indicado para transplantes. Após resultados positivos de todos os exames, o órgão é inserido no sistema que determina, seguindo os critérios estabelecidos, qual será o receptor compatível”, esclarece a coordenadora da Central de Transplante, Daniela Ramos.

 

Embratur e Destinos Inteligentes fazem pesquisa inédita que irá mostrar comportamento e preferências de turistas no Rio

 

Uma pesquisa inédita vai mostrar o comportamento, as preferências e o fluxo dos turistas nacionais e estrangeiros que visitam uma das cidades mais turísticas do Brasil. Uma parceria entre a Embratur e a startup Destinos Inteligentes vai fazer uma radiografia do perfil do turista que visita o Rio de Janeiro, mais precisamente em cinco locais estratégicos: Trem do Corcovado e Paineiras, Pão de Açúcar, Parque Lage, Urca e nos aeroportos cariocas.

 

A intenção é entender o comportamento do visitante e, a partir daí, melhorar o atendimento e a oferta de atrações turísticas na capital fluminense, como explica o CEO da Destinos Inteligentes, Rodrigo Raineri. “O levantamento irá mapear o comportamento dos turistas que visitam o Rio de Janeiro, sobretudo nos pontos turísticos mais conhecidos e no embarque do Aeroporto do Galeão. Queremos saber se esse turista está viajando sozinho, se está em família ou amigos, se é um viajante que precisa de cuidados específicos, se é uma pessoa com deficiência (PCD), enfim… Vamos coletar várias informações para entender melhor quais as preferências e prioridades desses visitantes e, assim, melhorar a experiência deles na cidade”, explicou.

 

Com esse mapeamento realizado pela Destinos Inteligentes, a Embratur poderá traçar estratégias que melhor atendam às necessidades dos turistas, além de oferecer novidades aos visitantes.

 

A pesquisa

 


Uma equipe da Destinos Inteligentes estará, até meados do mês de março, nas ruas da Cidade Maravilhosa abordando turistas para responder ao questionário. Composta por dez perguntas de múltipla escolha, o levantamento irá fornecer dados demográficos, preferências de viagem e avaliações sobre a experiência turística no local. Além disso, a Destinos Inteligentes trabalha em um mapeamento que irá resultar na criação de novas rotas turísticas nos segmentos infantil, PCD e LGBTQIAP+.

 

O levantamento é resultado do programa de aceleração do EmbraturLab – iniciativa que promove a competitividade dos serviços do setor do turismo a fim de melhorar a experiência dos estrangeiros que visitam o Brasil. A Destinos Inteligentes é uma das startups que participam das provas de conceito, a última fase do edital do programa de aceleração. As empresas irão realizar testes práticos durante o próximo mês, no Rio, a partir das soluções turísticas desenvolvidas.

 

Inovação no turismo

 


Soluções inovadoras fazem parte das estratégias da Embratur para melhorar a experiência dos turistas e promover o Brasil internacionalmente. Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a inovação aliada às outras estratégias da Agência impactam o turismo e movimentam a economia.

 

“O desafio da inovação no turismo é estruturante para nossos objetivos de colocar o Brasil entre os destinos mais competitivos do mundo. Diversidade na cultura e na natureza, hospitalidade, experiências singulares e autênticas nós temos em quantidade que quase nenhum país tem. Uma das dificuldades que temos é melhorar a experiência do turista, facilitar a vida de quem nos visita, minimizando as dificuldades com informações e acesso a serviços, por exemplo”, destacou Freixo.

 

O programa de aceleração é uma parceria entre o EmbraturLAB e o Turistech Hub Brasil, um dos principais hubs de inovação da América Latina. O Hub foi criado para liderar a agenda de inovação no turismo e fomentar a competitividade e sustentabilidade ambiental do setor. Já o EmbraturLAB conta com parceria entre Embratur, universidades, pesquisadores e empreendedores que estão promovendo ações de inovação no turismo.

Diabetes e insuficiência cardíaca: Fiocruz e Boehringer parceiros para medicaemento

 

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) anunciou, na quarta-feira (28/2), no Rio de Janeiro, um acordo de parceria com a unidade brasileira da farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim. Este é o primeiro passo para a submissão e obtenção de registro de produto genérico do Jardiance®, a empagliflozina de 10 mg e 25 mg, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O medicamento é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, visando a melhoria do controle glicêmico. Além disso, é aprovado pela Anvisa para tratar pacientes com insuficiência cardíaca (IC), a fim de diminuir o risco de morte cardiovascular e a hospitalização por IC, além de retardar a perda da função renal.

 

Aprovação do genérico pela Anvisa disponibilizará mais uma opção de tratamento dessas doenças no SUS (foto: Viviane Oliveira, Farmanguinhos/Fiocruz)

 

A aprovação do genérico pela Anvisa disponibilizará mais uma opção de tratamento dessas doenças no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população. Essa parceria visa colaborar com o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), fortalecendo a produção nacional de medicamentos para atender potenciais demandas do SUS.

 

“Esse projeto que estamos iniciando hoje é um desdobramento de um grande sucesso anterior de parceria para doença de Parkinson com um medicamento inovador, e esse sucesso está tendo desdobramento agora em um novo projeto para doenças que tem impacto muito grande no campo das doenças cardíacas e nas síndromes metabólicas como a diabete”, afirmou o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger.

 

“A Boehringer Ingelheim tem o propósito de contribuir para o acesso à saúde da população brasileira e este acordo de cooperação técnica marca mais um passo importante em direção a esse objetivo. Estamos não apenas ampliando as opções terapêuticas para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência cardíaca, mas também contribuindo para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil”, comentou a presidente da Boehringer Ingelheim Brasil, Andrea Sambati. “Após a parceria de sucesso com pramipexol, esta é mais uma iniciativa que reforça nossa aliança estratégica com Farmanguinhos/Fiocruz”.

 

Parceria visa colaborar com o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (foto: Viviane Oliveira, Farmanguinhos/Fiocruz)

 

“Esse acordo reforça o nosso compromisso com o SUS, em buscar soluções para os problemas de saúde que afetam a população brasileira, além de contribuir com a produção nacional de medicamentos para diabetes e insuficiência cardíaca. Ao longo de 47 anos, Farmanguinhos atua com o fornecimento de medicamentos genéricos para o SUS, promovendo uma saúde pública com oferta de soluções integradas e sustentáveis”, afirmou o diretor de Farmanguinhos/Fiocruz, Jorge Mendonça.

 

Aliança Estratégica

 

A parceria com a Boehringer Ingelheim é de longa data. Acordo firmado em novembro de 2011, por meio de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), garantiu a autonomia nacional na produção do dicloridrato de pramipexol, utilizado para o tratamento da doença de Parkinson. Em 2023, Farmanguinhos/Fiocruz forneceu ao SUS 16.727.000 unidades farmacêuticas (nas concentrações 0,125mg, 0,250mg e 1,0mg) e o pramipexol produzido pela instituição foi incluído na lista de medicamentos de referência da Anvisa.

 

Diabetes mellitus

 

Doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. O diabetes e a glicemia elevada estão associadas a um aumento do risco de doenças cardiovasculares.

 

De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes, 537 milhões de adultos (20-79 anos) no mundo convivem com diabetes (tipos 1 e 2). Ou seja, uma em cada 10 pessoas tem a doença. A previsão é que esse número aumente para 643 milhões em 2030 e 784 milhões em 2045. O tipo 2 é responsável por cerca de 90% dos casos em todo o mundo. No Brasil, o número de pessoas adultas com esta condição é de 15,7 milhões, e 73% dos pacientes estão fora da meta glicêmica no país.

 

Insuficiência cardíaca (IC)

 

É uma condição progressiva, debilitante e potencialmente fatal que ocorre quando o coração não fornece fluxo sanguíneo adequado para atender as demandas do corpo por oxigênio e nutrientes ou, para isso, retém líquido, determinando aumento do volume sanguíneo, acúmulo de líquido (congestão) nos pulmões e tecidos periféricos. Doenças cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca, são a principal causa de mortalidade e morbidade no mundo. No Brasil, a IC é a primeira causa de internação hospitalar em pessoas acima de 60 anos.

MTur prestigia ação da Embaixada do Nepal para fortalecimento do turismo

 

ara fortalecer a relação bilateral entre o Brasil e o Nepal, a ministra do Turismo em exercício, Ana Carla Lopes, esteve presente nesta sexta-feira (01.03) na abertura da ExpoNepal, em Brasília (DF). A feira é o primeiro evento de promoção do turismo nepalês aqui no Brasil e inaugura um novo momento de cooperação entre os países.

 

“Estamos muito felizes por participar desta feira, que nos permite explorar as riquezas do Nepal e aprender mais sobre sua cultura e tradições. Tenho certeza de que essa iniciativa é uma agenda importante para promover o turismo entre os dois países”, destacou Ana Carla.

 

Com o tema “Viagem ao Monte Everest e Além”, a ExpoNepal busca mostrar os aspectos culturais do Nepal ao público brasileiro, ao mesmo tempo que fortalece o comércio, os investimentos, o turismo e as relações  entre os dois países.

 

O Embaixador do Nepal no Brasil, Nirmal Raj Kafle, agradeceu a presença do MTur no evento e reforçou a importância da cerimônia. “Nosso objetivo é utilizar a ExpoNepal 2024 como plataforma para empreendedores de vários setores de ambos os países construírem conexões”, finalizou.

Plantação de milho nos canteiros da Borges dão um toque especial e para a 33ª Festa da Colônia de Gramado

 

Um trabalho que chama a atenção e realizado pela Secretaria da Agricultura de Gramado em parceria com a Gramadotur, começa a render resultados quando nos aproximamos de mais uma edição da Festa da Colônia de Gramado. A decoração dos canteiros centrais da Av. Borges de Medeiros no trajeto da Rua das Fontes até o acesso ao Expogramado, com o plantio de milho teve um objetivo. Que todo trabalho chegasse próximo da Festa com os canteiros carregados pelo milharal. “Iniciamos um trabalho, plantamos como se fosse o nosso interior, para as pessoas entenderem todo o processo, desde o desenvolvimento, até a colheita, tudo programado”, conta eufórico o Secretário da Agricultura, Rafael Ronsoni. Segundo ele, “quem nos visita pode vivenciar esta etapa das plantações e como funciona um dos produtos em nosso interior”, relata.

 

A presidente da Gramadotur, Rosa Helena Pereira Volk, também elogia a ação. “É o evento mais querido dos gramadenses, tratamos com muito carinho a Festa da Colônia, e esta iniciativa das equipes da Agricultura só engrandece cada vez mais nosso evento e nosso interior”, relata a dirigente.

 

As equipes da Secretaria de Obras e da Secretaria da Agricultura já estão trabalhando na estrutura da Festa da Colônia junto à Expogramado. “Ainda como secretário quero deixar toda Festa montada, pronta, para que seja mais uma vez um grande evento, uma grande festa, todo gramadense é apaixonado pela Festa da Colônia”, afirmou Ronsoni. Segundo Rafael, “os agricultores valorizam a Festa e nós valorizamos muito o trabalho dos agricultores, graças às nossas agroindústrias conseguimos segurar todo interior, ágeis e fortes”, finaliza o Secretário de Obras e de Agricultura, Rafael Ronsoni.

 

Uma festa de sabores

 

A 33ª Festa da Colônia de Gramado acontece de 25 de abril a 12 de maio de 2024 no complexo do Expogramado. Neste período, a cidade celebra a cultura, gastronomia e contribuição das etnias alemã, italiana e portuguesa para o desenvolvimento de Gramado. Shows artísticos, bandinhas, corais, danças típicas e farta gastronomia são alguns dos principais atrativos do evento que ocorre no Expogramado.

 

A 33ª Festa da Colônia de Gramado é uma promoção da Prefeitura de Gramado e realização da Gramadotur. O evento tem a apresentação do Ministério da Cultura com o apoio da Orquídea Alimentos e Sebrae Agronegócio, empreendedorismo que transforma. A hospedagem oficial é da Laghetto.

 

Bolsa de Turismo: Por título de melhor gastronomia, Embratur lança campanha ‘Brasil for Foodies’ em Lisboa (Portugal)

 

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, lançou em Portugal a campanha ‘Brasil for Foodies’, um movimento para dar mais visibilidade internacional à gastronomia brasileira, que disputa o título de “Melhor Destino Gastronômico da América do Sul 2024” da World Travel Awards (WTA). O ato foi realizado no estande do Brasil na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), feira do setor que acontece na capital portuguesa.

 

O lançamento da campanha contou com a participação da coordenadora de Cultura e Gastronomia da Embratur, Ana Paula Jacques, do chef Guga Rocha, que apresentou o Cooking Show Uma Viagem pelo Brasil, e do jornalista Rafael Tonon, vencedor do prêmio de Melhor Jornalista Gastronômico de 2023 atribuído pelo Guia Identità Golose.

 

O chef Guga Rocha fez uma breve comparação entre produtos gastronômicos do interior do Brasil e ingredientes europeus cosmopolitas que, para ele, mostram o alcance internacional da cozinha brasileira. “Para mim, pequi e trufa, que é um produto caríssimo, não tem diferença nenhuma”, comparou.

 

 

“Se a trufa fosse do interior de Goiás e o pequi fosse de Alba (Itália), o que ia ter de gente indo para Alba comprar pequi não está no gibi. Temos que valorizar os produtos da gente, conhecer, entendê-los, trabalhar com eles e utilizá-los”, continuou.

 

Conforme Freixo afirmou no evento, “o Brasil tem uma culinária diversa, resultado de um país extenso, a maior biodiversidade do mundo, e um conjunto de histórias e culturas inseparáveis dos pratos típicos de cada região, que contam a história de nosso povo”.

 

“E a gastronomia não é só o que a gente come. O Brasil com ‘S’, do sabor, também é do saber. A comida tem sempre uma história. O quiabo vem da África, nas tranças das escravizadas. Tem uma história riquíssima por trás de cada prato. E essa diversidade faz do Brasil o melhor destino gastronômico da América do Sul. Estamos concorrendo para isso. É só entrar no site e votar. Divulguem nos estados, governadores, para ganhar esse prêmio que faz jus à história da gastronomia brasileira”, pediu o presidente da Embratur.

 

Brasil de camadas

 


Já Tonon lembrou que as diversas imigrações em diferentes períodos históricos do Brasil tornaram a gastronomia brasileira tão única e diversa. “A gente é um país continental e isso nos permite ter cozinhas regionais muito marcadas. Temos uma biodiversidade grande e produzimos de azeite a vinhos, que a gente faz e é premiado no mundo inteiro, com queijos, cafés, ou seja, em termos de produto, é difícil bater o Brasil”, garantiu.

 

“E o brasileiro ama comer, e ninguém quer ir para um país onde as pessoas não gostam de comer. A gente ama comida e isso faz com que a gente seja um destino gastronômico que todo mundo devia conhecer”, acrescentou.

 

Melhor destino gastronômico

 


Um dos mais reconhecidos prêmios internacionais do trade, o WTA também é chamado de ‘Oscar do Turismo’. Os vencedores serão escolhidos por votação online, que começou no último dia 19 e segue até 17 de abril. Para participar, basta acessar o site oficial (https://www.worldtravelawards.com/vote-for-brazil-south-americas-leading-culinary-destination-2024) e votar na categoria “Melhor Destino Gastronômico da América do Sul”. Depois, ainda é possível compartilhar nas redes sociais usando a hashtag #VoteBrasilWTA2024.

 

A indicação da WTA leva em conta a posição de liderança da gastronomia brasileira na América do Sul. Trata-se de uma produção ímpar, que vai além de prêmios e reconhecimentos, misturando um rico patrimônio cultural e as possibilidades e oportunidades oferecidas por seis biomas diferentes, com sabores, texturas e histórias próprias que colocam o Brasil em uma posição privilegiada para entusiastas da boa mesa. A votação é uma oportunidade para os amantes da gastronomia expressarem seu apoio ao Brasil e reconhecerem a excelência e diversidade que caracterizam a culinária nacional.

 

Prefeitura de Maceió promove a 2ª Feira da Mulher Empreendedora em março

 

A Prefeitura de Maceió promoverá, entre os de hoje (1º) a 10 de março, a 2ª Feira da Mulher Empreendedora. O evento, que tem o objetivo de incentivar o empreendedorismo entre mulheres que desejam ter seu próprio negócio, será realizado pela Secretaria da Mulher, Pessoas com Deficiência, Idoso e Cidadania (Semuc) acontecerá no estacionamento do Marco dos Corais, das 16h às 22h.

 

A feira faz parte da programação da Prefeitura de Maceió para o Mês da Mulher, e terá como tema “Empreende Mulher: Ela acreditou. Foi lá e fez!”. O evento visa dar maior visibilidade ao empreendedorismo feminino da capital e reforçar a capacidade das mulheres de conquistarem a sua autonomia financeira. No local serão disponibilizadas 30 cabines, cada uma com dois metros quadrados, duas cadeiras, iluminação e ponto de energia.

 

Feira de empreendedorismo da mulher em 2023
Feira de empreendedorismo da mulher em 2023

 

 

A seleção da 2ª Feira da Mulher Empreendedora terá como prioridade a exposição de empreendedoras que residem e tenham CNPJ com endereço apenas em Maceió. Serão selecionadas 90 (noventa) mulheres, que serão contempladas com a estrutura e com o auxílio necessário durante todo o evento.

Podem participar da seleção profissionais autônomas ou com negócios constituídos no regime de micro ou pequenas empresas. A empresa ou negócio tem que ter, obrigatoriamente, uma mulher como proprietária para que a seleção seja efetuada e o espaço seja disponibilizado.

 

De acordo com Ana Paula Mendes, titular da Semuc, a iniciativa da gestão objetiva incentivar a geração de renda, além de valorizar e promover a autoestima e a melhoria na qualidade de vida de mulheres que empreendem, além de fortalecer e inspirar outras mulheres ao empreendedorismo

 

Ana Paula Mendes, secretária da Mulher. Foto: Santos / Secom Maceió
Ana Paula Mendes, secretária da Mulher. Foto: Santos / Secom Maceió

“É de extrema importância acontecer um evento como esse, no qual as mulheres são reconhecidas, acolhidas e validadas. As mulheres sempre foram capazes, mas nunca tiveram oportunidade de aumentar sua rede de contatos para alavancar suas vendas e favorecer o crescimento doseus negócios.”, afirmou a Secretária.

Parceria entre Vale e Embrapa vai beneficiar famílias maranhenses

 

Nesta sexta-feira, 1/3, a Vale e a Embrapa Cocais celebram uma parceria que viabilizará a transferência de tecnologias rurais desenvolvidas pela Embrapa, voltadas para a produção de alimentos na busca da segurança alimentar e nutricional. No total, serão beneficiadas 500 famílias do distrito de Maracanã, em São Luís, e outras 500 de comunidades quilombolas do município de Itapecuru-Mirim.

 

O projeto conta com a parceria do Instituto Formação e do Núcleo de Desenvolvimento Rural de Arari, os quais, juntamente com a Embrapa, realizarão a implantação das tecnologias e o acompanhamento das famílias beneficiadas.

 

De acordo com a Diretora de Investimento Social da Vale e Diretora-Presidente da Fundação Vale, Flávia Constant, faz parte das estratégias da empresa atuar também na causa do combate à pobreza extrema. Em 2021, a companhia assumiu o compromisso de apoiar a saída de 500 mil pessoas da situação de pobreza extrema até 2030.

 

“Entendemos a pobreza como um fenômeno multidimensional, que envolve a ausência de renda, mas, também, a negligência de outros direitos fundamentais. A insegurança alimentar e nutricional, ou a fome, talvez seja a dimensão mais urgente e perversa na agenda de enfrentamento à pobreza. Uma causa como essa exige uma atuação em rede, em parceria com empresas, comunidades, instituições sociais e, principalmente, com o poder público. Daí a importância deste momento em que ampliamos a nossa parceria com a Embrapa, essa organização que tanto contribui para difundir a qualidade da ciência brasileira”, afirma Flávia Constant.

 

Para o chefe-geral da Embrapa Cocais, Marco Bomfim, a parceria permitirá a expansão do uso das tecnologias sociais em benefício da população.

 

 

“Agradecemos a essa parceria, que proporcionará que os sistemas desenvolvidos pela Embrapa, voltados para a produção de alimentos e o bem-estar, sejam utilizados e alcancem ainda mais famílias no estado do Maranhão”, diz o gestor.

 

Entre as tecnologias sociais desenvolvidas pela Embrapa voltadas para a produção de alimentos está o Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar, o CRIAF, também conhecido por Roça Sustentável, que diversifica a produção e otimiza a produtividade da mandioca, arroz, milho, feijão e outras culturas da agricultura familiar.

 

É um conjunto de tecnologias que organiza cultivos em fileiras para não haver competição por nutrientes, água, luz e espaço e faz a rotação das culturas. Essas práticas agrícolas aliadas ao uso de defensivos na dose e hora certa intensificam a eficiência do uso da terra, o controle de pragas, doenças e ervas daninhas e ainda recupera áreas degradadas. A reconfiguração do “roçado” também permite mais fertilidade ao solo e nutrição às plantas.

 

O resultado é o aumento em até cinco vezes da produtividade da mandioca e em 50% a produtividade do arroz e do milho. A Roça Sustentável preserva a biodiversidade porque evita prática de derruba e queima e o desmatamento de novas áreas. “Também reduz a carga de trabalho e o gasto com mão de obra, sobrando mais tempo e dinheiro para a família. O retorno social é mais renda, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida da comunidade, contribuindo para o desenvolvimento regional”, completa Carlos Santiago, analista da Embrapa Cocais que desenvolveu a tecnologia.

 

Sisteminha (Embrapa/UFU/Fapemig) também marca presença. Conhecido nacional e internacionalmente por criar oportunidades para que o indivíduo possa se alimentar com o que produz, utilizando estruturas simples, e partilhar ou mesmo negociar seus produtos com vizinhos e a comunidade, ampliando benefícios econômicos e sociais. Ele se baseia na atividade de piscicultura, como motor de um sistema integrado para a produção de alimentos e, quando comparado com métodos tradicionais de cultivo, apresenta baixo consumo de água e energia elétrica. Esse modelo sistêmico para produção integrada de alimentos permite disponibilizar para as famílias que o adotam, uma diversidade de alimentos de origem animal (peixes, ovos de galinha e codornas, frangos de corte, suínos, porquinhos da índia e outros) e vegetais e frutas diversas, ricos em carboidratos, proteínas, minerais e vitaminas.

 

Luiz Carlos Guilherme, pesquisador da Embrapa Cocais e criador da metodologia do Sisteminha, explica a tecnologia. “O Sisteminha é uma das tecnologias que será apresentada, fazendo uma interação com o que há de mais moderno na ciência na produção de alimentos e gerando, então, o suprimento de produtos que vão combater a fome das famílias mais pobres”, explica.

 

Conheça as demais tecnologias a serem transferidas:

 

Técnicas de processamento da mandioca, com ênfase na produção de farinha

 

A Embrapa Cocais realiza cursos para técnicos e agricultores sobre processamento da raiz de mandioca e Boas Práticas de Fabricação de farinha, tradicional produto da mesa do brasileiro, em especial do maranhense. São informações sobre boas práticas de higiene das instalações e dos equipamentos de processamento e técnicas de prensagem da massa e de torrefação e ainda uso de peneira para classificação da farinha. As boas práticas garantem mais qualidade, sanidade, textura e sabor diferenciados, agregando valor à farinha para a conquista de novos mercados e segurança alimentar no campo.

 

Técnicas de produção de hortaliças com uso das hortas pedagógicas e hortas comunitárias

 

No Maracanã e Itapecuru serão implantadas Hortas Pedagógicas em escolas da área urbana e rural. A iniciativa é aliada da educação, pois em todas as disciplinas são trabalhados conteúdos relacionados ao tema de cultivo de hortaliças, e ainda conscientiza estudantes, famílias e comunidade para a importância de uma alimentação saudável. Já as Hortas Comunitárias representam mais comida e renda para as família e contribuem para o desenvolvimento da agricultura urbana e periurbana. O objetivo é a inclusão socioprodutiva de famílias que se encontram em condições de vulnerabilidade econômica e de insegurança alimentar. O trabalho utiliza metodologias participativas, “aprender e fazendo”, capacitações e oficinas com os parceiros locais e atores sociais e educativos para formar agentes multiplicadores das tecnologias.

 

Manejo de açaizais nativos incrementa produção 

 

O Maranhão é o terceiro estado maior produtor de açaí no País, perdendo somente para o Pará e o Amazonas. A tecnologioa busca equilibrar a população de açaizeiros que ocorrem naturalmente na floresta de várzea garantido mais alimento e renda às famílias ribeirinhas. A técnica baseia-se na limpeza e manutenção de número de plantas de açaí por touceira e na substituição de plantas de espécies arbustivas e arbóreas de baixo valor comercial por outras espécies de valor econômico, como frutíferas e florestais. O segredo está na relação e no equilíbrio entre as plantas de açaí e outras espécies na mesma área. Não exige investimento em infraestrutura, a produtividade do açaizeiro pode dobrar de 4,2 t/ha para 8,4 t/ha de frutos.

 

Clorador Embrapa

 

Tecnologia simples, de baixo custo e fácil instalação, desenvolvida para clorar a água do reservatório (caixas d’água) das residências rurais. Pode ser montado pelo próprio morador, com peças adquiridas em lojas de material de construção e deve ser instalado entre a entrada de captação de água e o reservatório da residência. Auxilia a descontaminação da água, reduzindo o risco de a população rural ser exposta a doenças como a hepatite, diarreia, tifo, giardíase e outras.

 

Fossa séptica biodigestora

 

Tecnologia que trata o esgoto do vaso sanitário (a água com urina e fezes humanas), de fácil instalação e custo acessível, produz um efluente que pode ser utilizado no solo como fertilizante (recomendado para plantas perenes). Substitui a chamada “fossa negra”, não gera odores desagradáveis, não procria ratos, moscas, baratas e evita a contaminação do lençol freático. O sistema básico, dimensionado para uma residência com até 5 moradores, é composto por três caixas interligadas e a única manutenção é adicionar mensalmente uma mistura de água e esterco bovino fresco (5 litros de cada).

 

A solução é uma alternativa frente à falta de saneamento básico em algumas regiões rurais, o que afeta diretamente a saúde do morador do campo; evita a contaminação do solo e da água consumida pelos moradores (os resíduos não chegam ao lençol freático e aos rios que abastecem as cidades), além da proliferação de doenças.

 

Embrapa Cocais